REsp 1850961 - ACORDAO
O Tribunal, por maioria, entendeu que no seguro de vida em grupo o estipulante é mandatário dos segurados e cabe a ele, na fase de execução, o dever de prestar informação prévia aos aderentes sobre cláusulas limitativas; além disso, sendo expressa na apólice a exclusão de cobertura para invalidez parcial por doença laboral, a ampliação de cobertura para esse risco não previsto desequilibraria o sinalagma contratual (cálculo atuarial do prêmio), de modo que não se pode impor à seguradora obrigação de pagar indenização nesse regime; por tais motivos o recurso especial foi negado provimento.
- Parties
- Recorrente: JOÃO PEDRO DE MOURA; Recorrida: Seguradora; Amicus Curiae: Federação Nacional de Previdência Privada e Vida - FENAPREVI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 31 August 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial (ação De Cobrança De Indenização De Seguro De Vida Em Grupo) / Julgamento Colegiado (quarta Turma Do Stj)
- Outcome
- recurso especial não provido
- Legal Topics
- Dever De Informação, Seguro De Vida Em Grupo, Cláusulas Limitativas De Cobertura, Invalidez Parcial Por Doença Ocupacional, Responsabilidade Do Estipulante
Case Brief
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Parties
JOÃO PEDRO DE MOURA
Recorrente
Seguradora
Recorrida
Federação Nacional de Previdência Privada e Vida - FENAPREVI
Amicus Curiae
Procedural Posture
Recurso Especial (ação De Cobrança De Indenização De Seguro De Vida Em Grupo) / Julgamento Colegiado (quarta Turma Do Stj)
Legal Issues
- 1 Quem tem o dever de prestar informações aos segurados/aderentes em seguro de vida em grupo (seguradora ou estipulante)
- 2 Validade de cláusula de apólice coletiva que exclui cobertura de invalidez parcial por doença ocupacional e possibilidade de equiparação dessa doença a acidente de trabalho para fins de cobertura securitária
Ratio Decidendi
O Tribunal, por maioria, entendeu que no seguro de vida em grupo o estipulante é mandatário dos segurados e cabe a ele, na fase de execução, o dever de prestar informação prévia aos aderentes sobre cláusulas limitativas; além disso, sendo expressa na apólice a exclusão de cobertura para invalidez parcial por doença laboral, a ampliação de cobertura para esse risco não previsto desequilibraria o sinalagma contratual (cálculo atuarial do prêmio), de modo que não se pode impor à seguradora obrigação de pagar indenização nesse regime; por tais motivos o recurso especial foi negado provimento.
Court Disposition
recurso especial não provido
Orders
- Recurso especial não provido
Full Case Text
Judgment text and source record
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