REsp 1381734 - ACORDAO
O STJ conheceu parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negou-lhe provimento: manteve o entendimento de que valores de natureza alimentar pagos indevidamente pela Previdência Social em razão de interpretação errônea ou má aplicação da lei não devem ser exigidos de volta quando recebidos de boa-fé; distinguiu, porém, os casos de erro material/operacional, nos quais a repetição é possível, exigindo-se análise concreta da presença ou ausência da boa-fé objetiva do segurado; autorizou, em caso de erro administrativo, o desconto/parcelamento dos indébitos observando o limite de até 30% do benefício, exigindo processo administrativo para fixação do percentual; modulou os efeitos da...
- Parties
- Recorrido/impetrante: Francisco Eusébio Galdêncio; Recorrente/autarquia: Instituto Nacional do Seguro Social - INSS; Coatora/autoridade Coatora: Chefe do Setor de Revisão de Benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS; Beneficiária: Rita Kelis Galdêncio
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 April 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial Representativo De Controvérsia (tema 979); Origem: Mandado De Segurança / Julgamento Colegiado Pela Primeira Seção Do Stj; Acórdão
- Outcome
- Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, não provido.
- Legal Topics
- Devolução De Valores Pagos Indevidamente, Pensão Por Morte, Boa Fé Objetiva, Erro Material/operacional Da Administração, Irrepetibilidade Das Verbas Alimentares, Modulação De Efeitos, Desconto Administrativo De Benefícios
Case Brief
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Parties
Francisco Eusébio Galdêncio
Recorrido/impetrante
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
Recorrente/autarquia
Chefe do Setor de Revisão de Benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
Coatora/autoridade Coatora
Rita Kelis Galdêncio
Beneficiária
Procedural Posture
Recurso Especial Representativo De Controvérsia (tema 979); Origem: Mandado De Segurança / Julgamento Colegiado Pela Primeira Seção Do Stj; Acórdão
Legal Issues
- 1 Devolução ou não de valores recebidos de boa-fé a título de benefício previdenciário por interpretação errônea, má aplicação da lei ou erro da Administração da Previdência Social
- 2 Limite e condições para desconto administrativo de valores pagos indevidamente pelo INSS
- 3 Necessidade de comprovação da boa-fé objetiva do beneficiário nos casos de erro material/operacional
Ratio Decidendi
O STJ conheceu parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negou-lhe provimento: manteve o entendimento de que valores de natureza alimentar pagos indevidamente pela Previdência Social em razão de interpretação errônea ou má aplicação da lei não devem ser exigidos de volta quando recebidos de boa-fé; distinguiu, porém, os casos de erro material/operacional, nos quais a repetição é possível, exigindo-se análise concreta da presença ou ausência da boa-fé objetiva do segurado; autorizou, em caso de erro administrativo, o desconto/parcelamento dos indébitos observando o limite de até 30% do benefício, exigindo processo administrativo para fixação do percentual; modulou os efeitos da...
Court Disposition
Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, não provido.
Orders
- Tese firmada sobre repetição: valores indevidos decorrentes de erro administrativo material ou operacional são repetíveis, sendo legítimo desconto de até 30% do benefício salvo se comprovada a boa-fé objetiva do segurado
- Modulação: os efeitos da tese aplicam-se apenas aos processos distribuídos na primeira instância após a publicação deste acórdão
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