REsp 2225355 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso especial do Ministério Público, mantendo o entendimento do Tribunal de origem de que houve exploração do direito ao silêncio do acusado pelo órgão de acusação (por meio de questionamentos em plenário e exibição do vídeo da audiência de instrução), circunstância que acarretou prejuízo à defesa e justificou o reconhecimento da nulidade da sessão plenária e a determinação de novo julgamento pelo Tribunal do Júri; adicionalmente, o art. 478 do CPP tem interpretação restritiva, mas quando o silêncio é utilizado para prejudicar o acusado há nulidade, e o revolvimento do conjunto fático-probatório para alterar tal conclusão é incabível...
- Parties
- Apelante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS; Recorrido / Acusado: WANDERSON DA SILVA BORGES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 October 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão De Mérito)
- Outcome
- Negado provimento ao recurso especial interposto pelo Ministério Público do Estado de Goiás
- Legal Topics
- Direito Ao Silêncio, Nulidade Do Tribunal Do Júri, Art. 478 Do CPP, Prejuízo À Defesa, Exibição De Prova Audiovisual
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
Apelante
WANDERSON DA SILVA BORGES
Recorrido / Acusado
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão De Mérito)
Legal Issues
- 1 Se a referência ao silêncio do acusado pelo Ministério Público durante os debates no Tribunal do Júri configurou nulidade do julgamento
- 2 Se a exibição de vídeo da audiência de instrução e os questionamentos sobre o silêncio do réu implicaram exploração do direito de permanecer calado e prejuízo à defesa
- 3 Aplicação do rol taxativo do art. 478 do CPP e limites para reexame de matéria fático-probatória em recurso especial
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso especial do Ministério Público, mantendo o entendimento do Tribunal de origem de que houve exploração do direito ao silêncio do acusado pelo órgão de acusação (por meio de questionamentos em plenário e exibição do vídeo da audiência de instrução), circunstância que acarretou prejuízo à defesa e justificou o reconhecimento da nulidade da sessão plenária e a determinação de novo julgamento pelo Tribunal do Júri; adicionalmente, o art. 478 do CPP tem interpretação restritiva, mas quando o silêncio é utilizado para prejudicar o acusado há nulidade, e o revolvimento do conjunto fático-probatório para alterar tal conclusão é incabível...
Court Disposition
Negado provimento ao recurso especial interposto pelo Ministério Público do Estado de Goiás
Orders
- Manter o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás que reconheceu a nulidade da sessão plenária e determinou novo julgamento pelo Tribunal do Júri
- Publique-se.
Full Case Text
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