REsp 2151266 - DECISAO
Negou-se provimento aos recursos especiais porque o Tribunal de origem, em recurso exclusivo da defesa, afastou a cumulação das majorantes na terceira fase por ausência de fundamentação idônea; o deslocamento da majorante (concurso de agentes) para a primeira fase, para majoração da pena-base, seria ato inserido no juízo de discricionariedade do julgador e, nas circunstâncias do caso, configuraria reformatio in pejus ou extrapolaria a discricionariedade, não sendo obrigatório recorrer à majorante sobejante para exasperar a pena-base, em consonância com a jurisprudência desta Corte e a tese repetitiva n. 1214.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS; Recorrido: LUIZ GUSTAVO DE MOURA PEREIRA; Recorrido: KAYLAN GUELARDI FERREIRA; Recorrido: ALEXANDER DE PAULA MOREIRA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 July 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento De Recursos Especiais (decisão De Mérito)
- Outcome
- Nego provimento aos recursos especiais interpostos pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Majorantes, Concurso De Agentes, Deslocamento De Majorante Para a Primeira Fase, Reformatio in Pejus, Súmula 443 Do STJ
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Recorrente
LUIZ GUSTAVO DE MOURA PEREIRA
Recorrido
KAYLAN GUELARDI FERREIRA
Recorrido
ALEXANDER DE PAULA MOREIRA
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento De Recursos Especiais (decisão De Mérito)
Legal Issues
- 1 Aplicação cumulativa de majorantes na terceira fase da dosimetria (concurso de agentes e emprego de arma de fogo)
- 2 Possibilidade de deslocamento de majorante não utilizada na terceira fase para a primeira fase da dosimetria para aumentar a pena-base
- 3 Necessidade de fundamentação concreta para a cumulação de majorantes conforme Súmula 443 do STJ
Ratio Decidendi
Negou-se provimento aos recursos especiais porque o Tribunal de origem, em recurso exclusivo da defesa, afastou a cumulação das majorantes na terceira fase por ausência de fundamentação idônea; o deslocamento da majorante (concurso de agentes) para a primeira fase, para majoração da pena-base, seria ato inserido no juízo de discricionariedade do julgador e, nas circunstâncias do caso, configuraria reformatio in pejus ou extrapolaria a discricionariedade, não sendo obrigatório recorrer à majorante sobejante para exasperar a pena-base, em consonância com a jurisprudência desta Corte e a tese repetitiva n. 1214.
Court Disposition
Nego provimento aos recursos especiais interpostos pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais
Orders
- Nego provimento aos recursos especiais interpostos pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais
- Publique-se
Full Case Text
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