HC 1022934 - DECISAO
Embora o direito de visitação seja assegurado e vise à reintegração social, ele não é absoluto e pode ser regulamentado para proteger a ordem e segurança do estabelecimento prisional; entretanto, a restrição genérica e abstrata de visitas ao parlatório unicamente em razão de o visitante estar respondendo a processo ou cumprindo pena em regime aberto ou livramento condicional não se coaduna com a jurisprudência consolidada (Tema 1.274) e exige motivação concreta. Assim, determinou-se que a autoridade penitenciária não restrinja a visita à área do parlatório por essa única razão.
- Parties
- Paciente: MAISA DA MOTTA; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Agravo em Execução n. 1000754-25.2025.8.26.0041); Visitante: Daiane Agata de Olieira; Estabelecimento Prisional: Penitenciária Feminina de Santana; Paciente (nome Mencionado No Corpo Do Acórdão): Marisa
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 August 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão (concessão De Ordem De Ofício E Não Conhecimento Do Habeas Corpus)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus. Entretanto, concedo a ordem de ofício para determinar que a autoridade penitenciária não restrinja, à área do parlatório, a visita da companheira da paciente unicamente por ela estar respondendo a processo ou cumprindo pena em regime aberto ou em livramento condicional.
- Legal Topics
- Direito De Visitação, Livramento Condicional, Regime Aberto, Limitação De Visita, Segurança Prisional, Tema 1.274/stj
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MAISA DA MOTTA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Agravo em Execução n. 1000754-25.2025.8.26.0041)
Órgão Julgador
Daiane Agata de Olieira
Visitante
Penitenciária Feminina de Santana
Estabelecimento Prisional
Marisa
Paciente (nome Mencionado No Corpo Do Acórdão)
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (concessão De Ordem De Ofício E Não Conhecimento Do Habeas Corpus)
Legal Issues
- 1 Se a limitação da visitação ao parlatório, em razão de o visitante cumprir pena em livramento condicional ou regime aberto, viola o direito de visita previsto na Lei de Execução Penal
Ratio Decidendi
Embora o direito de visitação seja assegurado e vise à reintegração social, ele não é absoluto e pode ser regulamentado para proteger a ordem e segurança do estabelecimento prisional; entretanto, a restrição genérica e abstrata de visitas ao parlatório unicamente em razão de o visitante estar respondendo a processo ou cumprindo pena em regime aberto ou livramento condicional não se coaduna com a jurisprudência consolidada (Tema 1.274) e exige motivação concreta. Assim, determinou-se que a autoridade penitenciária não restrinja a visita à área do parlatório por essa única razão.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus. Entretanto, concedo a ordem de ofício para determinar que a autoridade penitenciária não restrinja, à área do parlatório, a visita da companheira da paciente unicamente por ela estar respondendo a processo ou cumprindo pena em regime aberto ou em livramento condicional.
Orders
- Determinar que a autoridade penitenciária não restrinja, à área do parlatório, a visita em razão, unicamente, de o visitante estar respondendo a processo ou cumprindo pena em regime aberto ou em livramento condicional
- Comunique-se, com urgência, à origem
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment