HC 686717 - DECISAO

HC 686717 - DECISAO

Houve ilegalidade na dosimetria porque a fração redutora de 1/6 foi aplicada única e exclusivamente com base na natureza e quantidade da droga (10,6 g de crack), circunstâncias que, por serem preponderantes segundo o art. 42 da Lei n. 11.343/2006 e a jurisprudência do STF (Tese de Repercussão Geral n. 712) e do STJ (REsp 1.887.511/SP), devem ser consideradas na primeira fase e não reaplicadas na terceira fase a fim de modular ou afastar o tráfico privilegiado, o que configura bis in idem; assim, o STJ concedeu a ordem ex officio para determinar que o juízo de primeiro grau refaça a dosimetria, aplicando o §4º do art.33 adequadamente e motivando a fração fixada, bem como analisando a...

Parties
Paciente: ALESSANDRA MOTA DE OLIVEIRA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (Processo n. 5000136-03.2021.8.24.0075); Manifestante: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
03 November 2021
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Ordem Concedida Ex Officio
Outcome
ordem concedida ex officio para reconhecimento do direito da paciente à consideração do tráfico privilegiado e determinação de nova dosimetria
Legal Topics
Dosimetria Da Pena, Tráfico Privilegiado, Art. 33 §4º Da Lei N. 11.343/2006, Art. 42 Da Lei N. 11.343/2006, Bis in Idem, Repercussão Geral (tese 712)

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Parties

ALESSANDRA MOTA DE OLIVEIRA

Paciente

Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (Processo n. 5000136-03.2021.8.24.0075)

Autoridade Coatora

Ministério Público Federal

Manifestante

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Ordem Concedida Ex Officio

  1. 1 possibilidade de utilização da natureza e quantidade da droga na primeira e na terceira fases da dosimetria
  2. 2 caraterização de bis in idem pela valoração concomitante das mesmas circunstâncias
  3. 3 competência do STJ para correção ex officio de flagrante constrangimento ilegal na dosimetria

Ratio Decidendi

Houve ilegalidade na dosimetria porque a fração redutora de 1/6 foi aplicada única e exclusivamente com base na natureza e quantidade da droga (10,6 g de crack), circunstâncias que, por serem preponderantes segundo o art. 42 da Lei n. 11.343/2006 e a jurisprudência do STF (Tese de Repercussão Geral n. 712) e do STJ (REsp 1.887.511/SP), devem ser consideradas na primeira fase e não reaplicadas na terceira fase a fim de modular ou afastar o tráfico privilegiado, o que configura bis in idem; assim, o STJ concedeu a ordem ex officio para determinar que o juízo de primeiro grau refaça a dosimetria, aplicando o §4º do art.33 adequadamente e motivando a fração fixada, bem como analisando a...

Court Disposition

ordem concedida ex officio para reconhecimento do direito da paciente à consideração do tráfico privilegiado e determinação de nova dosimetria

Orders

  • Determinar ao Juízo de primeiro grau que refaça a dosimetria da pena conforme as premissas indicadas, modulando a fração do §4º do art.33 da Lei n. 11.343/2006 e motivando a fração fixada
  • Analisar, com motivação, a possibilidade de conversão da pena em restritivas de direitos e o regime inicial adequado à nova pena fixada