REsp 2141841 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça entendeu que a migração da condenação com trânsito em julgado da segunda fase (reincidência) para a primeira fase (maus antecedentes) é possível em recurso exclusivo da defesa quando não agrava a situação final do réu (não configura reformatio in pejus), e que, no caso concreto, os maus antecedentes decorrem de condenação anterior que impede o reconhecimento dos 'bons antecedentes' exigidos pelo art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006, motivo pelo qual deve ser afastada a minorante do tráfico privilegiado e recalculada a dosimetria, resultando em pena definitiva de 5 anos e 10 meses de reclusão e 583 dias-multa, com regime inicial semiaberto.
- Parties
- Recorrente: Ministério Público do Estado de Santa Catarina; Recorrido: Bruno
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 August 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento/decisão
- Outcome
- Provimento do recurso especial interposto pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Tráfico Privilegiado, Maus Antecedentes, Reformatio in Pejus, Reincidência, Regime Inicial De Cumprimento De Pena
Case Brief
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Parties
Ministério Público do Estado de Santa Catarina
Recorrente
Bruno
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento/decisão
Legal Issues
- 1 Se a migração de condenação definitiva da segunda para a primeira fase da dosimetria, em recurso exclusivo da defesa, configura reformatio in pejus
- 2 Se a existência de maus antecedentes impede a aplicação da causa de diminuição do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006 (tráfico privilegiado)
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça entendeu que a migração da condenação com trânsito em julgado da segunda fase (reincidência) para a primeira fase (maus antecedentes) é possível em recurso exclusivo da defesa quando não agrava a situação final do réu (não configura reformatio in pejus), e que, no caso concreto, os maus antecedentes decorrem de condenação anterior que impede o reconhecimento dos 'bons antecedentes' exigidos pelo art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006, motivo pelo qual deve ser afastada a minorante do tráfico privilegiado e recalculada a dosimetria, resultando em pena definitiva de 5 anos e 10 meses de reclusão e 583 dias-multa, com regime inicial semiaberto.
Court Disposition
Provimento do recurso especial interposto pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina
Orders
- Dar provimento ao recurso especial
- Reformar o acórdão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina no que tange à consideração dos maus antecedentes e à inaplicabilidade da minorante do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006
Full Case Text
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