AREsp 1927339 - DECISAO
Conheço do agravo e não conheço do recurso especial porque não foi comprovado o dissídio jurisprudencial, uma vez que a recorrente não realizou o cotejo analítico exigido, não demonstrando as circunstâncias que identificam a divergência com indicação de similitude fática e identidade jurídica entre os acórdãos.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: NAIR SYLVESTRE RODRIGUES AMANCIO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 September 2021
- Procedural Posture
- Agravo De Instrumento / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Dissídio Jurisprudencial, Ônus Da Prova, Cotejo Analítico, Admissibilidade De Recurso Especial, Cumprimento De Sentença
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Parties
NAIR SYLVESTRE RODRIGUES AMANCIO
Agravante
Procedural Posture
Agravo De Instrumento / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Necessidade de demonstração do dissídio jurisprudencial nos termos da alínea "c" do inciso III do art. 105 da CF/88
- 2 Interpretação do art. 373, II, do CPC quanto ao ônus de apresentar cálculos no cumprimento de sentença
- 3 Requisitos do cotejo analítico para caracterizar divergência jurisprudencial
Ratio Decidendi
Conheço do agravo e não conheço do recurso especial porque não foi comprovado o dissídio jurisprudencial, uma vez que a recorrente não realizou o cotejo analítico exigido, não demonstrando as circunstâncias que identificam a divergência com indicação de similitude fática e identidade jurídica entre os acórdãos.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por NAIR SYLVESTRE RODRIGUES AMANCIO contra a decisão que não admitiu seu recurso especial, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "c", da CF/88, que visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, assim resumido: AGRAVO DE INSTRUMENTO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA RECÁLCULO DOS PROVENTOS MEDIANTE APLICAÇÃO DOS PERCENTUAIS DA UNIDADE REAL DE VALOR (URV) INSTITUÍDA PELA LEI FEDERAL Nº 8.880/94. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA INICIADO EM 30/07/2020. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA PELA LEI COMPLEMENTAR Nº 795/1995. OBSERVÂNCIA DO DECIDIDO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 561.836/RN. LEI COMPLEMENTAR QUE INSTITUIU O NOVO PLANO DE CARREIRA VENCIMENTOS E SALÁRIOS. ÔNUS DA EXEQUENTE EM APRESENTAR OS CÁLCULOS. INTELIGÊNCIA DO ART 524 DO CPC. RECURSO IMPROVIDO. Quanto à controvérsia, pela alínea "c" do permissivo constitucional, alega divergência jurisprudencial quanto ao art. 373, II, do CPC, no que concerne à necessidade de atribuição do ônus da prova ao recorrido para apresentar os cálculos e possibilitar a realização da liquidação da sentença. É, no essencial, o relatório. Decido. Quanto à controvérsia recursal, na espécie, não foi comprovado o dissídio jurisprudencial, uma vez que a parte recorrente não realizou o indispensável cotejo analítico, que exige, além da transcrição de trechos dos julgados confrontados, a demonstração das circunstâncias identificadoras da divergência, com a indicação da existência de similitude fática e identidade jurídica entre o acórdão recorrido e o paradigma indicado, não bastando, portanto, a mera transcrição de ementas ou votos. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu: "Esta Corte já pacificou o entendimento de que a simples transcrição de ementas e de trechos de julgados não é suficiente para caracterizar o cotejo analítico, uma vez que requer a demonstração das circunstâncias identificadoras da divergência entre o caso confrontado e o aresto paradigma, mesmo no caso de dissídio notório". (AgInt no AREsp n. 1.242.167/MA, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 05/04/2019.) Ainda nesse sentido: "A divergência jurisprudencial deve ser comprovada, cabendo a quem recorre demonstrar as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fática e jurídica entre eles. Indispensável a transcrição de trechos do relatório e do voto dos acórdãos recorrido e paradigma, realizando-se o cotejo analítico entre ambos, com o intuito de bem caracterizar a interpretação legal divergente. O desrespeito a esses requisitos legais e regimentais impede o conhecimento do Recurso Especial, com base na alínea "c" do inciso III do art. 105 da Constituição Federal". (AgInt no REsp n. 1.903.321/PR, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 16/03/2021.) Confiram-se também os seguintes precedentes: AgInt nos EDcl no REsp n. 1.849.315/SP, relator Ministro Marcos Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 1º/8/2020; AgInt nos EDcl nos EDcl no REsp n. 1.617.771/RS, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 13/8/2020; AgRg no AREsp n. 1.422.348/RS, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe de 13/8/2020; AgInt no AREsp n. 1.456.746/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 3/6/2020; AgInt no AREsp n. 1.568.037/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe de 12/05/2020; AgInt no REsp n. 1.886.363/RJ, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 28/04/2021; AgRg no REsp n. 1.857.069/PR, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe de 05/05/2021. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.