HC 925435 - DECISAO
O writ não foi conhecido porque a condenação do paciente transitou em julgado e o habeas corpus não deve ser utilizado como substituto de revisão criminal para desconstituir acórdão transitado em julgado; não se identificou ilegalidade flagrante passível de correção na presente via. Ademais, as instâncias de origem não registraram as datas de extinção das penas anteriores, informação imprescindível para verificar a possibilidade de afastamento dos maus antecedentes pela teoria do direito ao esquecimento, o que impede o reexame probatório pelo STJ na via do habeas corpus. Por fim, a exasperação da pena em 1/4 foi devidamente fundamentada pela Corte local diante do número de condenações...
- Parties
- Paciente: ANDERSON DE ALCANTARA SALES; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Apelação Criminal n. 1502870-19.2022.8.26.0536); Órgão Ministerial: Parquet Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 August 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- habeas corpus não conhecido
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Maus Antecedentes, Direito Ao Esquecimento, Habeas Corpus, Revisão Criminal, Trânsito Em Julgado
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ANDERSON DE ALCANTARA SALES
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (Apelação Criminal n. 1502870-19.2022.8.26.0536)
Autoridade Coatora
Parquet Federal
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 possibilidade de impetração de habeas corpus como substituto de revisão criminal após trânsito em julgado
- 2 legalidade do aumento da pena-base em 1/4 com fundamento em condenações antigas
- 3 aplicabilidade da teoria do direito ao esquecimento/relativização dos maus antecedentes por lapso temporal superior a 10 anos
Ratio Decidendi
O writ não foi conhecido porque a condenação do paciente transitou em julgado e o habeas corpus não deve ser utilizado como substituto de revisão criminal para desconstituir acórdão transitado em julgado; não se identificou ilegalidade flagrante passível de correção na presente via. Ademais, as instâncias de origem não registraram as datas de extinção das penas anteriores, informação imprescindível para verificar a possibilidade de afastamento dos maus antecedentes pela teoria do direito ao esquecimento, o que impede o reexame probatório pelo STJ na via do habeas corpus. Por fim, a exasperação da pena em 1/4 foi devidamente fundamentada pela Corte local diante do número de condenações...
Court Disposition
habeas corpus não conhecido
Orders
- Pedido liminar indeferido
- Habeas corpus não conhecido
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment