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Superior Tribunal de Justiça

Dosimetria Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3dc34a7ccdbf40b16fcf2e

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01

Holding and result

Houve flagrante ilegalidade no não reconhecimento da fração máxima da minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, diante da quantidade apreendida (aproximadamente 26 g de crack e 6 g de maconha), da primariedade e da ausência de antecedentes; assim, impõe-se a aplicação do redutor no patamar máximo (2/3), reduzindo a pena para 1 ano e 8 meses, fixando o regime aberto e convertendo a pena privativa de liberdade em medidas restritivas de direitos, podendo o habeas corpus ser concedido de ofício em razão da flagrante ilegalidade.

Court disposition

Ordem concedida de ofício para reconhecer a minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 na fração máxima de 2/3, reduzir a pena para 1 ano e 8 meses, fixar regime aberto e substituir a pena privativa de liberdade por medidas restritivas de direitos.

Orders

  • Reconhecer a minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 na fração máxima de 2/3
  • Reduzir a reprimenda para 1 ano e 8 meses de reclusão
  • Fixar o regime aberto de cumprimento da pena
  • Substituir a pena privativa de liberdade por medidas restritivas de direitos a serem definidas pelo Juízo das execuções criminais

02

Material facts

Parties

PEDRO LUCAS PEREIRA DE PAULA PINTO

Paciente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Autoridade Coatora

Amounts and remedies

  • Crack (g): 26
  • Maconha (g): 6
  • Pena Original (meses): 50
  • Dias Multa: 416
  • Pena Reduzida (meses): 20

03

Procedural history

  1. Posture

    Habeas Corpus / Decisão (concessão De Ordem De Ofício)

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
A impetrante sustentou que o acórdão de origem impôs fração diversa da máxima prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 sem fundamentação idônea, que a quantidade de droga apreendida não justificaria a redução em patamar inferior ao máximo e que o paciente faz jus à redução de 2/3, o que permitiria abrandar o regime e substituir a pena por restritivas de direitos.
Respondent
O Ministério Público (Parquet) opinou pelo desprovimento do pedido. O acórdão de origem reconheceu a atenuante da menoridade, mas manteve a reprimenda sem aplicar a fração máxima da minorante.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (vários precedentes citados)

    Não cabe habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio, salvo em casos de flagrante ilegalidade apta a gerar constrangimento ilegal

  2. 02

    art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006

    Os condenados pelo crime de tráfico de drogas terão a pena reduzida de 1/6 a 2/3 quando primários, com bons antecedentes e não integrando organização criminosa (minorante)

  3. 03

    art. 42 da Lei n. 11.343/2006 (Lei de Drogas)

    O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente

  4. 04

    art. 44 do Código Penal

    É cabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos quando preenchidos os requisitos legais

  5. 05

    art. 647-A, caput e parágrafo único, do Código de Processo Penal

    Qualquer autoridade judicial pode, no âmbito de sua competência, expedir habeas corpus de ofício quando verificada a presença de flagrante ilegalidade

  6. 06

    art. 654, § 2º, do Código de Processo Penal

    Possibilidade de concessão da ordem de ofício em caso de manifesta ilegalidade, nos termos do art. 654, § 2º, do Código de Processo Penal

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

Houve flagrante ilegalidade no não reconhecimento da fração máxima da minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, diante da quantidade apreendida (aproximadamente 26 g de crack e 6 g de maconha), da primariedade e da ausência de antecedentes; assim, impõe-se a aplicação do redutor no patamar máximo (2/3), reduzindo a pena para 1 ano e 8 meses, fixando o regime aberto e convertendo a pena privativa de liberdade em medidas restritivas de direitos, podendo o habeas corpus ser concedido de ofício em razão da flagrante ilegalidade.

Obiter and limits

  • A quantidade e a natureza da droga apreendida são elementos aptos a justificar aplicação diversa da minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006
  • Entendimento consolidado de que não cabe habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, com exceção de hipóteses de flagrante ilegalidade
  • Precedentes do STJ sobre aplicação da fração máxima do § 4º do art. 33 em casos de pequena quantidade de droga

Court disposition

Ordem concedida de ofício para reconhecer a minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 na fração máxima de 2/3, reduzir a pena para 1 ano e 8 meses, fixar regime aberto e substituir a pena privativa de liberdade por medidas restritivas de direitos.

  • Reconhecer a minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 na fração máxima de 2/3
  • Reduzir a reprimenda para 1 ano e 8 meses de reclusão
  • Fixar o regime aberto de cumprimento da pena
  • Substituir a pena privativa de liberdade por medidas restritivas de direitos a serem definidas pelo Juízo das execuções criminais

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DECISÃO A controvérsia tratada nos autos foi devidamente relatada no decisão acostado às e-STJ fls. 368/369, in verbis: Trata-se de com pedido de liminar impetrado em favor Habeas Corpus de PEDRO LUCAS PEREIRA DE PAULA PINTO, no qual se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Consta dos autos que o paciente foi condenado, em primeira e segunda instância, à pena privativa de liberdade de 4 anos e 2 meses de reclusão em regime inicial semiaberto, além de 416 dias-multa, pela prática do delito previsto no art. 33, caput , § 4º, da Lei n. 11.343/2006. A impetrante insurge-se contra o acórdão do Tribunal de origem, que deu parcial provimento à apelação interposta, apenas para reconhecer a atenuante da menoridade, sem alterar a reprimenda. Sustenta, em síntese, que o órgão colegiado impôs fração diversa da máxima prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.434/2006, sem fundamentação idônea, causando constrangimento ilegal ao paciente. Nesse sentido, alega que a quantidade de drogas apreendida não justifica a aplicação da fração mínima de redução e que o paciente faz jus à redução máxima de 2/3, o que abrandaria o regime carcerário e permitiria a substituição da pena corporal por restritivas de direitos, conforme o art. 44 do Código Penal. Ao final, requer liminarmente e no mérito, a concessão da ordem para aplicar a fração redutora de 2/3 na

terceira fase de fixação da pena, abrandar o regime carcerário e substituir a pena privativa de liberdade. Ao final, o Parquet opinou pelo desprovimento do recurso. É o relatório. Decido. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é uníssona no sentido de que não cabe a utilização de habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio ou de revisão criminal, sob pena de desvirtuamento do objeto ínsito ao remédio heroico, qual seja, o de prevenir ou remediar lesão ou ameaça de lesão ao direito de locomoção. Nesse sentido: PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. .. MANDAMUS IMPETRADO CONCOMITANTEMENTE COM RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO NA ORIGEM. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE. .. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. ..

2. Não se conhece de habeas corpus impetrado concomitantemente com o recurso especial, sob pena de subversão do sistema recursal e de violação ao princípio da unirrecorribilidade das decisões judiciais. .. (AgRg no HC n. 904.330/PR, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 2/9/2024, DJe de 5/9/2024.) AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. WRIT SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL, IMPETRADO QUANDO O PRAZO PARA A INTERPOSIÇÃO DA VIA RECURSAL CABÍVEL NA CAUSA PRINCIPAL AINDA NÃO HAVIA FLUÍDO. INADEQUAÇÃO DO PRESENTE REMÉDIO. PRECEDENTES. NÃO CABIMENTO DE CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. PETIÇÃO INICIAL INDEFERIDA LIMINARMENTE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É incognoscível, ordinariamente, o habeas corpus impetrado quando em curso o prazo para interposição do recurso cabível. O recurso especial defensivo, interposto, na origem, após a prolação da decisão agravada, apenas reforça o óbice à cognição do pedido veiculado neste feito autônomo. .. (AgRg no HC n. 834.221/DF, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 18/9/2023, DJe de 25/9/2023.) PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO "HABEAS CORPUS". ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. DOSIMETRIA. INEXISTÊNCIA DE ILICITUDE FLAGRANTE. RECURSO NÃO PROVIDO.

1. A Terceira Seção desta Corte, seguindo entendimento firmado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sedimentou orientação no sentido de não admitir habeas corpus em substituição a recurso próprio ou a revisão criminal, situação que impede o conhecimento da impetração, ressalvados casos excepcionais em que se verifica flagrante ilegalidade apta a gerar constrangimento ilegal. .. (AgRg no HC n. 921.445/MS, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 3/9/2024, DJe de 6/9/2024.) AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. ABSOLVIÇÃO. APLICAÇÃO DO IN DUBIO PRO REO. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. .. 4. "Firmou-se nesta Corte o entendimento de que " n ão deve ser conhecido o writ que se volta contra acórdão condenatório já transitado em julgado, manejado como substitutivo de revisão criminal, em hipótese na qual não houve inauguração da competência desta Corte" (HC n. 733.751/SP, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 12/9/2023, DJe de 20/9/2023). Não obstante, em caso de manifesta ilegalidade, é possível a concessão da ordem de ofício, conforme preceitua o art. 654, § 2º, do Código de Processo Penal" (AgRg no HC n. 882.773/SP, relator Ministro Jesuíno Rissato - Desembargador Convocado do TJDFT, Sexta Turma, julgado em 24/6/2024, DJe de 26/6/2024). .. (AgRg no HC n. 907.053/SP,

de minha relatoria, Sexta Turma, julgado em 16/9/2024, DJe de 19/9/2024.) Não se desconhece a orientação presente no art. 647-A, caput e parágrafo único, do Código de Processo Penal, segundo a qual se permite a qualquer autoridade judicial, no âmbito de sua competência jurisdicional e quando verificada a presença de flagrante ilegalidade, a expedição de habeas corpus de ofício em vista de lesão ou ameaça de lesão à liberdade de locomoção. Essa é a situação dos autos, na qual vislumbro flagrante ilegalidade apta a atrair a concessão da ordem de ofício. Senão vejamos. Não se desconhece a orientação desta Corte de que a quantidade e a natureza da droga apreendida constituem elementos aptos a justificara aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, em patamar diferente do máximo. Contudo, na espécie, tenho que a quantidade apreendida - aproximadamente 26g (vinte e seis gramas) de crack e 6g (seis gramas) de maconha (e-STJ fl. 257) - não se mostra significativa para amparar a não aplicação da minorante em seu grau máximo. A propósito, confiram-se: PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. INADEQUAÇÃO. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA DO ART. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/2006. APLICABILIDADE. PEQUENA QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. REGIME PRISIONAL. PENA INFERIOR A QUATRO ANOS. RÉU PRIMÁRIO E CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS FAVORÁVEIS. MODO ABERTO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. POSSIBILIDADE. WRIT NÃO CONHECIDO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO.

1. Esta Corte e o Supremo Tribunal Federal pacificaram orientação no sentido de que não cabe habeas corpus substitutivo do recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado a justificar a concessão da ordem, de ofício.

2. Nos termos do disposto no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, os condenados pelo crime de tráfico de drogas terão a pena reduzida, de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços), quando forem reconhecidamente primários, possuírem bons antecedentes e não se dedicarem a atividades criminosas ou integrarem organização criminosa.

3. Segundo o art. 42 da Lei de Drogas, "o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente".

4. No caso, ao contrário do firmado pelo Tribunal de origem, entende-se que a quantidade do entorpecente apreendido - 21 invólucros de maconha (40,5g) - não se mostra elevada, fazendo jus o paciente à aplicação do redutor previsto no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no grau máximo, sobretudo quando considerada sua primariedade, bons antecedentes e a ausência, no caso concreto, de elementos indicativos de que integre organização criminosa ou de que se dedique à criminalidade. 4. .. .

5. Estabelecida a pena definitiva em 1 ano e 8 meses de reclusão, verificada a primariedade da agente e sendo favoráveis as circunstâncias judiciais, o cumprimento inicial em regime aberto é o adequado à prevenção e à reparação do delito, nos termos do art. 33, § 2º, "c", do Código Penal.

6. Preenchidos os requisitos legais do art. 44 do Código Penal, é cabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.

7. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida, de ofício, para aplicar a causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei n.11.343/06 no grau máximo (2/3), tornando a pena definitiva da paciente em 1 ano e 8 meses de reclusão, a ser cumprida em regime aberto, mais o pagamento de 166 dias-multa, substituída, ainda, a sanção corporal por pena restritiva de direitos, a ser fixada pelo Juízo da execução. (HC 356.882/SP, relator Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 28/6/2016, DJe 3/8/2016, grifei.) AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. ALTERAÇÃO DO QUANTUM DE REDUÇÃO PELA MINORANTE PREVISTA NO § 4.º DO ART. 33 DA LEI N.º 11.343/2006. PEQUENA QUANTIDADE DE DROGA (10,30G DE COCAÍNA). PATAMAR MÁXIMO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

1. Fixada a pena-base no mínimo legal e apreendida pequena quantidade de droga (10,30 gramas de cocaína), legítima é a aplicação da minorante (art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006) pelo seu máximo, ou seja, dois terços. Precedentes.

2. No mais, o Agravante não traz argumentos robustos o bastante a fim de repelir os fundamentos da decisão agravada, que deve ser mantida por seus próprios termos.

3. Agravo regimental desprovido. (AgRg no AREsp 451.358/RS, relatora Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 18/3/2014, DJe 28/3/2014, grifei.) Evidente, portanto, o constrangimento ilegal, mostrando-se imperioso o reconhecimento da suscitada causa de diminuição de pena na sua fração máxima, de modo que a reprimenda do paciente deve ser reduzida a 1 ano e 8 meses de reclusão. No caso dos autos, a quantidade de droga apreendida não se revela expressiva o suficiente para justificar o regime prisional mais gravoso, mormente por se tratar de réu primário e sem antecedentes. Por fim, afastada a hediondez ou a gravidade abstrata do crime como critério para obstar a substituição das penas e preenchidos os pressupostos previstos no art. 44 do CP, é cabível a conversão da pena privativa de liberdade por medidas restritivas de direitos, a serem definidas pelo Juízo das execuções criminais. Ante o exposto, não conheço do presente habeas corpus. Contudo, concedo a ordem de ofício, a fim de reconhecer a minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, na fração máxima de 2/3, e, assim, reduzir a reprimenda a 1 ano e 8 meses de reclusão, fixar o regime aberto de cumprimento de pena, bem como substituir a pena privativa de liberdade por medidas restritivas de direitos, a serem definidas pelo Juízo das execuções criminais. Publique-se. Intimem-se.

EMENTA

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Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

AgRg no HC n. 904.330/PR

Case cited

AgRg no HC n. 834.221/DF

Case cited

AgRg no HC n. 921.445/MS

Case cited

AgRg no HC n. 907.053/SP

Case cited

HC 356.882/SP

Case cited

AgRg no AREsp 451.358/RS

Case cited

art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 44 do Código Penal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 42 da Lei de Drogas

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 33, § 2º, "c", do Código Penal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 647-A, caput e parágrafo único, do Código de Processo Penal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 654, § 2º, do Código de Processo Penal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

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