Dosimetriadapena Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3dbe357ccdbf40b16cd8df
- Status
- Judgment
- Jurisdiction
- Brazil
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- Superior Tribunal de Justiça
- Posture
- Recurso Especial / Não Conhecimento Do Recurso Especial (decisão Nos Termos Do Art. 255, §4º, I, Do Ristj)
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01
Holding and result
O recurso não foi conhecido porque a aplicação da atenuante não autoriza a redução da pena abaixo do mínimo legal, conforme a Súmula 231 do STJ e o entendimento vinculante do STF no Tema 158, e o Superior Tribunal de Justiça não pode rever precedentes vinculantes do Supremo; por isso aplica-se o art. 255, §4º, inciso I, do RISTJ.
Court disposition
Não conheço do recurso especial, nos termos do art. 255, §4º, inciso I, do RISTJ
Orders
- Não conheço do recurso especial, nos termos do art. 255, §4º, inciso I, do RISTJ
- Publique-se
- Intime-se
02
Material facts
Parties
ADRIANO RIBEIRO
RecorrenteTribunal Regional Federal da Quarta Região
RecorridoAmounts and remedies
- Pena De Reclusão (meses): 28
03
Procedural history
Posture
Recurso Especial / Não Conhecimento Do Recurso Especial (decisão Nos Termos Do Art. 255, §4º, I, Do Ristj)
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
Possibilidade de redução da pena abaixo do mínimo legal em razão da incidência de atenuante da confissão espontânea
- 02
Competência do STJ para rever entendimento consolidado em repercussão geral do STF (Tema 158)
Party arguments
- Applicant
- Alegou afronta ao artigo 65 do Código Penal e requereu a aplicação da atenuante total da confissão espontânea para reduzir a pena, inclusive abaixo do mínimo legal, suscitando a revisão da Súmula n. 231, STJ.
- Respondent
- O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do recurso; o acórdão recorrido e a jurisprudência desta Corte sustentam a aplicação da Súmula n. 231/STJ e o entendimento vinculante do STF no Tema 158, impedindo redução da pena abaixo do mínimo legal e vedando ao STJ rever precedentes vinculantes.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
Súmula n. 231, STJ
A incidência de circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal
- 02
STF, Tema 158 (RE n. 597.270)
A incidência de circunstância atenuante genérica não pode reduzir a pena abaixo do mínimo legal
- 03
art. 68, Código Penal
Método trifásico de dosimetria da pena limita a discricionariedade judicial, exigindo respeito aos limites mínimo e máximo legais
- 04
Súmula n. 83, STJ
Incabível conhecimento do recurso especial quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida
- 05
art. 255, §4º, inciso I, RISTJ
Não conhecimento do recurso nos termos do art. 255, §4º, inciso I, do RISTJ
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
O recurso não foi conhecido porque a aplicação da atenuante não autoriza a redução da pena abaixo do mínimo legal, conforme a Súmula 231 do STJ e o entendimento vinculante do STF no Tema 158, e o Superior Tribunal de Justiça não pode rever precedentes vinculantes do Supremo; por isso aplica-se o art. 255, §4º, inciso I, do RISTJ.
Obiter and limits
- Institutos de justiça penal negociada não autorizam revisão da Súmula 231, por possuírem requisitos próprios
- A estabilidade, integridade e coerência do sistema de uniformização de precedentes impedem o STJ de superar entendimento fixado em repercussão geral pelo STF
Court disposition
Não conheço do recurso especial, nos termos do art. 255, §4º, inciso I, do RISTJ
- Não conheço do recurso especial, nos termos do art. 255, §4º, inciso I, do RISTJ
- Publique-se
- Intime-se
Source and reliance status
Superior Tribunal de Justiça
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Judgment text
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto por ADRIANO RIBEIRO contra acórdão do Tribunal Regional Federal da Quarta Região. O recorrente foi condenado como incurso na pena dos artigos 334, § 1º, inciso IV, e artigo 334-A, § 1º, inciso V, ambos do Código Penal, na forma do artigo 29, CP, à pena de 02 (dois) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial aberto, substituída por duas penas restritivas de direitos (fl. 616). O Tribunal de origem negou provimento à apelação (fls.615-642) Sobreveio recurso especial do recorrente, com fundamento no artigo 105, inciso III, "a", da Constituição Federal, em que alegou afronta ao artigo 65 do Código Penal e requer a aplicação da atenuante total da pena provisória pelo reconhecimento da confissão espontânea, afastando a aplicação da Súmula n. 231, STJ (fls.615-642). O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso especial (fls. 743-749). É o relatório. DECIDO. A questão posta no recurso especial refere-se ao redimensionamento da pena pela aplicação da atenuante da confissão espontânea. A controvérsia cinge-se à aplicação da Súmula n. 231, STJ, que prevê: "A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal". O acórdão recorrido entendeu, em conformidade com a jurisprudência consolidada desta Corte, que a incidência da circunstância atenuante da confissão
espontânea (fl. 635) não autoriza a redução da pena aquém do mínimo legal, nos termos do enunciado da Súmula n. 231 do STJ, reconhecendo, assim, a evidente constitucionalidade da referida súmula. O recorrente requer seja possibilitada a redução da pena abaixo do mínimo legal, em virtude da aplicação da atenuante, alterando o entendimento até então predominante. Nesta feita, entendo não ser possível superar o entendimento sedimentado na Súmula n. 231, STJ. Isso porque a orientação sumular representa a jurisprudência pacífica e atualizada do Tribunal da Cidadania quanto ao tema. Em recente julgamento, a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça rejeitou a proposta da Sexta Turma de revisão da jurisprudência consolidada na Súmula n. 231, STJ. A propósito: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ESPECIAL. PROPOSTA DE REVISÃO DO ENUNCIADO DA SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CIRCUNSTÂNCIA ATENUANTE E IMPOSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DA PENA ABAIXO DO MÍNIMO LEGAL. PRECEDENTE VINCULANTE EM REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 158. ESTABILIDADE, INTEGRIDADE E COERÊNCIA DO SISTEMA DE UNIFORMIZAÇÃO DE PRECEDENTES. POSSIBILIDADE DE SUPERAÇÃO RESTRITA AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRINCÍPIOS DA RESERVA LEGAL, DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA E DA PROPORCIONALIDADE. INDISPONIBILIDADE JUDICIAL DOS LIMITES MÍNIMO E MÁXIMO DA PENA. VALIDADE DA SÚMULA 231 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ANTE A
METODOLOGIA DE INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA INSTITUÍDA PELO CÓDIGO PENAL. INSTITUTOS DA JUSTIÇA PENAL NEGOCIADA. REQUISITOS ESPECÍFICOS. RECURSOS ESPECIAIS DESPROVIDOS. I - Os Recursos Especiais n.º 1.869.764-MS, n.º 2.052.085-TO e n.º 2.057.181-SE foram afetados à Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça para reavaliação do enunciado da Súmula n.º 231 do STJ, que estabelece a impossibilidade de que a incidência de circunstância atenuante reduza a pena abaixo do mínimo legal. O relator propôs a superação do entendimento consolidado (overruling), com modulação de efeitos para evitar a modificação de decisões já transitadas em julgado. II - Existem duas questões em discussão: (i) ante a existência do tema 158 da repercussão geral, avaliar se é possível a superação do entendimento enunciado pela Súmula n.º 231, STJ, pela Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça; e (ii) examinar a (im)possibilidade de incidência de atenuante induzir pena abaixo do mínimo legal. III - O precedente firmado pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 158 da repercussão geral (RE n.º 597.270) estabelece, com eficácia vinculante, que a incidência de circunstância atenuante genérica não pode reduzir a pena abaixo do mínimo legal, em respeito aos princípios constitucionais da reserva legal, da proporcionalidade e da individualização da pena. IV - A função de uniformização jurisprudencial atribuída ao
Superior Tribunal de Justiça não autoriza a revisão de tese fixada em repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal, dado o caráter vinculante desses precedentes, em atenção à estabilidade, à integridade e à coerência do sistema de uniformização de precedentes. V - Não se extrai da atuação do Supremo Tribunal Federal nenhum indicativo de que a Corte esteja inclinada a rever o Tema 158, o que impossibilita a aplicação do instituto do anticipatory overruling pela Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça. VI - No plano judicial, a discricionariedade do magistrado deve respeitar os limites mínimos e máximos estabelecidos em lei, em conformidade com o princípio da reserva legal, que veda a modificação dos parâmetros previstos pelo legislador. VII - O método trifásico de dosimetria da pena adotado pelo Código Penal (art. 68, CP) limita a discricionariedade judicial na segunda fase e impõe o respeito ao mínimo e máximo legal, de modo que as circunstâncias atenuantes não podem resultar em penas abaixo do mínimo abstratamente cominado pelo tipo penal. VIII - A fixação de penas fora dos limites legais implicaria violação ao princípio da legalidade e usurpação da competência legislativa, o que comprometeria a separação de poderes e criaria um sistema de penas indeterminadas, incompatível com a segurança jurídica. IX - O surgimento de institutos de justiça penal negociada, como a
colaboração premiada e o acordo de não persecução penal, não justifica a revisão do entendimento da Súmula n.º 231, STJ, pois esses instrumentos possuem requisitos próprios e são aplicados em contextos específicos que não alteram a regra geral estabelecida para a dosimetria da pena. Recursos especiais desprovidos. Teses de julgamento: 1. A incidência de circunstância atenuante não pode reduzir a pena abaixo do mínimo legal, conforme o entendimento vinculante do Supremo Tribunal Federal no Tema 158 da repercussão geral.
2. O Superior Tribunal de Justiça não possui competência para revisar precedentes vinculantes fixados pelo Supremo Tribunal Federal.
3. A circunstância atenuante não pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal. (REsp n. 1.869.764/MS, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, relator para acórdão Ministro Messod Azulay Neto, Terceira Seção, julgado em 14/8/2024, DJe de 18/9/2024.) Verifico, portanto, que o acórdão recorrido se alinha à jurisprudência desta Corte Superior, o que atrai a aplicação da Súmula n. 83, STJ, segundo a qual " n ão se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". Ressalto, a esse respeito, que o entendimento sumulado alcança não só o recurso especial fundamentado na alínea "c", mas também na alínea "a" do permissivo constitucional (AgRg no AREsp n. 2.407.873/SE, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 7/11/2023, DJe de 9/11/2023). Ante o exposto, não conheço do recurso especial, nos termos do art. 255, §4º, inciso I, do RISTJ. Publique-s e. Intime-se
EMENTA
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