REsp 1964735 - DECISAO
Por afetação do tema aos recursos repetitivos (Tema 1112) e em observância ao regime previsto no RISTJ e no CPC/15, determinou-se a devolução dos autos ao Tribunal de origem e a suspensão do recurso até a publicação do acórdão paradigma, com baixa nesta Corte.
Source-derived case information.
- Parties
- Recorrente: COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 November 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Afetado Ao Rito Dos Recursos Repetitivos (tema 1112) E Suspenso Na Origem, Aguardando Publicação Do Acórdão Paradigma
- Outcome
- autos devolvidos ao Tribunal de origem; recurso suspenso até a publicação do acórdão paradigma; baixa na Corte realizada
- Legal Topics
- Dever De Informação Em Contratos De Seguro De Vida Em Grupo, Afetação Para Julgamento Sob O Rito Dos Recursos Repetitivos, Representação Pelo Estipulante, Tema 1112
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Parties
COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Afetado Ao Rito Dos Recursos Repetitivos (tema 1112) E Suspenso Na Origem, Aguardando Publicação Do Acórdão Paradigma
Legal Issues
- 1 cabe à seguradora e/ou ao estipulante o dever de prestar informação prévia ao segurado sobre cláusulas limitativas e restritivas dos contratos de seguro de vida em grupo?
Ratio Decidendi
Por afetação do tema aos recursos repetitivos (Tema 1112) e em observância ao regime previsto no RISTJ e no CPC/15, determinou-se a devolução dos autos ao Tribunal de origem e a suspensão do recurso até a publicação do acórdão paradigma, com baixa nesta Corte.
Court Disposition
autos devolvidos ao Tribunal de origem; recurso suspenso até a publicação do acórdão paradigma; baixa na Corte realizada
Orders
- Determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a devida baixa nesta Corte, para que permaneça suspenso o recurso até a publicação do acórdão paradigma, nos termos do art. 256-L, I, do RISTJ.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de recurso especial interposto por COMPANHIA DE SEGUROS PREVIDÊNCIA DO SUL, fundamentado nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, no qual se discute se cabe à seguradora e/ou ao estipulante o dever de prestar informação prévia ao segurado a respeito das cláusulas limitativas e restritivas dos contratos de seguro de vida em grupo, porquanto a seguradora defende que o estipulante é o representante e mandatário do grupo segurado, logo, a obrigação de informação por parte da seguradora se dá via estipulante, e não individualmente para cada integrante do grupo segurado. A questão de direito foi afetada para julgamento sob o rito dos recursos repetitivos (Tema 1112), nos autos do REsp 1.874.811/SC e do REsp 1.874.788/SC, de relatoria do Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, com publicação em 05/11/2021, o que impõe a suspensão do presente recurso perante o Tribunal de origem, até a publicação do acórdão paradigma, nos termos do art. 256-L, I, do RISTJ, incluído por meio da Emenda Regimental n. 24, de 28/09/2016. Salienta-se, por oportuno, que, a decisão de afetação determinou a suspensão da tramitação das ações relacionadas ao tema afetado e, por isso, os recursos especiais que versem sobre referida matéria devem ficar sobrestados na origem, paralisados na fase do exame de sua admissibilidade, até que o STJ se pronuncie sobre a controvérsia de caráter repetitivo, por força do art. 1.030, III, do CPC/15. Com efeito, conforme previsão expressa do art. 1.030, V, "a", do Novo Código de Processo Civil, os recursos especiais somente devem ser sujeitos ao juízo de admissibilidade e eventualmente encaminhados a esta Corte Superior na hipótese de a matéria não ter sido submetida ao regime dos recursos repetitivos. Isso porque, segundo a teleologia desse específico rito de julgamento de recursos especiais, cujo objetivo é beneficiar a economia processual, cabe ao STJ pronunciar-se uma única vez e em definitivo sobre a matéria repetitiva controvertida. Seguindo essa linha, os arts. 1.039, caput, e 1.040 do CPC/15 preveem que, uma vez julgado o tema afetado, é da competência exclusiva e definitiva das instâncias ordinárias a realização do juízo de adequação entre o acórdão recorrido e a tese repetitiva. Referida orientação encontra respaldo na jurisprudência de ambas as Turmas que compõem esta e. Segunda Seção, que vaticinam, quanto ao ponto, que o objetivo racionalizador do novo CPC garante a máxima efetividade do sistema dos recursos repetitivos, atribuindo aos Tribunais de Justiça e aos Tribunais Regionais Federais a competência, em caráter exclusivo e definitivo, de proferir juízo de adequação da hipótese concreta ao precedente abstrato formado no recurso paradigma (AgInt no AREsp 1.277.678/MS, 3ª Turma, DJe 02/08/2018, sem destaque no original). No mesmo sentido: AgInt na Pet 11.749/PE, 4ª Turma, DJe 04/12/2017. Forte nessas razões, DETERMINO A DEVOLUÇÃO dos autos ao Tribunal de origem, com a devida baixa nesta Corte, para que permaneça suspenso o recurso até a publicação do acórdão paradigma, nos termos do art. 256-L, I, do RISTJ. Publique-se. Intimem-se.