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Superior Tribunal de Justiça

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01

Holding and result

Não conheceu-se do habeas corpus por tratar-se de sucedâneo de recurso próprio, mas verificou-se ilegalidade flagrante na dosimetria quanto à cumulação de majorantes sem fundamentação concreta; por isso, concedeu-se a ordem de ofício para que o Tribunal de origem individualize novamente a pena, aplicando na terceira fase apenas a majorante devidamente fundamentada (no caso, o aumento de 2/3 pelo emprego de arma de fogo), nos termos do art. 68, parágrafo único, do CP e da Súmula 443 do STJ.

Court disposition

Não conheço do habeas corpus; porém concedo a ordem de ofício para determinar que o Tribunal de origem individualize novamente a pena aplicada ao paciente, nos termos desta decisão.

Orders

  • Não conhecer do habeas corpus.
  • Conceder a ordem de ofício para que o Tribunal de origem individualize novamente a pena aplicada ao paciente.
  • Determinar que o Tribunal de origem observe os termos desta decisão ao refazer a dosimetria.
  • Comunique-se, com urgência, ao Tribunal de origem e ao Juízo de primeiro grau.
  • Cientifique-se o Ministério Público Federal.
  • Publique-se. Intimem-se.

02

Material facts

Parties

RENAN BERNARDES DUARTE

Paciente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Autoridade Coatora

Amounts and remedies

  • Pena De Reclusão (anos): 9
  • Pena De Reclusão (meses): 5
  • Pena De Reclusão (dias): 10
  • Dias Multa: 23

03

Procedural history

  1. Posture

    Habeas Corpus / Decisão Do STJ Não Conhecimento Do Habeas Corpus E Concessão De Ordem De Ofício Para Refazer a Dosimetria

04

Questions and positions

Legal issues

Party arguments

Applicant
A impetrante alegou que houve cumulação de causas de aumento na terceira fase da dosimetria sem fundamentação concreta, configurando aplicação em cascata indevida; requereu o redimensionamento da pena afastando a cumulação e aplicando apenas a majorante do emprego de arma de fogo.
Respondent
O Tribunal de origem manteve a fração de 5/12 pelas majorantes do concurso de agentes e da restrição da liberdade e aplicou cumulativamente 2/3 pelo emprego de arma de fogo, sustentando a conformidade com precedentes do STF e do STJ que admitem a cumulação e o chamado efeito cascata, e justificando a fração escolhida pela interpretação jurisprudencial.

05

Court’s reasoning

  1. 01

    art. 68, parágrafo único, do Código Penal

    No concurso de causas de aumento ou de diminuição previstas na parte especial, pode o juiz limitar-se a um só aumento ou a uma só diminuição, prevalecendo, todavia, a causa que mais aumente ou diminua.

  2. 02

    Súmula n. 443 do Superior Tribunal de Justiça

    Aumentos na terceira fase da dosimetria exigem fundamentação concreta, não sendo suficiente a mera indicação do número de majorantes.

  3. 03

    Jurisprudência consolidada do STJ e STF (citações em acórdão)

    É inviável a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio ou de revisão criminal, salvo em casos de flagrante ilegalidade.

  4. 04

    art. 647-A do Código de Processo Penal

    Admite-se a concessão de ordem de ofício quando houver ilegalidade flagrante no julgado impugnado.

  5. 05

    art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça

    Possibilidade de atuação do Relator/Tribunal com fundamento regimental para não conhecer e, ainda assim, conceder medida de ofício.

06

Ratio, limits and disposition

Ratio decidendi

Não conheceu-se do habeas corpus por tratar-se de sucedâneo de recurso próprio, mas verificou-se ilegalidade flagrante na dosimetria quanto à cumulação de majorantes sem fundamentação concreta; por isso, concedeu-se a ordem de ofício para que o Tribunal de origem individualize novamente a pena, aplicando na terceira fase apenas a majorante devidamente fundamentada (no caso, o aumento de 2/3 pelo emprego de arma de fogo), nos termos do art. 68, parágrafo único, do CP e da Súmula 443 do STJ.

Obiter and limits

  • O habeas corpus não pode ser utilizado como substituto de revisão criminal salvo em casos de flagrante ilegalidade.
  • O efeito cascata (aplicação sucessiva de majorantes) é admitido em precedentes, mas depende de fundamentação concreta.
  • A adequação da pena-base e a valoração das circunstâncias do art. 59 do CP são atos de discricionariedade motivada do julgador, devendo ser indicados elementos concretos.

Court disposition

Não conheço do habeas corpus; porém concedo a ordem de ofício para determinar que o Tribunal de origem individualize novamente a pena aplicada ao paciente, nos termos desta decisão.

  • Não conhecer do habeas corpus.
  • Conceder a ordem de ofício para que o Tribunal de origem individualize novamente a pena aplicada ao paciente.
  • Determinar que o Tribunal de origem observe os termos desta decisão ao refazer a dosimetria.
  • Comunique-se, com urgência, ao Tribunal de origem e ao Juízo de primeiro grau.
  • Cientifique-se o Ministério Público Federal.
  • Publique-se. Intimem-se.

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DECISÃO Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de RENAN BERNARDES DUARTE em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Consta dos autos que o paciente foi condenado às penas de 9 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão em regime inicial fechado e de 23 dias-multa, como incurso nas sanções dos arts. 157, §§ 2º, II e V, e 2º-A, I, do Código Penal. A impetrante sustenta que houve cumulação de causas de aumento na terceira fase da dosimetria sem fundamentação concreta, o que impõe a exclusão da soma das majorantes. Aduz que o acórdão manteve a elevação de 5/12 pela incidência do concurso de agentes e da restrição da liberdade, além de aplicar 2/3 pelo emprego de arma de fogo, adotando o chamado "efeito cascata". Afirma que não houve exposição de elementos do caso que justificassem a opção pela cumulação com a causa de aumento do emprego de arma, tendo sido utilizados dados concretos apenas para as majorantes do § 2º do art.

157. Requer, no mérito, o redimensionamento da pena, com afastamento da cumulação de causas de aumento e aplicação apenas da majorante do emprego de arma de fogo. É o relatório. O Superior Tribunal de Justiça entende ser inviável a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio, previsto na legislação, impondo-se o não conhecimento da impetração. Sobre a questão, confiram-se os seguintes julgados desta Corte Superior: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. NULIDADE. ABSOLVIÇÃO IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NA FLUÊNCIA DO PRAZO PARA A INTERPOSIÇÃO DE RECURSOS NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. 1. "O writ foi manejado antes do dies ad quem para a interposição da via de impugnação própria na causa principal, o recurso especial. Dessa forma, a impetração consubstancia inadequada substituição do recurso cabível ao Superior Tribunal de Justiça, não se podendo excluir a possibilidade de a matéria ser julgada por esta Corte na via de impugnação própria, a ser eventualmente interposta na causa principal" (AgRg no HC n. 895.954/DF, relator Ministro Otávio de Almeida Toledo - Desembargador Convocado do TJSP, Sexta Turma, julgado em 12/8/2024, DJe de 20/8/2024.) 2. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 939.599/SE, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 23/10/2024, DJe de 28/10/2024 - grifo próprio.) DIREITO PENAL E

PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo regimental interposto por Pablo da Silva contra decisão monocrática que não conheceu de habeas corpus, com base no entendimento de que o habeas corpus foi utilizado em substituição a revisão criminal. O agravante foi condenado a 1 ano de reclusão, com substituição da pena por restritiva de direitos, pela prática de furto (art. 155, caput, CP). A defesa pleiteou a conversão da pena restritiva de direitos em multa, alegando discriminação com base na condição financeira do paciente. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. Há duas questões em discussão: (i) definir se é cabível o conhecimento do habeas corpus utilizado em substituição à revisão criminal; e (ii) estabelecer se a escolha da pena restritiva de direitos, em vez de multa, configura discriminação por condição financeira. III. RAZÕES DE DECIDIR 3. O habeas corpus não é admitido como substituto de revisão criminal, conforme a jurisprudência consolidada do STJ e do STF, ressalvados casos de flagrante ilegalidade.

4. Não houve demonstração de ilegalidade evidente na escolha da pena restritiva de direitos, sendo esta compatível com a natureza do crime e as condições pessoais do condenado. IV. DISPOSITIVO E TESE 5. Agravo regimental desprovido. Tese de julgamento: 1. O habeas corpus não pode ser utilizado como substituto de revisão criminal, salvo em casos de flagrante ilegalidade.

2. A escolha de pena restritiva de direitos, em substituição à privativa de liberdade, não configura discriminação por condição financeira, desde que adequadamente fundamentada. Dispositivos relevantes citados: Código Penal, art. 155; STJ, AgRg no HC 861.867/SC; STF, HC 921.445/MS. (AgRg no HC n. 943.522/SC, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 22/10/2024, DJe de 4/11/2024 - grifo próprio.) Portanto, não se pode conhecer da impetração. Em atenção ao disposto no art. 647-A do CPP, verifico que o julgado impugnado possui ilegalidade flagrante que permite a concessão da ordem de ofício, conforme se depreende da fundamentação a ser exposta a seguir. Assim constou do acórdão (fls. 107 e 109-117): Portanto, nesta fase, ao contrário do entendimento da defesa, a fração escolhida de 5/12 (cinco doze avos) era mesmo de rigor, consoante o entendimento do Superior Tribunal de Justiça: .. Outrossim, reconhecida a causa de aumento prevista no art. 157, §2ª-A, I, do Código Penal, em razão da utilização de arma de fogo na prática criminosa, a pena, até então balizada nos termos acima, foi aumentada em 2/3 (dois terços), totalizando 09 (nove) anos, 05 (cinco) meses e 10 (dez) dias de reclusão, além de 23 (vinte e três) dias-multa, diária mínima. Quanto à possibilidade de aplicação cumulativa de majorantes, o disposto no art. 68, parágrafo único, do Código Penal, prevê

que "no concurso de causas de aumento ou de diminuição previstas na parte especial, pode o juiz limitar-se a um só aumento ou a uma só diminuição, prevalecendo, todavia, a causa que mais aumente ou diminua". Com efeito, interpretando esse dispositivo, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL consolidou o entendimento de que a incidência de apenas uma causa de aumento é possibilidade conferida ao magistrado no processo de individualização da pena e não direito subjetivo do acusado. Nesse sentido: .. Ainda, a cumulação das causas de aumento de pena devia, mesmo, ser feita de forma sucessiva ("efeito cascata"), ou seja, primeiro, aplica-se uma causa de aumento e, sobre esse resultado, aplica-se a outra, o que reputo correto, nos exatos termos do entendimento do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL e do Superior Tribunal de Justiça: .. Assim, mantenho a majoração cumulativa e de forma sucessiva ("efeito cascata") na terceira fase da dosimetria da pena, tal como estabelecido na sentença. Como se observa, a pena foi aumentada, inicialmente, em 5/12 pelas majorantes do concurso de agentes e restrição da liberdade com aplicação cumulativa de 2/3 pela causa de aumento do emprego de arma de fogo. Sobre o tema, " a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e desta Corte é no sentido de que o art. 68, parágrafo único, do CP, não exige que o juiz aplique uma única causa de aumento referente à parte especial do

Código Penal, quando estiver diante de concurso de majorantes, mas que sempre justifique a escolha da fração imposta" (AgRg no REsp n. 2.148.736/PR, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 2/9/2024, DJe de 6/9/2024.). A propósito, o Superior Tribunal de Justiça consagrou o entendimento de que "o aumento na terceira fase de aplicação da pena no crime de roubo circunstanciado exige fundamentação concreta, não sendo suficiente para a sua exasperação a mera indicação do número de majorantes" (Súmula n. 443 do STJ). Assim, no caso dos autos, não foram declinados motivos que desbordem do tipo penal para a aplicação cumulada das majorantes, de modo que ausente concreta fundamentação, a evidenciar maior grau de reprovabilidade da conduta, deve incidir apenas o aumento de 2/3 na terceira fase da dosimetria da pena. Nesse sentido (grifei): PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO. UTILIZAÇÃO COMO SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. ART. 105, I, E, DA CF. MANIFESTA ILEGALIDADE NA DOSIMETRIA. SÚMULA N. 443 DO STJ. AGRAVO PARCIALMENTE PROVIDO.

1. A ocorrência do trânsito em julgado do ato objeto da impetração torna inviável a apreciação do pedido nesta instância superior.

2. O habeas corpus não pode ser utilizado como substitutivo de revisão criminal, sob pena de configuração da supressão de instância, em desacordo com o que dispõe o art. 105, I, e, da Constituição Federal acerca das competências do Superior Tribunal de Justiça.

3. Há manifesta ilegalidade na dosimetria da pena por não ser observada a Súmula n. 443 do STJ. Redefinida a pena para considerar, na terceira fase, apenas a maior causa de aumento aplicável, nos termos do art. 68, parágrafo único, do Código Penal.

4. Agravo regimental parcialmente provido. (AgRg no HC n. 856.009/SP, de minha relatoria, Sexta Turma, julgado em 5/3/2025, DJEN de 12/3/2025.) AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ROUBO MAJORADO. PENA-BASE. CONSEQUÊNCIAS DO CRIME. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. EXCLUSÃO DO VETOR. CONCURSO DE MAJORANTES. APLICAÇÃO APENAS DA CAUSA DE AUMENTO MAIS GRAVOSA. POSSIBILIDADE. ART. 68, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CP. PEDIDO DE DESLOCAMENTO DAS MAJORANTES REMANESCENTES PARA A PRIMEIRA FASE. DISCRICIONARIEDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.

1. O aplicador do direito, consoante sua discricionariedade motivada, deve, na primeir a etapa do procedimento trifásico, orientar-se pelas circunstâncias relacionadas no caput do art. 59 do Código Penal. Não é imprescindível dar rótulos e designações corretas às vetoriais, mas indicar elementos concretos relacionados às singularidades do caso para atender ao dever de motivação da mais severa individualização da pena. Nesse sentido: AgRg no HC n. 821.464/SC, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 4/12/2023, DJe de 7/12/2023.

2. Ao valorar negativamente as consequências do crime, o Juízo sentenciante se limitou a afirmar que elas eram desfavoráveis. Diante da ausência de fundamentação da sentença, agiu corretamente o Tribunal estadual ao excluir a referida circunstância judicial.

3. Nos termos do art. 68, parágrafo único, do Código Penal: "No concurso de causas de aumento ou de diminuição previstas na parte especial, pode o juiz limitar-se a um só aumento ou a uma só diminuição, prevalecendo, todavia, a causa que mais aumente ou diminua". O julgador, diante do concurso de majorantes, deve apresentar fundamentação concreta e idônea, nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal e da Súmula n. 443 do STJ, ao não optar por aplicar um único aumento, observada a causa mais gravosa, escolha mais benéfica ao réu entre as opções do art. 68, parágrafo único, do CP.

4. No caso, as sucessivas exasperações realizadas na sentença, diante do concurso de agentes e do emprego de arma de fogo, não vieram acompanhadas de fundamentos válidos, porquanto apenas baseadas no critério matemático - quantidade de duas majorantes. Portanto, correto o Colegiado estadual, ao optar pela aplicação apenas da causa de aumento mais gravosa - emprego de arma de fogo -, em atenção ao art. 68, parágrafo único, do CP.

5. O efeito devolutivo amplo da apelação não obriga a Corte revisora a agregar fundamentos para suprir a deficiência argumentativa da instância antecedente.

6. Segundo a jurisprudência desta Corte, "o deslocamento de causas de aumento do crime de roubo para a primeira fase da dosimetria se encontra inserida no juízo de discricionariedade do julgador. Destarte, considerando que não há obrigatoriedade de aplicação de majorante sobejante para exasperar pena-base, não cabe a esta Corte alterar a conclusão exarada pelo Tribunal de origem" (AgRg nos EDcl no REsp n. 2.051.458/MG, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 26/6/2023, DJe de 29/6/2023).

7. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp n. 2.763.277/RN, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 11/2/2025, DJEN de 21/2/2025.) Ante o exposto, com fundamento no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do habeas corpus, porém concedo a ordem de ofício, para determinar que o Tribunal de origem individualize novamente a pena aplicada ao paciente , observando-se os termos desta decisão. Comunique-se, com urgência, ao Tribunal de origem e ao Juízo de primeiro grau. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se.

EMENTA

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Authorities

Authorities used by the court

Cases, legislation, regulations, and constitutional provisions identified in the available record.

AgRg no HC n. 895.954/DF

Case cited

AgRg no HC n. 939.599/SE

Case cited

AgRg no HC n. 943.522/SC

Case cited

AgRg no HC n. 856.009/SP

Case cited

AgRg no REsp n. 2.148.736/PR

Case cited

AgRg no AREsp n. 2.763.277/RN

Case cited

AgRg nos EDcl no REsp n. 2.051.458/MG

Case cited

AgRg no HC n. 821.464/SC

Case cited

AgRg no HC n. 861.867/SC

Case cited

HC 921.445/MS (STF)

Case cited

Código Penal, art. 157, §§ 2º, II e V, e 2º-A, I

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 68, parágrafo único, do Código Penal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 647-A do Código de Processo Penal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

art. 93, IX, da Constituição Federal

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

Código Penal, art. 155

Legislation

Legislation referenced in the available case record.

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