REsp 2132669 - DECISAO

REsp 2132669 - DECISAO

Havendo nos autos a folha de antecedentes que demonstra condenação anterior com trânsito em julgado, fuga e recaptura em 2019, e tendo o crime objeto deste recurso sido praticado em 2021, restou demonstrada contemporaneidade entre o cumprimento da pena anterior e o novo fato, de modo que os maus antecedentes devem ser reconhecidos, impedindo a aplicação da minorante do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006; ademais, o efeito devolutivo da apelação permite ao Tribunal reapreciar a dosimetria e reconhecer os maus antecedentes sem violar o princípio non reformatio in pejus, pelo que se dá provimento ao recurso especial para afastar a redução e refixar a pena.

Parties
Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Recorrido: réu
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
10 May 2024
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial No STJ
Outcome
Recurso especial provido
Legal Topics
Dosimetria Da Pena, Maus Antecedentes, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006), Efeito Devolutivo Da Apelação, Direito Ao Esquecimento, Reformatio in Pejus

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 4 Authorities cited 12 Party arguments 2
Sign in to unlock

Parties

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Recorrente

réu

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial No STJ

  1. 1 aplicação dos maus antecedentes na primeira fase da dosimetria
  2. 2 incidência ou afastamento da minorante do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006
  3. 3 limites do efeito devolutivo da apelação e impossibilidade de reformatio in pejus

Ratio Decidendi

Havendo nos autos a folha de antecedentes que demonstra condenação anterior com trânsito em julgado, fuga e recaptura em 2019, e tendo o crime objeto deste recurso sido praticado em 2021, restou demonstrada contemporaneidade entre o cumprimento da pena anterior e o novo fato, de modo que os maus antecedentes devem ser reconhecidos, impedindo a aplicação da minorante do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006; ademais, o efeito devolutivo da apelação permite ao Tribunal reapreciar a dosimetria e reconhecer os maus antecedentes sem violar o princípio non reformatio in pejus, pelo que se dá provimento ao recurso especial para afastar a redução e refixar a pena.

Court Disposition

Recurso especial provido

Orders

  • Reconhecer os maus antecedentes do réu
  • Afastar a minorante do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006