REsp 1963393 - DECISAO
O tribunal concluiu que não houve demonstração de elementos suficientes para afastar o tráfego privilegiado: inquéritos ou ações penais em curso não podem ser considerados maus antecedentes e a natureza e a quantidade da droga, já utilizadas na fixação da pena-base, não podem ser reaproveitadas na terceira fase para suprimir a redução do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, salvo se conjugadas com outras circunstâncias que indiquem dedicação à atividade criminosa; inexistindo tais circunstâncias, a redução foi mantida e o recurso especial do Ministério Público foi negado provimento.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL; Recorrido: Diego da Silva Porto; Recorrido: Jean Carlos da Rosa Teixeira
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 December 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Conhecimento E Negativa De Provimento
- Outcome
- Conheço do recurso especial e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006), Uso Da Natureza E Quantidade Da Droga Na Dosimetria, Antecedentes Criminais E Inquéritos Em Curso, Proibição Do Bis in Idem
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Recorrente
Diego da Silva Porto
Recorrido
Jean Carlos da Rosa Teixeira
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Conhecimento E Negativa De Provimento
Legal Issues
- 1 se a apreensão de expressiva quantidade de entorpecente e a existência de ação penal em curso justificam o afastamento do tráfico privilegiado previsto no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006
- 2 se inquéritos policiais ou ações penais em curso podem ser considerados maus antecedentes para fins de dosimetria
- 3 se a natureza e a quantidade da droga apreendida podem ser utilizadas em mais de uma fase da dosimetria, configurando bis in idem
Ratio Decidendi
O tribunal concluiu que não houve demonstração de elementos suficientes para afastar o tráfego privilegiado: inquéritos ou ações penais em curso não podem ser considerados maus antecedentes e a natureza e a quantidade da droga, já utilizadas na fixação da pena-base, não podem ser reaproveitadas na terceira fase para suprimir a redução do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, salvo se conjugadas com outras circunstâncias que indiquem dedicação à atividade criminosa; inexistindo tais circunstâncias, a redução foi mantida e o recurso especial do Ministério Público foi negado provimento.
Court Disposition
Conheço do recurso especial e nego-lhe provimento.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
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