Dosimetria Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3dbfff7ccdbf40b16df09b
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- Judgment
- Jurisdiction
- Brazil
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Posture
- Agravo Regimental No Recurso Especial / Julgamento Colegiado (sexta Turma)
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- Agravo Regimental No Recurso Especial / Julgamento Colegiado (sexta Turma)
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Professional case brief
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01
Holding and result
Em julgamento pelo Tribunal do Júri, dada a dificuldade de se precisar a influência da confissão parcial na convicção dos jurados, a confissão parcial deve ser reconhecida como atenuante quando utilizada para formar o convencimento, e a redução padrão da reprimenda é a fração de 1/6; assim, não há razão para reduzir a fração para 1/12 no caso concreto, devendo o agravo regimental ser negado.
Court disposition
Agravo regimental não provido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter o reconhecimento da atenuante da confissão e a redução da reprimenda na fração de 1/6 conforme sentença de primeiro grau restabelecida
02
Material facts
Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Agravanterecorridos
AgravadosAmounts and remedies
- Pena Anos: 8
- Pena Meses: 10
- Pena Dias: 20
- Pena Redimensionada Anos: 10
- Pena Redimensionada Meses: 8
- Fracao Aplicada: 0.167
03
Procedural history
Posture
Agravo Regimental No Recurso Especial / Julgamento Colegiado (sexta Turma)
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
se a confissão parcial/qualificada autoriza redução da pena em fração inferior a 1/6
- 02
aplicabilidade da atenuante do art. 65, III, d, do Código Penal em processo de Tribunal do Júri
- 03
dificuldade de aferir a influência da confissão na convicção dos jurados
Party arguments
- Applicant
- O Ministério Público sustenta que a confissão foi parcial/qualificada e que, em observância aos princípios da proporcionalidade e da individualização da pena, deve ser aplicada a fração de 1/12 na segunda etapa da dosimetria.
- Respondent
- Os recorridos/defesa defendem o reconhecimento da atenuante da confissão, ainda que parcial, e a aplicação da fração de 1/6 para a redução da reprimenda, conforme sentença de primeiro grau restabelecida no recurso especial.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Súmula n. 545/STJ
Quando a confissão for utilizada para a formação do convencimento do julgador, o réu fará jus à atenuante prevista no art. 65, III, d, do Código Penal
- 02
Jurisprudência do STJ (ex.: AgRg no REsp n. 1.578.476/SP; AgRg no REsp n. 2.056.208/MG)
A redução por atenuante, em regra, deve obedecer à fração de 1/6 da pena-base, sendo redução diversa exigível mediante fundamentação concreta
- 03
AgRg no AREsp n. 1.754.440/MT
No Tribunal do Júri, considerando a íntima convicção dos jurados, é suficiente que a tese defensiva tenha sido debatida em plenário, arguida pela defesa técnica ou alegada pelo réu
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
Em julgamento pelo Tribunal do Júri, dada a dificuldade de se precisar a influência da confissão parcial na convicção dos jurados, a confissão parcial deve ser reconhecida como atenuante quando utilizada para formar o convencimento, e a redução padrão da reprimenda é a fração de 1/6; assim, não há razão para reduzir a fração para 1/12 no caso concreto, devendo o agravo regimental ser negado.
Obiter and limits
- Admite-se, em casos concretos e fundamentados, a adoção de fração inferior a 1/6 quando a confissão for qualificada, mas tal decisão exige exame específico do caso concreto.
- A compensação integral entre atenuante e qualificadora pode ser admitida quando se tratar de circunstâncias igualmente preponderantes (art. 67 do CP).
Court disposition
Agravo regimental não provido
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter o reconhecimento da atenuante da confissão e a redução da reprimenda na fração de 1/6 conforme sentença de primeiro grau restabelecida
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Superior Tribunal de Justiça
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 18/06/2025 a 24/06/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Antonio Saldanha Palheiro e Otávio de Almeida Toledo (Desembargador Convocado do TJSP) votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.
EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. DOSIMETRIA. ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CONFISSÃO PARCIAL. APLICAÇÃO DA FRAÇÃO DE 1/6. DIFICULDADE EM SE AFERIR O GRAU DE INFLUÊNCIA DA CONFISSÃO NA CONVICÇÃO DOS JURADOS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Segundo a reiterada jurisprudência deste Superior Tribunal, "a confissão, ainda que parcial, deve ser reconhecida e considerada para fins de atenuar a pena. Ademais, reconhecida a citada atenuante, de rigor a redução da reprimenda intermediária em 1/6" (AgRg no REsp n. 1.578.476/SP, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, julgado em 22/3/2018, DJe de 3/4/2018).
2. No procedimento escalonado do Tribunal do Júri, ""considerando a dificuldade em se concluir pela utilização pelos jurados da confissão espontânea para justificar a condenação, este Superior Tribunal de Justiça firmou o entendimento de que é suficiente que a tese defensiva tenha sido debatida em plenário, seja arguida pela defesa técnica ou alegada pelo réu em seu depoimento" (AgRg no AREsp n. 1.754.440/MT, relator Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 2/3/2021, DJe 8/3/2021)" (AgRg no HC n. 737.022/SC, relator Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, julgado em 14/2/2023, DJe de 17/2/2023).
3. Diferentemente das decisões proferidas pelos juízes togados, que exigem expressa fundamentação, nos processos de competência do Tribunal do Júri os jurados decidem pelo sistema da íntima convicção, com base na interpretação e na apreciação das provas que lhes são apresentadas e que entendam verossímeis.
4. Assim, tendo em vista a dificuldade em se precisar o quão relevante foi a confissão dos réus, ainda que qualificada ou parcial, para a decisão condenatória proferida pelos jurados, a aplicação da fração de 1/6 para a redução da reprimenda, ante o reconhecimento da atenuante, ate nde aos princípios da proporcionalidade e da individualização da pena. Precedentes.
5. Agravo regimental não provido.
RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZ: O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS interpõe agravo regimental contra decisão de fls. 2.342-2.347, em que conheci do agravo para dar provimento ao recurso especial interposto pelos agravados. Assenta que a decisão agravada "desconsiderou que, no caso dos autos a confissão foi parcial/qualificada, e nesse caso, em observância aos princípios da proporcionalidade e individualização da pena, não se pode dar à essa confissão qualificada o mesmo peso que se dá à confissão plena" (fl. 2.361). Sustenta, então, que, "tendo sido a confissão dos réus parcial ou qualificada, .. deve ser aplicada, na segunda etapa da dosimetria, em razão da atenuante do art. 65, III, d, do Código Penal, a fração de 1/12" (fl. 2.363). Pleiteia a reconsideração do ato atacado ou a submissão do feito a julgamento pelo órgão colegiado.
EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. DOSIMETRIA. ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. CONFISSÃO PARCIAL. APLICAÇÃO DA FRAÇÃO DE 1/6. DIFICULDADE EM SE AFERIR O GRAU DE INFLUÊNCIA DA CONFISSÃO NA CONVICÇÃO DOS JURADOS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Segundo a reiterada jurisprudência deste Superior Tribunal, "a confissão, ainda que parcial, deve ser reconhecida e considerada para fins de atenuar a pena. Ademais, reconhecida a citada atenuante, de rigor a redução da reprimenda intermediária em 1/6" (AgRg no REsp n. 1.578.476/SP, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, julgado em 22/3/2018, DJe de 3/4/2018).
2. No procedimento escalonado do Tribunal do Júri, ""considerando a dificuldade em se concluir pela utilização pelos jurados da confissão espontânea para justificar a condenação, este Superior Tribunal de Justiça firmou o entendimento de que é suficiente que a tese defensiva tenha sido debatida em plenário, seja arguida pela defesa técnica ou alegada pelo réu em seu depoimento" (AgRg no AREsp n. 1.754.440/MT, relator Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 2/3/2021, DJe 8/3/2021)" (AgRg no HC n. 737.022/SC, relator Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, julgado em 14/2/2023, DJe de 17/2/2023).
3. Diferentemente das decisões proferidas pelos juízes togados, que exigem expressa fundamentação, nos processos de competência do Tribunal do Júri os jurados decidem pelo sistema da íntima convicção, com base na interpretação e na apreciação das provas que lhes são apresentadas e que entendam verossímeis.
4. Assim, tendo em vista a dificuldade em se precisar o quão relevante foi a confissão dos réus, ainda que qualificada ou parcial, para a decisão condenatória proferida pelos jurados, a aplicação da fração de 1/6 para a redução da reprimenda, ante o reconhecimento da atenuante, ate nde aos princípios da proporcionalidade e da individualização da pena. Precedentes.
5. Agravo regimental não provido.
VOTO O SENHOR MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZ (Relator): A despeito do esforço do agravante, os argumentos apresentados são insuficientes para infirmar o julgado ora questionado, cuja conclusão mantenho. I. Contextualização Os recorridos, submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri, foram condenados a 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no art. 121, § 2º, IV, c/c o art. 14, II, do Código Penal. Ficou registrado na ata de julgamento que as defesas dos réus "pediram a desclassificação para o crime de lesão corporal de natureza grave. Subsidiariamente, pediram o reconhecimento de que os acusados agiram sob o domínio de violenta emoção logo em seguida à injusta provocação da vítima e que fosse afastada a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Ao Juiz-Presidente pediram que fosse reconhecida a atenuante da confissão espontânea" (fl. 1.931). Na dosimetria, o Magistrado sentenciante reconheceu a atenuante da confissão em favor dos acusados, porque, embora hajam negado o dolo homicida, admitiram haver agredido a vítima e se arrependido. Reduziu a reprimenda, então, em 1/6. Defesa e acusação apelaram à Corte estadual, que negou provimento ao recurso defensivo e acolheu em parte o ministerial, para afastar a incidência da atenuante da confissão e redimensionar a pena para 10 anos e 8 meses de
reclusão. Interposto recurso especial pela defesa, a ele dei provimento para restabelecer a sentença condenatória, que havia reconhecido a atenuante em discussão e aplicado a fração de 1/6 para a redução da reprimenda. Neste regimental, tal como relatado, o recorrente pleiteia que a redução da pena se dê na fração de 1/12, haja vista a confissão dos réus haver sido parcial ou qualificada. II. Fração de redução pela atenuante da confissão nos crimes de competência do Tribunal do Júri Sobre a atenuante em questão, foi editada a Súmula n. 545 do STJ, nestes termos: "Quando a confissão for utilizada para a formação do convencimento do julgador, o réu fará jus à atenuante prevista no art. 65, III, d, do Código Penal". Assim, segundo a jurisprudência deste Superior Tribunal, "a confissão, ainda que parcial, deve ser reconhecida e considerada para fins de atenuar a pena. Ademais, reconhecida a citada atenuante, de rigor a redução da reprimenda intermediária em 1/6" (AgRg no REsp n. 1.578.476/SP, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, julgado em 22/3/2018, DJe de 3/4/2018, grifei) e "Conforme a dicção da Súmula 545/STJ, a atenuante da confissão espontânea deve ser reconhecida, ainda que tenha sido parcial ou qualificada, quando a manifestação do réu for utilizada para fundamentar a sua condenação, o que se infere na hipótese dos autos" (HC n. 361.964/SP, relator Ministro Ribeiro
Dantas, Quinta Turma, julgado em 25/4/2017, DJe de 2/5/2017). Lembro que, no procedimento escalonado do Tribunal do Júri, "considerando a dificuldade em se concluir pela utilização pelos jurados da confissão espontânea para justificar a condenação, este Superior Tribunal de Justiça firmou o entendimento de que é suficiente que a tese defensiva tenha sido debatida em plenário, seja arguida pela defesa técnica ou alegada pelo réu em seu depoimento" (AgRg no AREsp n. 1.754.440/MT, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 2/3/2021, DJe de 8/3/2021, destaquei). Diferentemente das decisões proferidas pelos juízes togados, que exigem expressa fundamentação, nos processos de competência do Tribunal do Júri os jurados decidem pelo sistema da íntima convicção, com base na interpretação e na apreciação das provas que lhes são apresentadas e que entendam verossímeis. Na presente hipótese, segundo registrado pelo Juízo de primeiro grau, os insurgentes confessaram parcialmente o crime, pois admitiram haver agredido a vítima, mas negaram o dolo de matar. Ainda, foi assinalado que os acusados se arrependeram e que a defesa requereu o reconhecimento da atenuante em Plenário. Não obstante o STJ, em alguns julgados, haja decidido que, "em razão da confissão ter sido parcial, justifica-se a redução da pena em fração inferior a 1/6 (AgRg no AREsp n. 2.286.191/GO, Ministro Reynaldo
Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe de 24/4/2023)" (AgRg no REsp n. 2.065.143/MG, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 2/10/2023, DJe de 5/10/2023), observo que a aplicação desse entendimento não prescinde da necessidade de exame do caso concreto. Nesse contexto, tendo em vista a dificuldade em se precisar o quão relevante foi a confissão dos réus - ainda que qualificada ou parcial - para a decisão condenatória proferida pelos jurados, entendo que a aplicação da fração de 1/6 para a redução da reprimenda, ante o reconhecimento da atenuante, é providência que atende aos princípios da proporcionalidade e da individualização da pena. A corroborar essa conclusão, cito vários julgados deste Superior Tribunal: PROCESSO PENAL. PENAL. HOMICÍDIO. ATENUANTE DA CONFISSÃO QUALIFICADA. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. COMPENSAÇÃO DE UM DOZE AVOS. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E PROPORCIONALIDADE. ANÁLISE DO CASO CONCRETO. ADOÇÃO DA FRAÇÃO DE UM SEXTO. PRECEDENTES. I - Conforme dispõe o art. 258 c/c o art. 21-E, § 2º, do RISTJ, o agravo regimental destina-se a desafiar decisões monocráticas proferidas em matéria penal, motivo pelo qual caberia à parte recorrente impugnar os fundamentos que levaram ao acolhimento do pedido do recurso especial. II - Depreende-se das razões recursais que o agravante reconhece a atenuante da confissão qualificada, porém requer adoção de fração
diferente de uma confissão plena. III - O Superior Tribunal de Justiça admite a incidência da atenuante em patamar inferior a um sexto quando se tratar de confissão qualificada. IV - No caso concreto, a confissão foi utilizada para formação do convencimento do julgador, assim, independentemente de ter sido qualificada, mantenho a fração de 1/6 (um sexto). Precedentes. Agravo regimental desprovido. (AgRg no REsp n. 2.124.202/MG, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 6/8/2024, DJe de 16/8/2024, grifei.) .. 3. "A jurisprudência deste Superior Tribunal firmou-se no sentido de que o aumento para cada agravante ou de diminuição para cada atenuante deve ser realizado em 1/6 da pena-base, ante a ausência de critérios para a definição do patamar pelo legislador ordinário, devendo o aumento superior ou a redução inferior à fração paradigma estar concretamente fundamentado" (AgRg no REsp n. 2.056.208/MG, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 18/12/2023, DJe de 20/12/2023.) 4. No caso dos autos, a confissão do agravado teve papel determinante na condenação, razão pela qual fica mantida em fração superior a 1/6. .. (AgRg no AREsp n. 2.148.000/GO, relator Ministro Jesuíno Rissato Desembargador Convocado do TJDFT , Sexta Turma, julgado em 27/2/2024, DJe de 4/3/2024.) PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. CONFISSÃO QUALIFICADA. FRAÇÃO DE 1/6. MANUTENÇÃO. PAPEL PREPONDERANTE NA CONDENAÇÃO. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. A jurisprudência deste Superior Tribunal firmou-se no sentido de que o aumento para cada agravante ou de diminuição para cada atenuante deve ser realizado em 1/6 da pena-base, ante a ausência de critérios para a definição do patamar pelo legislador ordinário, devendo o aumento superior ou a redução inferior à fração paradigma estar concretamente fundamentado. No caso dos autos, não obstante a confissão do agravado ter sido qualificada, ela teve papel preponderante na condenação, razão pela qual fica mantida a fração de 1/6.
2. Agravo regimental desprovido. (AgRg no REsp n. 2.056.208/MG, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 18/12/2023, DJe de 20/12/2023, destaquei.) ..
3. De outra parte, o quantum de diminuição pelo reconhecimento da atenuante da confissão espontânea deve observar os princípios da proporcionalidade, da razoabilidade, da necessidade e da suficiência à reprovação e à prevenção do crime. Na hipótese, as instâncias de origem reduziram as penas dos recorrentes em 1 mês, sendo patente o constrangimento, pois desproporcional ao critério adotado na primeira fase, devendo ser aplicada a redução de 1/6 (um sexto), em razão da inexistência de justificativa para a redução em patamar inferior. É irrelevante o fato de a confissão haver sido espontânea ou não, total ou parcial, ou mesmo que tenha havido posterior retratação. Inteligência da Súmula n. 545 do STJ. .. (AgRg no REsp n. 1.919.602/PR, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 19/10/2021, DJe de 25/10/2021, grifei.) AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. DOSIMETRIA DA PENA. CONFISSÃO PARCIAL. TESE SUSCITADA DURANTE O INTERROGATÓRIO DO RÉU. RECONHECIMENTO. POSSIBILIDADE. REDUÇÃO NO PATAMAR DE 1/6.
1. Nos termos da orientação desta Casa, "a confissão, ainda que parcial, ou mesmo qualificada - em que o agente admite a autoria dos fatos, alegando, porém, ter agido sob o pálio de excludentes de ilicitude ou de culpabilidade -, deve ser reconhecida e considerada para fins de atenuar a pena" (HC n. 350.956/SC, relator Ministro NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 2/8/2016, DJe 15/8/2016).
2. De mais a mais, tratando-se "de julgamento realizado perante o Tribunal do Júri, todavia, considerando a dificuldade em se concluir pela utilização pelos jurados da confissão espontânea para justificar a condenação, este Superior Tribunal de Justiça firmou o entendimento de que é suficiente que a tese defensiva tenha sido debatida em plenário, seja arguida pela defesa técnica ou alegada pelo réu em seu depoimento" (AgRg no AREsp n. 1.754.440/MT, relator Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 2/3/2021, DJe 8/3/2021).
3. A redução da reprimenda em razão da incidência de circunstância atenuante deve respeitar, em regra, o limite de 1/6 (um sexto), tal como operado na decisão agravada. Na hipótese, não foram declinados argumentos suficientes que pudessem justificar, com razoabilidade, a adoção de patamar inferior.
4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no REsp n. 1.664.126/AL, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 14/10/2021, DJe de 19/10/2021.) ..
4. De acordo com a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça, a confissão, ainda que parcial, deve ser reconhecida e considerada para fins de atenuar a pena. Ademais, reconhecida a citada atenuante, de rigor a redução da reprimenda intermediária em 1/6. Precedente. .. (AgRg no REsp n. 1.578.476/SP, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, julgado em 22/3/2018, DJe de 3/4/2018.) No mesmo raciocínio, mutatis mutandis: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. DOSIMETRIA. CONFISSÃO QUALIFICADA. TESE SUSCITADA DURANTE O INTERROGATÓRIO DO RÉU. RECONHECIMENTO. COMPENSAÇÃO INTEGRAL COM A QUALIFICADORA DESLOCADA PARA A SEGUNDA FASE DA PENA. POSSIBILIDADE. CIRCUNSTÂNCIAS IGUALMENTE PREPONDERANTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. Nos termos da orientação do Superior Tribunal de Justiça, "a confissão, ainda que parcial, ou mesmo qualificada - em que o agente admite a autoria dos fatos, alegando, porém, ter agido sob o pálio de excludentes de ilicitude ou de culpabilidade -, deve ser reconhecida e considerada para fins de atenuar a pena" (HC n. 350.956/SC, relator Ministro NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 2/8/2016, DJe 15/8/2016).
2. De mais a mais, em se tratando "de julgamento realizado perante o Tribunal do Júri, todavia, considerando a dificuldade em se concluir pela utilização pelos jurados da confissão espontânea para justificar a condenação, este Superior Tribunal de Justiça firmou o entendimento de que é suficiente que a tese defensiva tenha sido debatida em plenário, seja arguida pela defesa técnica ou alegada pelo réu em seu depoimento" (AgRg no AREsp n. 1.754.440/MT, relator Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 2/3/2021, DJe 8/3/2021).
3. A atenuante da confissão, mesmo qualificada, pode ser compensada integralmente com a qualificadora do motivo fútil, que fora deslocada para a segunda fase da dosimetria em razão da pluralidade de qualificadoras no caso concreto. Isso, porque são circunstâncias igualmente preponderantes, conforme entende este Tribunal Superior, que define que "tal conclusão, por certo, deve ser igualmente aplicada à hipótese dos autos, por se tratarem de circunstâncias igualmente preponderantes, que versam sobre os motivos determinantes do crime e a personalidade do réu, conforme a dicção do art. 67 do CP" (HC n. 408.668/SP, relator Ministro RIBEIRO DANTAS, Quinta Turma, julgado em 12/9/2017, DJe de 21/9/2017).
4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no REsp n. 2.010.303/MG, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 14/11/2022, DJe de 18/11/2022.) III. Dispositivo À vista do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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