AREsp 2834126 - ACORDAO
O agravo regimental foi desprovido porque não houve impugnação específica e concreta a todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial; nos termos do art. 932, III, do CPC e da Súmula 182/STJ, alegações genéricas e mera transcrição de jurisprudência não afastam os óbices de admissibilidade, sendo...
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- Parties
- Agravante: CELIO LOPES SOARES; Interveniente: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado
- Outcome
- Agravo regimental desprovido.
- Legal Topics
- Dialeticidade Recursal, Súmula 182/stj, Súmula 7/stj, Divergência Jurisprudencial, Impugnação Específica
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Parties
CELIO LOPES SOARES
Agravante
Ministério Público Federal
Interveniente
Procedural Posture
Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado
Legal Issues
- 1 Se o agravo em recurso especial apresentou impugnação específica e suficiente aos fundamentos da decisão de inadmissibilidade
- 2 Incidência da Súmula 182/STJ e do art. 932, III, do CPC por ausência de impugnação específica
- 3 Aplicação da Súmula 7/STJ e necessidade de demonstrar que a matéria é exclusivamente de direito sem reexame de provas
Ratio Decidendi
O agravo regimental foi desprovido porque não houve impugnação específica e concreta a todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial; nos termos do art. 932, III, do CPC e da Súmula 182/STJ, alegações genéricas e mera transcrição de jurisprudência não afastam os óbices de admissibilidade, sendo necessário cotejo analítico das premissas fáticas para demonstrar divergência ou afastar a incidência da Súmula 7/STJ.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido.
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental.
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca. EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL E SÚMULA 7/STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS REFERIDOS ÓBICES. OFENSA AO PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 182/STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo regimental interposto contra decisão da Presidência do Superior Tribunal de Justiça que não conheceu do agravo em recurso especial, por ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão de inadmissibilidade, quais sejam, divergência não comprovada e Súmula 7/STJ. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. A questão em discussão consiste em saber se o agravo em recurso especial apresentou impugnação específica e suficiente aos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, conforme exige o princípio da dialeticidade. III. RAZÕES DE DECIDIR 3. O art. 932, III, do CPC e o art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ autorizam o não conhecimento de recurso que deixe de impugnar especificamente os fundamentos da decisão recorrida. 4. A jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de que a ausência de impugnação específica a todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso especial enseja a aplicação da Súmula 182/STJ e impede o conhecimento do agravo. 5. A mera alegação de que não há revolvimento de provas ou a simples transcrição de jurisprudência não afasta a incidência da Súmula 7/STJ, sendo necessário demonstrar, de modo específico, que as premissas fáticas do acórdão recorrido permitiriam o exame da tese jurídica. 6. "A mera transcrição de ementas de julgados não comprova a divergência jurisprudencial. Para tanto, exige-se cotejo analítico demonstrando a similitude fática entre os acórdãos confrontados, nos termos do art. 1.029, § 1º, do CPC e do art. 255, § 1º, do RISTJ" (AgRg no AREsp n. 2.703.055/SP, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 18/2/2025, DJEN de 25/2/2025.) 7. A alegação genérica de que teria havido impugnação aos óbices indicados na decisão que inadmitiu o apelo nobre não satisfaz o ônus argumentativo exigido, sendo necessário demonstrar, de forma direta, os motivos pelos quais tal óbice seria inaplicável ao caso concreto. IV. DISPOSITIVO E TESE 8. Agravo regimental desprovido. Tese de julgamento: 1. A ausência de impugnação específica e concreta aos fundamentos da decisão de inadmissão do recurso especial atrai a incidência da Súmula 182 do STJ e do art. 932, III, do CPC. 2. O não atendimento ao princípio da dialeticidade recursal inviabiliza o conhecimento do agravo em recurso especial, sendo insuficiente a mera oposição genérica às razões de inadmissibilidade.
RELATÓRIO Cuida-se de agravo regimental interposto por CELIO LOPES SOARES, contra decisão de fls. 265-266, que não conheceu do Agravo em Recurso Especial. A decisão agravada fundamentou-se na aplicação da Súmula 182 do STJ, considerando que a parte agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida, conforme exigido pelo art. 932, III, do CPC e pelo art. 253, parágrafo único, I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Sustenta a parte agravante que a decisão monocrática não analisou de forma adequada os argumentos apresentados pela defesa, especialmente no que tange à insuficiência probatória e à ausência de dolo específico na conduta atribuída ao agravante. Argumenta que a condenação pela prática do crime de ameaça, com base no art. 147 do Código Penal, foi indevida, pois se baseou exclusivamente na palavra da vítima, sem corroboração por outros elementos probatórios, o que contraria a jurisprudência desta Corte. Ademais, a decisão agravada teria desconsiderado a necessidade de comprovação do dolo específico para a configuração do crime de ameaça, violando princípios constitucionais e processuais, como o princípio da presunção de inocência e o princípio do contraditório e da ampla defesa. Requer o provimento do agravo regimental para que o recurso especial seja provido, com a consequente absolvição do agravante, alegando que a decisão agravada desconsiderou elementos fundamentais para a análise do caso, violando dispositivos infraconstitucionais e federais, como os artigos 147 do CP e 386, VII, do CPP. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do agravo regimental, conforme a ementa (fl. 288): AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. Decisão que não conheceu do agravo em recurso especial interposto pela defesa, por aplicação da Súmula 182 do STJ. Agravo regimental que, além de não trazer novos argumentos capazes de modificar o entendimento anteriormente firmado, deixou de impugnar especificamente o fundamento do não conhecimento do agravo em recurso especial. Situação que inviabiliza o conhecimento do regimental (Súmulas 182, STJ e 283, STF). Ônus argumentativo de impugnação especificada de todos os fundamentos da decisão recorrida. Dialeticidade recursal. Insuficiência de argumentações genéricas, dissociadas do conteúdo da decisão, incompletas ou meramente repetidas. Jurisprudência do STJ. Parecer pelo não conhecimento do agravo regimental. É o relatório. EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL E SÚMULA 7/STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS REFERIDOS ÓBICES. OFENSA AO PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 182/STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo regimental interposto contra decisão da Presidência do Superior Tribunal de Justiça que não conheceu do agravo em recurso especial, por ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão de inadmissibilidade, quais sejam, divergência não comprovada e Súmula 7/STJ. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. A questão em discussão consiste em saber se o agravo em recurso especial apresentou impugnação específica e suficiente aos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, conforme exige o princípio da dialeticidade. III. RAZÕES DE DECIDIR 3. O art. 932, III, do CPC e o art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ autorizam o não conhecimento de recurso que deixe de impugnar especificamente os fundamentos da decisão recorrida. 4. A jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de que a ausência de impugnação específica a todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso especial enseja a aplicação da Súmula 182/STJ e impede o conhecimento do agravo. 5. A mera alegação de que não há revolvimento de provas ou a simples transcrição de jurisprudência não afasta a incidência da Súmula 7/STJ, sendo necessário demonstrar, de modo específico, que as premissas fáticas do acórdão recorrido permitiriam o exame da tese jurídica. 6. "A mera transcrição de ementas de julgados não comprova a divergência jurisprudencial. Para tanto, exige-se cotejo analítico demonstrando a similitude fática entre os acórdãos confrontados, nos termos do art. 1.029, § 1º, do CPC e do art. 255, § 1º, do RISTJ" (AgRg no AREsp n. 2.703.055/SP, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 18/2/2025, DJEN de 25/2/2025.) 7. A alegação genérica de que teria havido impugnação aos óbices indicados na decisão que inadmitiu o apelo nobre não satisfaz o ônus argumentativo exigido, sendo necessário demonstrar, de forma direta, os motivos pelos quais tal óbice seria inaplicável ao caso concreto. IV. DISPOSITIVO E TESE 8. Agravo regimental desprovido. Tese de julgamento: 1. A ausência de impugnação específica e concreta aos fundamentos da decisão de inadmissão do recurso especial atrai a incidência da Súmula 182 do STJ e do art. 932, III, do CPC. 2. O não atendimento ao princípio da dialeticidade recursal inviabiliza o conhecimento do agravo em recurso especial, sendo insuficiente a mera oposição genérica às razões de inadmissibilidade. VOTO Em que pesem os argumentos da parte agravante, a decisão monocrática recorrida deve ser mantida. Conforme relatado, nesta Corte Superior, o agravo em recurso especial deixou de ser conhecido porque não foram infirmados parte dos fundamentos empregados pela Corte a quo para inadmitir o recurso, especificamente deficiência de fundamentação, divergência não comprovada e Súmula 7/STJ. Inadmitido o recurso especial com base na Súmula n. 7 do STJ, não basta ao recorrente afirmar genericamente que a pretensão recursal não envolveria o reexame do acervo fático-probatório dos autos, ainda que com menção à tese sustentada, porquanto seria necessário realizar o cotejo das premissas fáticas do acórdão recorrido. Nesse sentido: AgRg no AREsp n. 2.518. 475/SP, relator Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, julgado em 20/8/2024, DJe de 23/8/2024; e AgRg no AREsp n. 2.320.678/SP, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 7/5/2024, DJe de 15/5/2024. Conforme a orientação consolidada nesta Corte Superior, a mera transcrição de ementas de julgados não é suficiente para comprovar a divergência jurisprudencial. Para que tal comprovação seja válida, é necessário um cotejo analítico que demonstre a similitude fática entre os acórdãos confrontados, conforme disposto no artigo 1.029, § 1º, do Código de Processo Civil e no artigo 255, § 1º, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (AgRg no AREsp n. 2.703.055/SP, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 18/2/2025, DJEN de 25/2/2025). Ressalte-se que, para atendimento do princípio da dialeticidade recursal, estabelece a lei processual que não se conhecerá do agravo que "não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida (CPC, art. 932, III)", devendo a impugnação "ser realizada de forma efetiva, concreta e pormenorizada, não sendo suficientes alegações genéricas ou relativas ao mérito da controvérsia" (AgInt no AREsp n. 2.212.676/SP, relator Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, julgado em 4/9/2023, DJe de 6/9/2023). Em situações semelhantes, observa-se o que já decidiu esta Corte Superior de Justiça: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO POR INCIDÊNCIA DOS ENUNCIADOS 282 DO STF, 211 DO STJ E 7 DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. DESRESPEITO À SÚMULA 182 DO STJ. DECISÃO DE INADMISSÃO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Não havendo impugnação específica acerca dos fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial, deve ser aplicada, por analogia, a Súmula n. 182 deste Tribunal Superior. 2. Nos termos da jurisprudência desta Corte, os recursos devem impugnar, de maneira específica e pormenorizada, os fundamentos da decisão contra a qual se insurgem, sob pena de vê-los mantidos. Não são suficientes meras alegações genéricas sobre as razões que levaram à inadmissão do recurso especial ou à insistência no mérito da controvérsia. 3. Nos termos da jurisprudência desta Corte, "para impugnar a falta de prequestionamento, deveria ter se remetido à ratio decidendi a fim de especificar em que trechos haveria debate judicial suficiente acerca do conteúdo de cada um dos dispositivos que o recorrente julga violados" (AgInt no AREsp n. 2.498.984/SC, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 20/5/2024, DJe de 4/6/2024.), o que não ocorreu na espécie. 4. Quanto ao óbice da Súmula 7/STJ, seria necessário que o agravante demonstrasse como seria possível modificar o entendimento firmado pelas instâncias ordinárias à margem de uma análise documental, ônus do qual, contudo, não se desincumbiu. 5. Agravo regimental desprovido. (AgRg no AREsp n. 2.488.493/SP, relator Ministro Jesuíno Rissato - Desembargador Convocado do TJDFT, Sexta Turma, julgado em 13/8/2024, DJe de 16/8/2024.) AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FURTO QUALIFICADO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DA SÚMULA N. 7 DO STJ, APLICADA PELA CORTE DE ORIGEM. SÚMULA N. 182 DO STJ. ACÓRDÃO INCOMPLETO. AUSÊNCIA DE PEÇA OBRIGATÓRIA. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. A ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissão do recurso especial - na hipótese em exame, a Súmula n. 7 do STJ - obsta o conhecimento do agravo - incidência do art. 932, III, do CPC e aplicação da Súmula n. 182 do STJ. 2. Não se considera impugnada a Súmula n. 7 do STJ se o agravante se limita a sustentar genericamente que a matéria seria apenas jurídica, sem explicitar, à luz do acórdão atacado e da tese recursal trazida no recurso especial, de que maneira a análise não dependeria do reexame de provas. Na espécie, não houve a observância da dialeticidade recursal, motivo pelo qual o referido recurso careceu de pressuposto de admissibilidade, qual seja, a impugnação efetiva e concreta aos fundamentos usados para inadmitir o recurso. 3. Nos termos da jurisprudência da Corte, não se deve conhecer do agravo em recurso especial quando ausente alguma das peças de apresentação obrigatória. No caso, a cópia do acórdão recorrido está incompleta. 4. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp n. 2.587.487/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 11/6/2024, DJe de 20/6/2024.) AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL PENAL. ROUBO MAJORADO. DECISÃO DE INADMISSÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO CONCRETA. SÚMULA N. 182/STJ. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A decisão que, na origem, ensejou a inadmissão dos recursos especiais, pautou-se nos óbices das Súmulas n. 7 e 83 do STJ. Todavia, nos respectivos agravos, as defesas deixaram de rebater, de forma concreta e arrazoada, o último dos fundamentos. 2. Especificamente, no que diz respeito à impugnação da Súmula 83/STJ, conforme a assente jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, incumbe à parte apontar julgados, deste Superior Tribunal, contemporâneos ou supervenientes sobre a matéria, procedendo ao cotejo entre eles a fim de demonstrar que a orientação desta Corte Superior é diversa da do Tribunal a quo ou que não se encontra pacificada, ou mesmo demonstrar a existência de distinção do caso tratado nos autos, o que não ocorreu na espécie (AgRg no AREsp n. 2.253.769/PR, relator Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, Sexta Turma, julgado em 14/08/2023, DJe de 18/08/2023). 3. Conclui-se, portanto, que os agravos em recurso especial não preencheram os requisitos de admissibilidade, uma vez que deixaram de impugnar, de forma dialética, todos os fundamentos da decisão que, na origem, ensejaram a inadmissão do apelo nobre, o que faz incidir a Súmula n. 182/STJ e o comando do art. 932, inciso III, do Código de Processo Civil, aplicável à seara processual penal por força do art. 3º do Código de Processo Penal. 4. Agravo Regimental desprovido. (AgRg no AREsp n. 2.578.837/SC, relator Ministro Otávio de Almeida Toledo - Desembargador Convocado do TJSP, Sexta Turma, julgado em 11/6/2024, DJe de 17/6/2024.) Registro que não se constata, no exame dos autos, a ocorrência de flagrante ilegalidade capaz de autorizar a concessão da ordem de ofício, nada havendo que se possa prover. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto.