HC 910696 - DECISAO

HC 910696 - DECISAO

Embora o habeas corpus não seja via substitutiva de recurso especial, houve ilegalidade flagrante na valoração de maus antecedentes baseada em condenações antigas (extintas em 2005/2007), inclusive uma por porte de drogas, sendo aplicável excepcionalmente a teoria do direito ao esquecimento; por outro lado, manteve-se a fundamentação idônea quanto às demais circunstâncias negativas (crime praticado enquanto o réu estava foragido; local e horário), razão por que o STJ não conheceu do writ, mas, de ofício, afastou a valoração negativa dos maus antecedentes e reduziu a fração de aumento na segunda fase para a proporcional de 1/6, readequando as penas para os valores fixados na decisão.

Parties
Paciente: VALMIR FRANCISCO DO NASCIMENTO; Tribunal a Quo: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação Criminal n. 1529178-12.2023.8.26.0228); Manifestante: Ministério Público Federal; Órgão Julgador: Superior Tribunal de Justiça
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
20 January 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (não Conhecimento E Concessão De Ofício)
Legal Topics
Dosimetria Da Pena, Maus Antecedentes, Reincidência, Direito Ao Esquecimento, Compensação De Atenuante E Agravante, Regime Prisional

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Parties

VALMIR FRANCISCO DO NASCIMENTO

Paciente

Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação Criminal n. 1529178-12.2023.8.26.0228)

Tribunal a Quo

Ministério Público Federal

Manifestante

Superior Tribunal de Justiça

Órgão Julgador

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão (não Conhecimento E Concessão De Ofício)

  1. 1 valoração dos antecedentes criminais na primeira fase da dosimetria
  2. 2 possibilidade de aplicação da teoria do direito ao esquecimento para condenações muito antigas
  3. 3 consideração de condenação por porte de drogas como maus antecedentes

Ratio Decidendi

Embora o habeas corpus não seja via substitutiva de recurso especial, houve ilegalidade flagrante na valoração de maus antecedentes baseada em condenações antigas (extintas em 2005/2007), inclusive uma por porte de drogas, sendo aplicável excepcionalmente a teoria do direito ao esquecimento; por outro lado, manteve-se a fundamentação idônea quanto às demais circunstâncias negativas (crime praticado enquanto o réu estava foragido; local e horário), razão por que o STJ não conheceu do writ, mas, de ofício, afastou a valoração negativa dos maus antecedentes e reduziu a fração de aumento na segunda fase para a proporcional de 1/6, readequando as penas para os valores fixados na decisão.