AREsp 2445290 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso especial porque a matéria da detração penal compete ao juízo da execução penal e, no caso concreto, ainda que considerado o tempo de prisão preventiva, a reincidência e demais circunstâncias justificavam a manutenção do regime semiaberto; ademais, a correção de erro material feita pelo juízo de primeiro grau foi legítima e não configurou reformatio in pejus, e o reexame de matéria fático-probatória é vedado pela Súmula 7/STJ.
- Parties
- Recorrente/agravante: JADERSON DA SILVA CHAGAS; Decisão Recorrida/órgão Julgador: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 April 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Do Agravo E Exame Do Recurso Especial)
- Outcome
- Agravo conhecido e não provido; recurso especial negado provimento.
- Legal Topics
- Detração Penal, Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Reformatio in Pejus, Erro Material Na Dosimetria, Competência Do Juízo Da Execução Penal, Súmulas E Jurisprudência
Case Brief
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Parties
JADERSON DA SILVA CHAGAS
Recorrente/agravante
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão Recorrida/órgão Julgador
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Do Agravo E Exame Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 violação ao art. 33, § 2º, c, do Código Penal por não considerar tempo de prisão preventiva na fixação do regime inicial
- 2 aplicação dos arts. 387, § 2º, e 617 do Código de Processo Penal quanto à detração e correção de erro material
- 3 competência para apreciar a detração penal (juízo das execuções)
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso especial porque a matéria da detração penal compete ao juízo da execução penal e, no caso concreto, ainda que considerado o tempo de prisão preventiva, a reincidência e demais circunstâncias justificavam a manutenção do regime semiaberto; ademais, a correção de erro material feita pelo juízo de primeiro grau foi legítima e não configurou reformatio in pejus, e o reexame de matéria fático-probatória é vedado pela Súmula 7/STJ.
Court Disposition
Agravo conhecido e não provido; recurso especial negado provimento.
Orders
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
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