HC 712752 - DECISAO
O Relator entendeu não haver ilegalidade na fixação da pena-base pela Corte a quo, pois a alteração de fundamentação entre vetores (da personalidade para maus antecedentes) não configura reformatio in pejus quando não agrava a situação do réu. Contudo, afastou a incidência da agravante do art. 61, II, "j", por ausência de demonstração de que o agente se aproveitou do estado de calamidade pública para a prática do crime. Compensada integralmente a agravante da reincidência com a atenuante da confissão espontânea na segunda fase, restou fixada a pena definitiva em 4 anos e 6 meses de reclusão e 11 dias-multa, motivo pelo qual foi concedida a ordem para redução da pena.
- Parties
- Paciente: ANDRÉ HILÁRIO DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 December 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito (concessão Da Ordem)
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido, mas ordem concedida para reduzir a pena do paciente para 4 anos e 6 meses de reclusão e 11 dias-multa.
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Agravante Estado De Calamidade Pública (art. 61, II, "j"), Reformatio in Pejus, Habeas Corpus Substitutivo De Recurso
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ANDRÉ HILÁRIO DA SILVA
Paciente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (concessão Da Ordem)
Legal Issues
- 1 manutenção da exasperação da pena-base sem fundamentação idônea
- 2 aplicação da agravante do art. 61, inciso II, alínea "j", do Código Penal por fato ocorrido durante estado de calamidade pública
- 3 possibilidade de compensação entre agravante da reincidência e atenuante da confissão espontânea
Ratio Decidendi
O Relator entendeu não haver ilegalidade na fixação da pena-base pela Corte a quo, pois a alteração de fundamentação entre vetores (da personalidade para maus antecedentes) não configura reformatio in pejus quando não agrava a situação do réu. Contudo, afastou a incidência da agravante do art. 61, II, "j", por ausência de demonstração de que o agente se aproveitou do estado de calamidade pública para a prática do crime. Compensada integralmente a agravante da reincidência com a atenuante da confissão espontânea na segunda fase, restou fixada a pena definitiva em 4 anos e 6 meses de reclusão e 11 dias-multa, motivo pelo qual foi concedida a ordem para redução da pena.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido, mas ordem concedida para reduzir a pena do paciente para 4 anos e 6 meses de reclusão e 11 dias-multa.
Orders
- Concedo a ordem para reduzir a pena do paciente para 4 anos e 6 meses de reclusão e 11 dias-multa, mantidos os demais termos da condenação.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment