HC 802816 - DECISAO
Verificada a devassa, sem prévia autorização judicial, do aplicativo WhatsApp do corréu Fábio, as diligências posteriores (condução ao estabelecimento e apreensão da arma e das munições) derivaram diretamente dessa prova ilícita; não havendo outras provas idôneas da materialidade do crime atribuída ao paciente, aplicou-se a teoria dos frutos da árvore envenenada e declarou-se a ilicitude de todas as provas dela decorrentes, impondo-se a absolvição do paciente nos termos do art. 386, II, do CPP.
- Parties
- Paciente: AGNALDO VICENTE DA SILVA; Corréu: Fábio Miranda; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 31 March 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Em Sede De Habeas Corpus (relatoria E Concessão De Ordem De Ofício)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício, reconhecendo a ilicitude da devassa dos dados telemáticos do corréu e de todas as provas dela decorrentes, e absolvo o paciente AGNALDO VICENTE DA SILVA, com fundamento no art. 386, II, do Código de Processo Penal.
- Legal Topics
- Devassa De Dados Telemáticos, Ilicitude De Prova, Inviolabilidade De Domicílio, Frutos Da Árvore Envenenada, Habeas Corpus, Absolvição Por Ausência De Prova Da Materialidade
Case Brief
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Parties
AGNALDO VICENTE DA SILVA
Paciente
Fábio Miranda
Corréu
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Em Sede De Habeas Corpus (relatoria E Concessão De Ordem De Ofício)
Legal Issues
- 1 ilegalidade da devassa de conversas de aplicativo (WhatsApp) sem autorização judicial
- 2 legalidade da entrada dos policiais no estabelecimento/domicílio e da busca e apreensão
- 3 aplicação da teoria dos frutos da árvore envenenada às provas derivadas
Ratio Decidendi
Verificada a devassa, sem prévia autorização judicial, do aplicativo WhatsApp do corréu Fábio, as diligências posteriores (condução ao estabelecimento e apreensão da arma e das munições) derivaram diretamente dessa prova ilícita; não havendo outras provas idôneas da materialidade do crime atribuída ao paciente, aplicou-se a teoria dos frutos da árvore envenenada e declarou-se a ilicitude de todas as provas dela decorrentes, impondo-se a absolvição do paciente nos termos do art. 386, II, do CPP.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício, reconhecendo a ilicitude da devassa dos dados telemáticos do corréu e de todas as provas dela decorrentes, e absolvo o paciente AGNALDO VICENTE DA SILVA, com fundamento no art. 386, II, do Código de Processo Penal.
Orders
- Reconhecer a invalidade da devassa dos dados telemáticos do corréu e a ilicitude das provas por tal meio obtidas e de todas as delas decorrentes
- Absolver o paciente AGNALDO VICENTE DA SILVA, com fundamento no art. 386, II, do CPP
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