HC 968435 - DECISAO
Concluiu-se pela existência de constrangimento ilegal na valoração da culpabilidade pelo Tribunal estadual, porque considerar desfavoravelmente a culpabilidade em razão de o agente ter vendido e trazido consigo a droga constituía dupla valoração de elemento já ínsito ao tipo penal; considerando ainda a ínfima quantidade apreendida (2,8g), a vetorial de culpabilidade foi valorada como neutra e a pena foi recalculada, resultando em 8 anos e 9 meses de reclusão e 875 dias-multa para o crime de tráfico de drogas; assim, não se conheceu do habeas corpus, mas a ordem foi concedida ex officio para corrigir a dosimetria.
- Parties
- Paciente: CARLOS DE ALMEIDA GOMES (ou LUIZ CARLOS DE ALMEIDA GOMES); Tribunal a Quo: Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul; Apelante: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão Monocrática (relator Não Conheceu Do Habeas Corpus E, Ex Officio, Concedeu a Ordem)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus. Todavia, concedo a ordem ex officio para fixar ao paciente as penas de 8 anos e 9 meses de reclusão, além de 875 dias-multa, para o delito de tráfico de drogas, mantidos os demais termos de sua condenação.
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Tráfico De Drogas, Posse De Arma De Fogo De Uso Permitido, Habeas Corpus, Art. 42 Da Lei N. 11.343/2006, Princípio Non Bis in Idem
Case Brief
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Parties
CARLOS DE ALMEIDA GOMES (ou LUIZ CARLOS DE ALMEIDA GOMES)
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul
Tribunal a Quo
Ministério Público
Apelante
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão Monocrática (relator Não Conheceu Do Habeas Corpus E, Ex Officio, Concedeu a Ordem)
Legal Issues
- 1 possibilidade de revisão da dosimetria em habeas corpus
- 2 valoração da culpabilidade quando baseada em elementos ínsitos ao tipo penal (non bis in idem)
- 3 preponderância da natureza e quantidade da droga na fixação da pena (art. 42, Lei n. 11.343/2006)
Ratio Decidendi
Concluiu-se pela existência de constrangimento ilegal na valoração da culpabilidade pelo Tribunal estadual, porque considerar desfavoravelmente a culpabilidade em razão de o agente ter vendido e trazido consigo a droga constituía dupla valoração de elemento já ínsito ao tipo penal; considerando ainda a ínfima quantidade apreendida (2,8g), a vetorial de culpabilidade foi valorada como neutra e a pena foi recalculada, resultando em 8 anos e 9 meses de reclusão e 875 dias-multa para o crime de tráfico de drogas; assim, não se conheceu do habeas corpus, mas a ordem foi concedida ex officio para corrigir a dosimetria.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus. Todavia, concedo a ordem ex officio para fixar ao paciente as penas de 8 anos e 9 meses de reclusão, além de 875 dias-multa, para o delito de tráfico de drogas, mantidos os demais termos de sua condenação.
Orders
- Concedo a ordem ex officio para fixar ao paciente as penas de 8 anos e 9 meses de reclusão e 875 dias-multa, para o delito de tráfico de drogas
- Mantida a pena de 1 ano, 10 meses e 15 dias de detenção, além de 17 dias-multa, pelo crime de posse de arma de uso permitido
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