REsp 2137411 - DECISAO

REsp 2137411 - DECISAO

Na ausência de demonstração de que a condenação valorada como maus antecedentes coincidiu com aquela reconhecida como reincidência, não há bis in idem; portanto é legítima a utilização autônoma de condenações anteriores distintas para compor maus antecedentes na primeira fase e reincidência na segunda, razão pela qual se deu provimento ao recurso para restabelecer a valoração negativa dos maus antecedentes e determinar o recálculo da pena pelo Tribunal de origem.

Parties
Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Recorrido: ANDERSON DA COSTA VARGAS
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
11 July 2025
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento
Outcome
dou provimento ao recurso especial
Legal Topics
Dosimetria Da Pena, Maus Antecedentes, Reincidência, Bis in Idem, Furto (art. 155 Cp)

Case Brief

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Parties

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Recorrente

ANDERSON DA COSTA VARGAS

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial / Julgamento

  1. 1 Violação aos arts. 59 e 61, I, do Código Penal quanto à utilização de condenações anteriores como maus antecedentes e como reincidência
  2. 2 Se a utilização concomitante de condenações distintas como maus antecedentes e reincidência configura bis in idem
  3. 3 Observância do sistema trifásico e da individualização da pena

Ratio Decidendi

Na ausência de demonstração de que a condenação valorada como maus antecedentes coincidiu com aquela reconhecida como reincidência, não há bis in idem; portanto é legítima a utilização autônoma de condenações anteriores distintas para compor maus antecedentes na primeira fase e reincidência na segunda, razão pela qual se deu provimento ao recurso para restabelecer a valoração negativa dos maus antecedentes e determinar o recálculo da pena pelo Tribunal de origem.

Court Disposition

dou provimento ao recurso especial

Orders

  • Restabelecer a valoração negativa dos maus antecedentes na primeira fase da dosimetria da pena.
  • Determinar o recalculo da pena pelo Tribunal de origem.