Dosimetriadapena Superior Tribunal De Justi a Unknown 6a3dc00a7ccdbf40b16e13b3
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- Jurisdiction
- Brazil
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- Superior Tribunal de Justiça
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- Habeas Corpus / Decisão Interlocutória (indeferimento Liminar)
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- Habeas Corpus / Decisão Interlocutória (indeferimento Liminar)
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Professional case brief
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01
Holding and result
O habeas corpus não foi conhecido por ausência de peças essenciais (sentença condenatória e ato coator), de modo que a impetração não cumpriu o ônus de instrução exigido para exame do pedido, razão pela qual a liminar foi indeferida.
Court disposition
Indeferido liminarmente
Orders
- Indefiro liminarmente o presente habeas corpus
- Publique-se
- Intimem-se
02
Material facts
Parties
OSNI APARECIDO FAE JUNIOR
PacienteTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade CoatoraAmounts and remedies
- Pena (meses): 32
03
Procedural history
Posture
Habeas Corpus / Decisão Interlocutória (indeferimento Liminar)
04
Questions and positions
Legal issues
- 01
exasperação da pena-base por utilização do dolo inerente à conduta (risco de bis in idem)
- 02
falta de fundamentação concreta para fixação do regime semiaberto
- 03
possibilidade de concessão de sursis
- 04
necessidade de prova pré-constituída e ônus de instrução no habeas corpus
Party arguments
- Applicant
- Alega-se que, na primeira fase da dosimetria, houve exasperação desproporcional da pena-base configurando bis in idem, pois foi usado o dolo inerente à conduta; sustenta-se falta de fundamentação concreta para o regime semiaberto, requerendo alteração para o regime aberto e concessão do sursis; requer, liminarmente, suspensão do mandado de prisão.
- Respondent
- Não foram juntadas aos autos a sentença condenatória nem o ato coator do Tribunal a quo; no habeas corpus exige-se prova pré-constituída e a impetração deve vir instruída com a documentação necessária; por isso o pedido não pode ser conhecido e a liminar foi indeferida.
05
Court’s reasoning
Legal principles
- 01
STJ - RCD no HC n. 860.640/RJ; AgRg no HC n. 837.638/CE; AgRg no HC n. 827.576/MG
No âmbito do habeas corpus exige-se prova pré-constituída e a impetração deve vir instruída de toda a documentação necessária.
- 02
menção à jurisprudência do STF e do STJ (conforme exposições no decisum)
A individualização da pena e a necessidade de fundamentação concreta para a fixação do regime prisional inicial.
06
Ratio, limits and disposition
Ratio decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por ausência de peças essenciais (sentença condenatória e ato coator), de modo que a impetração não cumpriu o ônus de instrução exigido para exame do pedido, razão pela qual a liminar foi indeferida.
Obiter and limits
- Pedidos de redução de pena, alteração de regime e concessão de sursis não foram analisados por falta de instrução dos autos
- Citações jurisprudenciais do STJ utilizadas para fundamentar a exigência de prova pré-constituída: RCD no HC n. 860.640/RJ; AgRg no HC n. 837.638/CE; AgRg no HC n. 827.576/MG
Court disposition
Indeferido liminarmente
- Indefiro liminarmente o presente habeas corpus
- Publique-se
- Intimem-se
Source and reliance status
Superior Tribunal de Justiça
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Superior Tribunal de Justiça
Judgment
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de OSNI APARECIDO FAE JUNIOR, em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Consta nos autos que o paciente foi condenado à pena de 2 (dois) anos e 8 (oito) meses de reclusão, a ser cumprida em regime inicial semiaberto, pela prática do delito previsto no art. 129, § 1º, incisos I, IX e X, do Código Penal. O impetrante alega que, na primeira fase da dosimetria da pena, houve exasperação desproporcional da reprimenda, configurando bis in idem, uma vez que o fundamento utilizado para o aumento da pena-base foi o dolo inerente à conduta típica. Sustenta que a imposição do regime semiaberto carece de fundamentação concreta, violando o princípio da individualização da pena, e que o regime aberto seria mais adequado ao caso, conforme jurisprudência do STF e STJ. Aduz ser cabível a alteração do regime inicial para o aberto, bem como a concessão do benefício da suspensão condicional da pena (sursis). Requer, liminarmente, a suspensão do mandado de prisão expedido em desfavor do paciente, até o julgamento final do writ. No mérito, pugna pela redução da pena e pela alteração do regime prisional, nos termos acima expostos. É o relatório. DECIDO. De início, ressalto que, no âmbito do habeas corpus, faz-se necessário que a prova se constitua previamente, devendo a impetração
vir instruída de toda a documentação necessária para a análise do pleito. No caso em tela, todavia, constato que a parte impetrante não juntou aos autos cópia da sentença condenatória, bem como do ato coator do Tribunal a quo, peças que se revelam essenciais para a devida compreensão da controvérsia. Dessa forma, a pretensão ora formulada não pode ser conhecida, porque a Defesa não se desincumbiu do seu ônus de instruir devidamente o feito. Nesse sentido: RCD no HC n. 860.640/RJ, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 27/11/2023, DJe de 29/11/2023; AgRg no HC n. 837.638/CE, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 16/10/2023, DJe de 19/10/2023; e AgRg no HC n. 827.576/MG, relator Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, julgado em 28/8/2023, DJe de 30/8/2023. Ante o exposto, indefiro liminarmente o presente habeas corpus. Publique-se. Intimem-se.
EMENTA
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