REsp 2159287 - DECISAO
O STJ entendeu que o Ministério Público estadual não possui personalidade jurídica própria e sua capacidade processual limita-se à defesa de prerrogativas institucionais; como a ação de direito de resposta não versava sobre prerrogativa institucional, o MPMG era parte ilegítima no polo passivo, devendo o processo ser extinto sem resolução do mérito nos termos do art. 485, VI, do CPC. Assim, cassou-se o acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e deu-se provimento ao recurso especial com fundamento na Súmula 568 do STJ.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS; Recorrido: DEIRÓ MOREIRA MARRA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 October 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial (impugnação De Acórdão Sobre Ação De Direito De Resposta) / Julgamento Do Recurso Especial Pela Terceira Seção/decisão Final Do STJ
- Outcome
- Recurso especial conhecido e provido. Acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais cassado. Processo extinto sem resolução de mérito, nos termos do art. 485, VI, do CPC.
- Legal Topics
- Direito De Resposta, Ilegitimidade Passiva, Personalidade Jurídica Do Ministério Público, Honorários Advocatícios, Extinção Do Processo Sem Resolução De Mérito
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Recorrente
DEIRÓ MOREIRA MARRA
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial (impugnação De Acórdão Sobre Ação De Direito De Resposta) / Julgamento Do Recurso Especial Pela Terceira Seção/decisão Final Do STJ
Legal Issues
- 1 Ilegitimidade passiva ad causam do Ministério Público do Estado de Minas Gerais por ausência de personalidade jurídica própria
- 2 Aplicabilidade da Lei nº 13.188/2015 (direito de resposta)
- 3 Possibilidade de condenação do Ministério Público ao pagamento de honorários advocatícios
Ratio Decidendi
O STJ entendeu que o Ministério Público estadual não possui personalidade jurídica própria e sua capacidade processual limita-se à defesa de prerrogativas institucionais; como a ação de direito de resposta não versava sobre prerrogativa institucional, o MPMG era parte ilegítima no polo passivo, devendo o processo ser extinto sem resolução do mérito nos termos do art. 485, VI, do CPC. Assim, cassou-se o acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e deu-se provimento ao recurso especial com fundamento na Súmula 568 do STJ.
Court Disposition
Recurso especial conhecido e provido. Acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais cassado. Processo extinto sem resolução de mérito, nos termos do art. 485, VI, do CPC.
Orders
- Conheço do recurso especial e dou-lhe provimento.
- Cassada a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
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