HC 634218 - DECISAO
Embora o habeas corpus, em tese, não devesse ser conhecido por substituir recurso próprio, o Tribunal, de ofício, reconheceu existência de ilegalidade na aplicação do concurso material e na fundamentação da dosimetria relativa à pluralidade de condutas, devendo ser reconhecido o concurso formal entre roubo e corrupção de menores. Aplicou-se a regra do art.70, § único do CP para manter as penas nos patamares mais benéficos já fixados (9 anos e 26 dias de reclusão e 20 dias-multa pelo roubo; 1 ano, 4 meses e 10 dias de reclusão pela corrupção de menores), manteve-se o regime inicial fechado em razão da reincidência e da pena superior a 8 anos, e afastou-se a análise de constitucionalidade...
- Parties
- Paciente: ELIAS WILLIAM VICENTINI; Órgão Julgador Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício apenas para reconhecer o concurso formal de crimes e redimensionar as penas nos termos da decisão; mantidos os demais termos da condenação, inclusive o regime inicial fechado.
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Concurso Formal E Concurso Material De Crimes, Corrupção De Menores (art. 244 B Eca), Roubo (art. 157 Cp), Majorantes E Atenuantes (reincidência E Confissão), Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Constitucionalidade Da Lei N. 13.654/2018, Habeas Corpus Substitutivo De Recurso
Case Brief
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Parties
ELIAS WILLIAM VICENTINI
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Julgador Recorrido
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 cabimento de habeas corpus substitutivo de recurso próprio
- 2 compensação entre agravante da reincidência e atenuante da confissão
- 3 reconhecimento de concurso formal ou material entre roubo e corrupção de menores
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus, em tese, não devesse ser conhecido por substituir recurso próprio, o Tribunal, de ofício, reconheceu existência de ilegalidade na aplicação do concurso material e na fundamentação da dosimetria relativa à pluralidade de condutas, devendo ser reconhecido o concurso formal entre roubo e corrupção de menores. Aplicou-se a regra do art.70, § único do CP para manter as penas nos patamares mais benéficos já fixados (9 anos e 26 dias de reclusão e 20 dias-multa pelo roubo; 1 ano, 4 meses e 10 dias de reclusão pela corrupção de menores), manteve-se o regime inicial fechado em razão da reincidência e da pena superior a 8 anos, e afastou-se a análise de constitucionalidade...
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício apenas para reconhecer o concurso formal de crimes e redimensionar as penas nos termos da decisão; mantidos os demais termos da condenação, inclusive o regime inicial fechado.
Orders
- Ordem concedida, de ofício, para reconhecer o concurso formal entre os crimes de roubo (art.157, caput c/c §2º-A, I, CP) e corrupção de menores (art.244-B ECA).
- Ordem concedida para redimensionar as penas, mantendo-as nos patamares mais benéficos: 9 anos e 26 dias de reclusão e pagamento de 20 dias-multa pelo crime de roubo; 1 ano, 4 meses e 10 dias de reclusão pelo crime de corrupção de menores.
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