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Superior Tribunal de Justiça

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01

Holding and result

Indeferiu-se liminarmente o habeas corpus porque o impetrante não instruiu os autos com a cópia da sentença/acórdão impugnado, sendo o habeas corpus instrumento sumaríssimo que exige prova pré-constituída para exame da alegada ilegalidade, razão pela qual não foi possível conhecer do pedido e a liminar foi negada nos termos do artigo 210 do RISTJ.

Court disposition

Indefiro liminarmente o habeas corpus, nos termos do artigo 210 do RISTJ.

Orders

  • Indefere-se liminarmente o habeas corpus nos termos do artigo 210 do RISTJ
  • Publique-se
  • Intimem-se

02

Material facts

Parties

SEVERINO JEFFERSON CANUTO DA SILVA

Paciente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO

Autoridade Coatora

Amounts and remedies

  • Pena (anos): 7
  • Dias Multa: 360
  • Páginas Do Writ: 443

03

Procedural history

  1. Posture

    Habeas Corpus / Liminar Indeferida

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
O impetrante alega que o paciente foi condenado a 7 anos de reclusão e 360 dias-multa pelos crimes previstos nos arts. 155, §4º, I, e 155, caput, c/c art. 14, II, c/c art. 71, do Código Penal; sustenta inadequada negativação das circunstâncias judiciais (culpabilidade, personalidade, circunstâncias do crime), desproporcionalidade na fração de aumento aplicada na dosimetria (quantum de majoração muito superior ao consolidado pelo STJ, devendo ser aplicada fração de 1/6 sobre o mínimo), afirma que culpabilidade foi desvalorizada por ser egresso do sistema penal e que personalidade foi negativada por condenações anteriores; requer reforma do acórdão e fixação da pena-base em 2 anos e 4 meses (furto qualificado) e 1 ano e 2 meses (furto simples).
Respondent
O decisório da Corte fundamento que o habeas corpus é ação mandamental de natureza sumaríssima que exige prova pré-constituída; verificou-se que os autos não trazem a cópia da sentença condenatória/acórdão impugnado, incumbindo ao impetrante o ônus da instrução; pela insuficiência de documentos não é possível examinar a alegada ilegalidade, motivo pelo qual a liminar foi indeferida nos termos do artigo 210 do RISTJ.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    AgRg no HC 834755/MS, Relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, 5ª Turma, DJe 14/08/2023

    Habeas corpus é ação mandamental de natureza sumaríssima que exige prova pré-constituída e não comporta dilação probatória

  2. 02

    RCD no HC 969.911/SP, Relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 12/3/2025, DJEN de 20/3/2025

    É ônus do impetrante instruir os autos com documentos necessários à exata compreensão da controvérsia no habeas corpus

  3. 03

    AgRg no HC 967.819/AM, Relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 4/2/2025, DJEN de 13/2/2025

    Ausência de cópia da sentença ou acórdão que se pretende impugnar pode impedir o conhecimento do habeas corpus

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

Indeferiu-se liminarmente o habeas corpus porque o impetrante não instruiu os autos com a cópia da sentença/acórdão impugnado, sendo o habeas corpus instrumento sumaríssimo que exige prova pré-constituída para exame da alegada ilegalidade, razão pela qual não foi possível conhecer do pedido e a liminar foi negada nos termos do artigo 210 do RISTJ.

Obiter and limits

  • É ônus do impetrante instruir os autos com os documentos necessários ao exame do habeas corpus
  • Habeas corpus não comporta dilação probatória; exige prova pré-constituída
  • A ausência da cópia da sentença condenatória inviabiliza a correta compreensão do caso e o exame da suposta ilegalidade

Court disposition

Indefiro liminarmente o habeas corpus, nos termos do artigo 210 do RISTJ.

  • Indefere-se liminarmente o habeas corpus nos termos do artigo 210 do RISTJ
  • Publique-se
  • Intimem-se

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DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de SEVERINO JEFFERSON CANUTO DA SILVA, apontando como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, em razão do julgamento da apelação criminal n. 0004464-95.2022.8.17.3090. A impetrante noticia que o paciente foi condenado à pena de 7 anos de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 360 dias-multa, como incurso nos arts. 155, § 4º, I, e 155, caput, c/c art. 14, II, c/c art. 71, todos do Código Penal (fls. 3). Alega que houve inadequada negativação das circunstâncias judiciais da culpabilidade, personalidade e circunstâncias do crime, além de desproporcionalidade na fração de aumento aplicada na dosimetria da pena (fls. 4-12). Sustenta que a decisão colegiada viola a jurisprudência do Tribunal da Cidadania, pois o acórdão vergastado utilizou um quantum de majoração das vetoriais muito acima do consolidado pelos precedentes, qual seja, de 1/6 da pena mínima (fls. 4). Afirma que a culpabilidade foi desvalorizada pelo fato de o acusado ser egresso do sistema penal, o que não guarda relação com o fato a ele imputado, tampouco com o modus operandi do réu (fls. 6-7). Alega que a personalidade foi valorada negativamente por ter demonstrado ser pessoa voltada à prática de delitos, especialmente contra o patrimônio, já sendo possuidor de outras três condenações por crimes de

furto (fls. 10-11). Afirma que as circunstâncias do crime foram inadequadamente negativadas, uma vez que a fundamentação não possui respaldo nos autos (fls. 11). Requer, ao final, a concessão da ordem para reformar o acórdão impugnado e redimensionar a pena-base do paciente, adotando, na primeira fase da dosimetria, a fração de aumento de 1/6 sobre o mínimo legal, em razão da incidência de uma única circunstância judicial desfavorável, fixando-se a pena-base em 2 anos e 4 meses no furto qualificado e 1 ano e 2 meses no furto simples (fls. 14). É o relatório. DECIDO. Verifico que os autos não foram suficientemente instruídos, pois o impetrante não encartou a cópia do inteiro teor do acórdão que pretende impugnar. A orientação firmada no âmbito desta Corte é no sentido de que constitui ônus do impetrante instruir os autos com os documentos necessários à exata compreensão da controvérsia, sob pena de não conhecimento do habeas corpus. Nesse sentido: ..

1. Ação constitucional de natureza mandamental, o habeas corpus tem como escopo precípuo afastar eventual ameaça ao direito de ir e vir, cuja natureza urgente exige prova pré-constituída das alegações e não comporta dilação probatória; desse modo, é cogente ao impetrante apresentar elementos documentais suficientes que permitam aferir a suscitada existência de constrangimento ilegal no ato atacado na impetração. Precedentes.

2. Compulsando os autos, constato que das 443 páginas que instruem o writ, não consta a cópia da sentença condenatória, o que impossibilita a correta compreensão do caso e, por conseguinte, o exame da suposta ilegalidade. Precedentes. .. (AgRg no HC 834755/MS, Relator Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, 5ª Turma, DJ-e de DJe 14/08/2023) O habeas corpus é uma ação mandamental cuja principal característica é a sumariedade, não possuindo fase instrutória. A inicial deve vir acompanhada de prova documental pré-constituída, permitindo ao juiz ou tribunal examinar os fatos que caracterizam o constrangimento ou ameaça, bem como sua ilegalidade. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que é ônus do impetrante a correta instrução dos autos, no momento do protocolo da impetração ou da interposição do recurso ordinário, sob pena de não conhecimento. Nesse sentido: RCD no HC 969.911/SP, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 12/3/2025, DJEN de 20/3/2025, e AgRg no HC 967.819/AM, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 4/2/2025, DJEN de 13/2/2025. Ante o exposto, indefiro liminarmente o habeas corpus, nos termos do artigo 210 do RISTJ. Publique-se. Intimem-se.

EMENTA

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Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

AgRg no HC 834755/MS, Relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, 5ª Turma, DJe 14/08/2023

Case cited

RCD no HC 969.911/SP, Relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 12/3/2025, DJEN de 20/3/2025

Case cited

AgRg no HC 967.819/AM, Relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 4/2/2025, DJEN de 13/2/2025

Case cited

Apelação criminal n. 0004464-95.2022.8.17.3090 (Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco)

Case cited

arts. 155, § 4º, I, e 155, caput, c/c art. 14, II, c/c art. 71, todos do Código Penal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

artigo 210 do RISTJ

Legislation

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