HC 979535 - DECISAO

HC 979535 - DECISAO

Verificou-se que a condenação anterior, cuja punibilidade foi extinta em 28/02/2014, dista quase 10 anos dos fatos (17/02/2024), razão pela qual se aplicou a teoria do direito ao esquecimento para afastar a valoração negativa dos maus antecedentes na primeira fase da dosimetria. Constatado que a paciente é primária, de bons antecedentes (com maus antecedentes afastados), não se dedica a atividades criminosas, não integra organização criminosa, e considerando a pequena quantidade e variedade da droga apreendida, foi reconhecida a incidência da minorante do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006 em sua fração máxima (2/3), reduzindo a pena e determinando regime e substituição compatíveis.

Parties
Paciente: ADRIANA GOMES FURIATI; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (Apelação n. 1.0000.24.423383-9/001)
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
14 February 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Concedida
Outcome
Ordem concedida liminarmente
Legal Topics
Dosimetria Da Pena, Maus Antecedentes, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006), Direito Ao Esquecimento, Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Substituição Da Pena Por Restritivas De Direitos

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Parties

ADRIANA GOMES FURIATI

Paciente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (Apelação n. 1.0000.24.423383-9/001)

Autoridade Coatora

Procedural Posture

Habeas Corpus / Liminar Concedida

  1. 1 Ilegalidade na dosimetria por valoração de maus antecedentes decorrente de condenação anterior muito antiga
  2. 2 Aplicabilidade da minorante do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006
  3. 3 Possibilidade de relativização dos maus antecedentes pelo direito ao esquecimento

Ratio Decidendi

Verificou-se que a condenação anterior, cuja punibilidade foi extinta em 28/02/2014, dista quase 10 anos dos fatos (17/02/2024), razão pela qual se aplicou a teoria do direito ao esquecimento para afastar a valoração negativa dos maus antecedentes na primeira fase da dosimetria. Constatado que a paciente é primária, de bons antecedentes (com maus antecedentes afastados), não se dedica a atividades criminosas, não integra organização criminosa, e considerando a pequena quantidade e variedade da droga apreendida, foi reconhecida a incidência da minorante do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006 em sua fração máxima (2/3), reduzindo a pena e determinando regime e substituição compatíveis.

Court Disposition

Ordem concedida liminarmente

Orders

  • Afastar o reconhecimento dos maus antecedentes na dosimetria da pena
  • Fixar em 2/3 a fração da minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006