Dosimetriadapena Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3db2d87ccdbf40b1663181
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- Brazil
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- Superior Tribunal de Justiça
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- Habeas Corpus / Impetrado Sem Pedido De Liminar; Não Conhecido Pelo STJ
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- Habeas Corpus / Impetrado Sem Pedido De Liminar; Não Conhecido Pelo STJ
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01
Holding and result
Não conhecer do habeas corpus por inadmissibilidade da via, diante da utilização do writ como sucedâneo de recurso próprio e da inexistência de ilegalidade flagrante no acórdão impugnado, havendo, ademais, adequada dosimetria da pena.
Court disposition
Não conheço do habeas corpus.
Orders
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
- Publique-se.
- Intimem-se.
02
Material facts
Parties
MARCOS HENRIQUE DA SILVA
PacienteTRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
Autoridade CoatoraAmounts and remedies
- Pena (anos De Reclusão): 19
03
Procedural history
Posture
Habeas Corpus / Impetrado Sem Pedido De Liminar; Não Conhecido Pelo STJ
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
admissibilidade do habeas corpus como substituto de recurso próprio
- 02
legalidade e fundamentação da dosimetria da pena
- 03
valoração da culpabilidade e da conduta social
Party arguments
- Applicant
- A defesa alega constrangimento ilegal na dosimetria da pena, por fixação da pena-base com base em elementos constitutivos do crime e referências vagas, valoração inadequada da culpabilidade e da conduta social (inclusive pela menção a boatos de envolvimento com tráfico), e requer a reforma da dosimetria para afastar a valoração negativa desses vetores.
- Respondent
- O Superior Tribunal de Justiça entendeu que o habeas corpus foi utilizado como sucedâneo de recurso próprio, o que o torna inadmissível; verificou ausência de ilegalidade flagrante no acórdão impugnado e considerou adequada a aplicação do direito e a dosimetria da pena.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Jurisprudência do STJ (AgRg no HC n. 895.954/DF; AgRg no HC n. 939.599/SE; AgRg no HC n. 943.522/SC).
Habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal ou de recurso próprio, salvo em casos de flagrante ilegalidade.
- 02
Art. 647-A do Código de Processo Penal (mencionado) e jurisprudência do STJ.
Não cabe conhecer de habeas corpus quando não há ilegalidade flagrante no acórdão impugnado.
- 03
Art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.
Decisão monocrática de não conhecimento sustentada em dispositivo regimental do STJ.
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
Não conhecer do habeas corpus por inadmissibilidade da via, diante da utilização do writ como sucedâneo de recurso próprio e da inexistência de ilegalidade flagrante no acórdão impugnado, havendo, ademais, adequada dosimetria da pena.
Obiter and limits
- O writ foi manejado antes do dies ad quem para a interposição da via de impugnação própria na causa principal, não se podendo excluir a possibilidade de a matéria ser julgada por esta Corte na via de impugnação própria.
- O habeas corpus não é admitido como substituto de revisão criminal, conforme jurisprudência consolidada do STJ e do STF, ressalvados casos de flagrante ilegalidade.
- A escolha de pena restritiva de direitos, em substituição à privativa de liberdade, não configura discriminação por condição financeira, desde que adequadamente fundamentada.
Court disposition
Não conheço do habeas corpus.
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
- Publique-se.
- Intimem-se.
Source and reliance status
Superior Tribunal de Justiça
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Trata-se de habeas corpus sem pedido de liminar impetrado em favor de MARCOS HENRIQUE DA SILVA em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO. Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 19 anos de reclusão em regime inicial fechado, como incurso nas sanções do art. 121, § 2º, I e IV, do Código Penal. A defesa apelou, mas a 3ª Câmara Criminal do TJPE negou provimento ao recurso, mantendo a sentença condenatória. A defesa alega que a dosimetria da pena foi realizada de forma desproporcional e sem fundamentação concreta, configurando constrangimento ilegal. Sustenta que a pena-base foi fixada com base em elementos constitutivos do crime e referências vagas, sem fundamentação objetiva. Argumenta que a culpabilidade foi valorada de forma inadequada, pois a fundamentação utilizada não aponta para uma reprovabilidade acentuada da conduta do paciente. Além disso, alega que a conduta social foi valorada negativamente com base em boatos de envolvimento com tráfico de drogas, sem comprovação nos autos. No mérito, a defesa requer a concessão da ordem de habeas corpus para reformar a dosimetria da pena do paciente, afastando a valoração negativa dos vetores da culpabilidade e da conduta social. É o relatório. O Superior Tribunal de Justiça entende que é inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio, previsto
na legislação, impondo-se o não conhecimento da impetração. Sobre a questão, confiram-se os seguintes julgados desta Corte Superior (grifei): PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. NULIDADE. ABSOLVIÇÃO IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NA FLUÊNCIA DO PRAZO PARA A INTERPOSIÇÃO DE RECURSOS NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. 1. "O writ foi manejado antes do dies ad quem para a interposição da via de impugnação própria na causa principal, o recurso especial. Dessa forma, a impetração consubstancia inadequada substituição do recurso cabível ao Superior Tribunal de Justiça, não se podendo excluir a possibilidade de a matéria ser julgada por esta Corte na via de impugnação própria, a ser eventualmente interposta na causa principal" (AgRg no HC n. 895.954/DF, relator Ministro Otávio de Almeida Toledo - Desembargador Convocado do TJSP, Sexta Turma, julgado em 12/8/2024, DJe de 20/8/2024.) 2. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 939.599/SE, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 23/10/2024, DJe de 28/10/2024 - grifo próprio.) DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo regimental interposto por Pablo da Silva contra decisão monocrática que não
conheceu de habeas corpus, com base no entendimento de que o habeas corpus foi utilizado em substituição a revisão criminal. O agravante foi condenado a 1 ano de reclusão, com substituição da pena por restritiva de direitos, pela prática de furto (art. 155, caput, CP). A defesa pleiteou a conversão da pena restritiva de direitos em multa, alegando discriminação com base na condição financeira do paciente. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. Há duas questões em discussão: (i) definir se é cabível o conhecimento do habeas corpus utilizado em substituição à revisão criminal; e (ii) estabelecer se a escolha da pena restritiva de direitos, em vez de multa, configura discriminação por condição financeira. III. RAZÕES DE DECIDIR 3. O habeas corpus não é admitido como substituto de revisão criminal, conforme a jurisprudência consolidada do STJ e do STF, ressalvados casos de flagrante ilegalidade.
4. Não houve demonstração de ilegalidade evidente na escolha da pena restritiva de direitos, sendo esta compatível com a natureza do crime e as condições pessoais do condenado. IV. DISPOSITIVO E TESE 5. Agravo regimental desprovido. Tese de julgamento: 1. O habeas corpus não pode ser utilizado como substituto de revisão criminal, salvo em casos de flagrante ilegalidade.
2. A escolha de pena restritiva de direitos, em substituição à privativa de liberdade, não configura discriminação por condição financeira, desde que adequadamente fundamentada. Dispositivos relevantes citados: Código Penal, art. 155; STJ, AgRg no HC 861.867/SC; STF, HC 921.445/MS. (AgRg no HC n. 943.522/SC, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 22/10/2024, DJe de 4/11/2024.) A propósito do disposto no art. 647-A do CPP, verifico que o acórdão impugnado não possui ilegalidade flagrante que permita a concessão da ordem de ofício. Analisados os fundamentos adotados no ato judicial impugnado, observa-se a adequada aplicação do direito ao caso concreto, nada havendo a ser reparado na dosimetria da pena. Ante o exposto, com fundamento no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do habeas corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se.
EMENTA
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