EREsp 1922153 - ACORDAO

EREsp 1922153 - ACORDAO

A cláusula de reversão aposta em doação celebrada na vigência do CC/1916 é válida porque o diploma anterior não vedava a reversão em favor de terceiro; a doação não configura pacto sucessório nem doação inoficiosa nas circunstâncias dos autos; a validade do ato jurídico deve ser aferida ao tempo de sua constituição (ultratividade da lei anterior) e, ao tempo do implemento da condição, protege-se, no mínimo, o direito expectativo dos beneficiários, impedindo a aplicação retroativa do CC/2002 que tornaria ineficaz a cláusula; assim, o recurso especial é conhecido e negado provimento.

Parties
Recorrente: CLARINDO GUILHERME DE SOUZA PINTO; Recorrido: CLARINDO PINTO - ESPÓLIO; Representante: NARA CINTHIA PRADO PINTO; Interessado: CLARYNTO SALLES PINTO NETTO; Interessado: RICARDO PRADO PINTO
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
26 April 2021
Procedural Posture
Recurso Especial / Recurso Especial Conhecido E Não Provido (julgamento Pela Terceira Turma Do Stj)
Outcome
Recurso especial conhecido e não provido
Legal Topics
Doação, Cláusula De Reversão, Pacto Sucessório (pacta Corvina), Doação Inoficiosa, Ato Jurídico Perfeito, Direito Adquirido Vs Direito Expectativo

Case Brief

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Parties

CLARINDO GUILHERME DE SOUZA PINTO

Recorrente

CLARINDO PINTO - ESPÓLIO

Recorrido

NARA CINTHIA PRADO PINTO

Representante

CLARYNTO SALLES PINTO NETTO

Interessado

RICARDO PRADO PINTO

Interessado

Procedural Posture

Recurso Especial / Recurso Especial Conhecido E Não Provido (julgamento Pela Terceira Turma Do Stj)

  1. 1 omissão no acórdão recorrido
  2. 2 validade de cláusula de reversão em favor de terceiro celebrada sob o CC/1916
  3. 3 eficácia da cláusula de reversão quando o implemento da condição ocorre sob o CC/2002

Ratio Decidendi

A cláusula de reversão aposta em doação celebrada na vigência do CC/1916 é válida porque o diploma anterior não vedava a reversão em favor de terceiro; a doação não configura pacto sucessório nem doação inoficiosa nas circunstâncias dos autos; a validade do ato jurídico deve ser aferida ao tempo de sua constituição (ultratividade da lei anterior) e, ao tempo do implemento da condição, protege-se, no mínimo, o direito expectativo dos beneficiários, impedindo a aplicação retroativa do CC/2002 que tornaria ineficaz a cláusula; assim, o recurso especial é conhecido e negado provimento.

Court Disposition

Recurso especial conhecido e não provido

Orders

  • Conhecer e negar provimento ao recurso especial.
  • Majorar honorários advocatícios para 12% do valor atualizado da causa, nos termos do art. 85, § 11 do CPC/2015.