HC 646947 - DECISAO
Houve ilegalidade no afastamento do tráfico privilegiado quando o Tribunal de origem fundamentou-se em inquéritos em curso e na natureza/quantidade das drogas para excluir o benefício; inquéritos e ações penais em curso não podem ser considerados maus antecedentes e a natureza/quantidade da droga, por serem vetores preponderantes da primeira fase, não podem ser reutilizadas isoladamente para afastar o § 4º do art. 33, devendo ser reconhecido o direito dos pacientes à consideração dessa causa de diminuição na dosimetria e determinada a remessa para readequação da pena pelo juízo de primeiro grau.
- Parties
- Paciente: ÁLVARO OLIVEIRA SIQUEIRA DOS SANTOS; Paciente: JONATAS ANDERSON BEZERRA DA SILVA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Apelação Criminaln. 0050096-73.2017.8.26.0050); Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para reconhecer o direito dos pacientes à consideração do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 na dosimetria da pena.
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Tráfico Privilegiado, Presunção De Não Culpabilidade, Bis in Idem, Habeas Corpus
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
ÁLVARO OLIVEIRA SIQUEIRA DOS SANTOS
Paciente
JONATAS ANDERSON BEZERRA DA SILVA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Apelação Criminaln. 0050096-73.2017.8.26.0050)
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 Ilegalidade no afastamento do tráfico privilegiado previsto no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006
- 2 Possibilidade de consideração de inquéritos e ações penais em curso como maus antecedentes
- 3 Proibição de utilização concomitante da natureza e quantidade da droga na primeira e na terceira fases da dosimetria (bis in idem)
Ratio Decidendi
Houve ilegalidade no afastamento do tráfico privilegiado quando o Tribunal de origem fundamentou-se em inquéritos em curso e na natureza/quantidade das drogas para excluir o benefício; inquéritos e ações penais em curso não podem ser considerados maus antecedentes e a natureza/quantidade da droga, por serem vetores preponderantes da primeira fase, não podem ser reutilizadas isoladamente para afastar o § 4º do art. 33, devendo ser reconhecido o direito dos pacientes à consideração dessa causa de diminuição na dosimetria e determinada a remessa para readequação da pena pelo juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para reconhecer o direito dos pacientes à consideração do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 na dosimetria da pena.
Orders
- Reconhecer o direito dos pacientes à consideração, na dosimetria, da causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006
- Determinar ao Juízo de primeiro grau que refaça a dosimetria da pena de acordo com as premissas indicadas
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