HC 888766 - DECISAO

HC 888766 - DECISAO

Embora não se conheça do habeas corpus por via inadequada, concedeu-se a ordem ex officio porque houve manifesta ilegalidade na dosimetria: a agravante do art. 61, II, 'j' foi aplicada sem demonstração de que o agente se prevaleceu da calamidade pública; verificou-se bis in idem pela utilização da natureza e quantidade da droga tanto para majorar a pena-base quanto para afastar o tráfico privilegiado; e não houve prova de dedicação habitual à atividade criminosa apta a obstar a aplicação do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, razão pela qual a minorante foi aplicada no patamar de 2/3, resultando na fixação da pena em 2 anos de reclusão e 200 dias-multa, no regime inicial semiaberto.

Parties
Paciente: WESLEY MOREIRA DA FONSECA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
14 February 2024
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (não Conheço; Concessão Ex Officio)
Legal Topics
Dosimetria Da Pena, Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006), Agravante Calamidade Pública (art. 61, II, "j"), Bis in Idem, Regime Inicial De Cumprimento Da Pena

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Parties

WESLEY MOREIRA DA FONSECA

Paciente

Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Autoridade Coatora

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Monocrática (não Conheço; Concessão Ex Officio)

  1. 1 Majoração da pena-base sem fundamentação idônea
  2. 2 Incidência ou afastamento da agravante do art. 61, II, 'j', do Código Penal
  3. 3 Aplicação da minorante do tráfico privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006) e vedação ao uso de inquéritos e ações em curso

Ratio Decidendi

Embora não se conheça do habeas corpus por via inadequada, concedeu-se a ordem ex officio porque houve manifesta ilegalidade na dosimetria: a agravante do art. 61, II, 'j' foi aplicada sem demonstração de que o agente se prevaleceu da calamidade pública; verificou-se bis in idem pela utilização da natureza e quantidade da droga tanto para majorar a pena-base quanto para afastar o tráfico privilegiado; e não houve prova de dedicação habitual à atividade criminosa apta a obstar a aplicação do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, razão pela qual a minorante foi aplicada no patamar de 2/3, resultando na fixação da pena em 2 anos de reclusão e 200 dias-multa, no regime inicial semiaberto.