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Superior Tribunal de Justiça

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01

Holding and result

O Tribunal não conheceu do habeas corpus porque foi impetrado como substitutivo de recurso próprio, estando a matéria adstrita à apelação criminal; ademais, não se verificou coação ilegal ou teratologia aptas a autorizar o conhecimento excepcional do writ, razão pela qual se aplicou a competência estabelecida no artigo 105, II, ‘‘a’’ da CF e as regras regimentais (arts. 210 e 246 do RISTJ).

Court disposition

não conheço do recurso em habeas corpus

Orders

  • Não conheço do recurso em habeas corpus, com fundamento nos artigos 210 e 246 do RISTJ.
  • Publique-se.
  • Intimem-se.

02

Material facts

Parties

RICARDO KOGLIN JUNIOR

Impetrante

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ

Impetrado

Amounts and remedies

  • Pena (meses): 3
  • Pena (dias): 6

03

Procedural history

  1. Posture

    Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Pelo STJ (não Conheço Do Recurso Em Habeas Corpus)

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
Pede-se provimento para revisão dos critérios adotados na dosimetria da pena, sustentando que a fundamentação utilizada para aplicar fração diversa da mínima legal prevista no art. 14, II, do Código Penal é inidônea.
Respondent
Sustém-se que o habeas corpus foi impetrado como substitutivo de recurso próprio, sendo a matéria própria para apelação criminal já interposta e desprovida, inexistindo ilegalidade, abuso de writ ou teratologia que justifiquem o conhecimento excepcional do habeas corpus.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    artigo 105, II, alínea "a", da Constituição Federal

    Competência do Superior Tribunal de Justiça para julgar, em recurso ordinário, os habeas corpus decididos em única ou última instância pelos tribunais quando a decisão for denegatória.

  2. 02

    acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (trecho transcrito no decisum)

    Não se conhece de habeas corpus utilizado inadequadamente como substitutivo de recurso próprio; tema deve ser enfrentado por apelação criminal.

  3. 03

    § 2º do artigo 654 do Código de Processo Penal

    Não cabe a concessão da ordem quando ausente coação ilegal ou teratologia que justifique o salvo-conduto excepcional previsto no § 2º do art. 654 do Código de Processo Penal.

  4. 04

    artigos 210 e 246 do RISTJ

    Normas regimentais aplicáveis ao não conhecimento do recurso pelo STJ.

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

O Tribunal não conheceu do habeas corpus porque foi impetrado como substitutivo de recurso próprio, estando a matéria adstrita à apelação criminal; ademais, não se verificou coação ilegal ou teratologia aptas a autorizar o conhecimento excepcional do writ, razão pela qual se aplicou a competência estabelecida no artigo 105, II, ‘‘a’’ da CF e as regras regimentais (arts. 210 e 246 do RISTJ).

Obiter and limits

  • A condenação originária ocorreu no Juizado Especial Criminal de Arapongas (ação penal n. 0012596-25.2021.8.16.0045) pela prática do art. 349-A c/c art. 14, II, do Código Penal, com pena de 3 meses e 6 dias de detenção substituída por restritiva de direitos.
  • Houve tentativa anterior de habeas corpus (HC n. 0116384-88.2024.8.16.0000) não conhecido por decisão monocrática, e agravo interno igualmente desprovido.

Court disposition

não conheço do recurso em habeas corpus

  • Não conheço do recurso em habeas corpus, com fundamento nos artigos 210 e 246 do RISTJ.
  • Publique-se.
  • Intimem-se.

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DECISÃO Trata-se de recurso em habeas corpus interposto por RICARDO KOGLIN JUNIOR contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ, no julgamento do HC n. 0007844-09.2025.8.16.0000. Consta dos autos que o recorrente foi condenado, inicialmente, pelo Juízo do Juizado Especial Criminal de Arapongas, na ação penal n. 0012596-25.2021.8.16.0045, como incurso nas sanções do artigo 349-A c/c art. 14, II, ambos do Código Penal, à pena de 3 (três) meses e 6 (seis) dias de detenção, a ser cumprida em regime inicial semiaberto. A pena privativa de liberdade foi substituída por uma restritiva de direitos (fls. 13-27). A defesa interpôs apelação à TURMA RECURSAL DO ESTADO DO PARANÁ, que negou provimento ao recurso, mantendo os demais termos da condenação (fls. 30-35). Posteriormente, foi impetrado o HC n. 0116384-88.2024.8.16.0000 perante o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ, o qual não foi conhecido por decisão monocrática da relatora (fls. 54-56). Interposto agravo interno, este também foi desprovido (fls. 82-86). No presente recurso em habeas corpus, busca-se o provimento para revisão dos critérios adotados na dosimetria da pena. Alega-se que a fundamentação utilizada para aplicar fração diversa da mínima legal prevista no art. 14, II, do Código Penal é inidônea. É o relatório. DECIDO. A competência do Superior Tribunal de Justiça é taxativamente estabelecida no

artigo 105, II, alínea "a", da Constituição Federal, que lhe confere a atribuição de julgar, em recurso ordinário, os habeas corpus decididos em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, quando a decisão for denegatória. No caso concreto, o habeas corpus não foi conhecido, uma vez que foi impetrado como substitutivo de recurso próprio, conforme restou ementado no acórdão impugnado (fl. 82 ): AGRAVO INTERNO CRIME - INTERPOSIÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NÃO CONHECEU DO HABEAS CORPUS POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA - WRIT IMPETRADO VISANDO À REFORMA DE ACORDÃO PROFERIDO PELA 4ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS DESTE E. TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE MANTEVE A CONDENAÇÃO DO AGRAVAMTE - TEMÁTICA DEVE SER ENFRENTADA POR APELAÇÃO CRIMINAL, A QUAL JÁ FOI INTERPOSTA E DESPROVIDA - IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE NA VIA ESTREITA DO - AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE, ABUSO DEWRIT PODER OU TERATOLOGIA A JUSTIFICAR O CONHECIMENTO EXCEPCIONAL DO . MANDAMUS RECURSO DESPROVIDO. VISTOS, relatados e discutidos estes autos de Agravo Interno nº 0007844-09.2025.8.16.0000, do Juizado Especial Criminal da Comarca de Arapongas/PR, em que é agravante Ricardo Koglin Júnior e agravado Ministério Público do Estado do Paraná. Também não verifico, de plano, a presença de coação ilegal ou teratologia que justifique a concessão da ordem na forma do § 2º do artigo 654 do Código de Processo Penal. Ante o exposto, não conheço do recurso em habeas corpus, com fundamento nos artigos 210 e 246 do RISTJ. Publique-se. Intimem-se.

EMENTA

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Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

HC n. 0007844-09.2025.8.16.0000

Case cited

HC n. 0116384-88.2024.8.16.0000

Case cited

Agravo Interno nº 0007844-09.2025.8.16.0000

Case cited

Ação penal n. 0012596-25.2021.8.16.0045

Case cited

artigo 349-A c/c art. 14, II, ambos do Código Penal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

artigo 105, II, alínea "a", da Constituição Federal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

§ 2º do artigo 654 do Código de Processo Penal

Legislation

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artigos 210 e 246 do RISTJ

Legislation

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