HC 927721 - DECISAO
Embora o habeas corpus seja, em princípio, inadequado como substitutivo do recurso próprio, há ilegalidade flagrante: o Tribunal a quo excluiu vetoriais negativas (personalidade e conduta social) sem reduzir proporcionalmente a pena-base, configurando reformatio in pejus. Fundado no art. 654, § 2º, do CPP e na jurisprudência desta Corte (Recurso Repetitivo n. 1.794.854/DF e precedentes citados), a pena foi redimensionada proporcionalmente, fixando-se em 2 anos e 6 meses de reclusão e pagamento de 12 dias-multa.
- Parties
- Paciente: Joao Paulo Ferreira de Melo Barbosa; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (Apelação n. 0111487-98.2022.8.19.0001); Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 July 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito (ordem Concedida De Ofício)
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício para redimensionar a pena.
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Reformatio in Pejus, Furto Qualificado, Art. 654, § 2º, CPP, Valoração Das Circunstâncias Judiciais (art. 59 Cp)
Case Brief
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Parties
Joao Paulo Ferreira de Melo Barbosa
Paciente
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (Apelação n. 0111487-98.2022.8.19.0001)
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (ordem Concedida De Ofício)
Legal Issues
- 1 Ilegalidade por reformatio in pejus quando Tribunal a quo afasta vetorial negativa em recurso exclusivo da defesa sem reduzir proporcionalmente a pena-base
- 2 Aplicação do art. 654, § 2º, do CPP quanto à vedação de usar condenações transitadas em julgado para desabonar personalidade e conduta social na primeira fase da dosimetria
- 3 Proporcionalidade na fixação da pena-base diante da exclusão de vetoriais negativas
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus seja, em princípio, inadequado como substitutivo do recurso próprio, há ilegalidade flagrante: o Tribunal a quo excluiu vetoriais negativas (personalidade e conduta social) sem reduzir proporcionalmente a pena-base, configurando reformatio in pejus. Fundado no art. 654, § 2º, do CPP e na jurisprudência desta Corte (Recurso Repetitivo n. 1.794.854/DF e precedentes citados), a pena foi redimensionada proporcionalmente, fixando-se em 2 anos e 6 meses de reclusão e pagamento de 12 dias-multa.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício para redimensionar a pena.
Orders
- Ordem concedida de ofício para fixar a pena em 2 anos e 6 meses de reclusão e pagamento de 12 dias-multa
- Comunique-se, com urgência
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