HC 641028 - DECISAO
O STJ não conheceu do habeas corpus por ausência de flagrante ilegalidade. A decisão do Tribunal de origem que exasperou a pena-base para 6 anos por consideração dos maus antecedentes e da natureza da droga (cocaína) foi considerada suficientemente fundamentada dentro da discricionariedade judicial admitida, e não se verificou ilegalidade apta a justificar intervenção do Superior Tribunal de Justiça. Ademais, o prazo quinquenal do art. 64, I, do CP não se aplica ao reconhecimento de maus antecedentes, sendo exigida prova pré-constituída sobre a data de extinção ou cumprimento de pena anterior para afastar tal valoração, inexistente nos autos.
- Parties
- Paciente: WEDSON PEDRA ANTONIO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (Apelação Criminal n. 1.0687.16.002210-3/001); Denunciante: Ministério Público; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecido (decisão De Não Conhecimento)
- Outcome
- não conheço do presente habeas corpus
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Tráfico De Drogas, Maus Antecedentes, Exasperação Da Pena Base, Habeas Corpus, Período Depurador
Case Brief
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Parties
WEDSON PEDRA ANTONIO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (Apelação Criminal n. 1.0687.16.002210-3/001)
Autoridade Coatora
Ministério Público
Denunciante
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecido (decisão De Não Conhecimento)
Legal Issues
- 1 Adequação do habeas corpus como meio substitutivo de revisão da dosimetria
- 2 Legitimidade da exasperação da pena-base com base em maus antecedentes e natureza/quantidade da droga
- 3 Aplicabilidade do prazo quinquenal do art. 64, I, do CP aos maus antecedentes
Ratio Decidendi
O STJ não conheceu do habeas corpus por ausência de flagrante ilegalidade. A decisão do Tribunal de origem que exasperou a pena-base para 6 anos por consideração dos maus antecedentes e da natureza da droga (cocaína) foi considerada suficientemente fundamentada dentro da discricionariedade judicial admitida, e não se verificou ilegalidade apta a justificar intervenção do Superior Tribunal de Justiça. Ademais, o prazo quinquenal do art. 64, I, do CP não se aplica ao reconhecimento de maus antecedentes, sendo exigida prova pré-constituída sobre a data de extinção ou cumprimento de pena anterior para afastar tal valoração, inexistente nos autos.
Court Disposition
não conheço do presente habeas corpus
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
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