HC 686259 - DECISAO
Constatada flagrante ilegalidade na segunda fase da dosimetria ante a aplicação da agravante do estado de calamidade pública sem demonstração de nexo entre a pandemia e a prática delitiva, o Tribunal afastou referida agravante, recalculou a pena que ficou em 5 anos e 4 meses de reclusão e, aplicando as súmulas 440/STJ e 718/719/STF e os §§ 2º e 3º do art. 33 do Código Penal, concluiu que o regime fechado carecia de fundamentação idônea, impondo-se o regime semiaberto para início do cumprimento da pena
- Parties
- Paciente: DOUGLAS HENRIQUE CAMARGO DA SILVA; Órgão Julgador De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Interessado: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão (não Conhecido Do Writ, Mas Concedido Habeas Corpus De Ofício)
- Outcome
- writ não conhecido, mas habeas corpus concedido de ofício para reduzir a pena e fixar regime semiaberto
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Regime Prisional, Agravante De Calamidade Pública, Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio, Flagrante Ilegalidade
Case Brief
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Parties
DOUGLAS HENRIQUE CAMARGO DA SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Julgador De Origem
Ministério Público Federal
Interessado
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão (não Conhecido Do Writ, Mas Concedido Habeas Corpus De Ofício)
Legal Issues
- 1 incidência da agravante do estado de calamidade pública (art. 61, II, alínea 'j') e necessidade de nexo causal entre calamidade e prática delitiva
- 2 fundamentação idônea para imposição de regime prisional mais gravoso quando pena-base fixada no mínimo legal (Súmula 440/STJ; Súmulas 718 e 719/STF)
- 3 possibilidade de conhecimento de habeas corpus substitutivo em razão de flagrante ilegalidade
Ratio Decidendi
Constatada flagrante ilegalidade na segunda fase da dosimetria ante a aplicação da agravante do estado de calamidade pública sem demonstração de nexo entre a pandemia e a prática delitiva, o Tribunal afastou referida agravante, recalculou a pena que ficou em 5 anos e 4 meses de reclusão e, aplicando as súmulas 440/STJ e 718/719/STF e os §§ 2º e 3º do art. 33 do Código Penal, concluiu que o regime fechado carecia de fundamentação idônea, impondo-se o regime semiaberto para início do cumprimento da pena
Court Disposition
writ não conhecido, mas habeas corpus concedido de ofício para reduzir a pena e fixar regime semiaberto
Orders
- reduzir a reprimenda para 5 anos e 4 meses de reclusão
- fixar o regime inicial de cumprimento da pena no regime semiaberto
Full Case Text
Judgment text and source record
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