HC 696876 - DECISAO
Não conheço do habeas corpus porque a condenação é definitiva (transitado em julgado em 31/5/2021) e, diante disso, o STJ não tem competência para conhecer de writs destinados a revisar decisões condenatórias transitadas em julgado nas instâncias de origem, sendo sua competência de revisar apenas seus próprios...
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- Parties
- Paciente: IVAN ANTONIO CANDIDO DINIZ; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (Apelação Criminal n. 0001155-12.2019.8.16.0144)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 October 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do presente habeas corpus
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Habeas Corpus, Trânsito Em Julgado, Competência Do STJ, Revisão Criminal, Julgamento Monocrático
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Parties
IVAN ANTONIO CANDIDO DINIZ
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (Apelação Criminal n. 0001155-12.2019.8.16.0144)
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 alegação de constrangimento ilegal por dosimetria incorreta
- 2 competência do STJ para conhecer habeas corpus após trânsito em julgado de decisão condenatória
- 3 possibilidade de julgamento monocrático em conformidade com súmula ou jurisprudência pacificada
Ratio Decidendi
Não conheço do habeas corpus porque a condenação é definitiva (transitado em julgado em 31/5/2021) e, diante disso, o STJ não tem competência para conhecer de writs destinados a revisar decisões condenatórias transitadas em julgado nas instâncias de origem, sendo sua competência de revisar apenas seus próprios julgados (art.105, I, e, CF); ademais, não se constatou flagrante ilegalidade que justificasse concessão de ofício, razão pela qual, com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ, o pedido não foi conhecido.
Court Disposition
não conheço do presente habeas corpus
Orders
- Ficando prejudicado o pedido de liminar.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus impetrado em favor deIVAN ANTONIO CANDIDO DINIZem que se aponta como autoridade coatoraTribunal de Justiça do Estado do Paraná(Apelação Criminal n. 0001155-12.2019.8.16.0144). O paciente foi condenado às penas 8 anos, 6 meses e 3 dias de reclusão em regime inicial fechado e de 850 dias multa, pela prática do crime descrito no art. 33, caput, c/c o art. 40, V, da Lei n. 11.343/2006. Interposta apelação pela defesa, o recurso foi desprovido. A defesa alega que o paciente é vítima de constrangimento ilegal em razão da dosimetria incorreta, afirmando ser indevida a valoração negativa da culpabilidade na fixação da pena-base. Requer, liminarmente e no mérito, seja refeita a dosimetria da pena imposta ao paciente. É o relatório. Decido. Nos casos em que a pretensão esteja em conformidade ou em contrariedade com súmula ou jurisprudência pacificada dos tribunais superiores, a Terceira Seção desta Corte admite o julgamento monocrático da impetração antes da abertura de vista ao Ministério Público Federal, em atenção aos princípios da celeridade e da efetividade das decisões judiciais, sem que haja ofensa às prerrogativas institucionais do parquet ou mesmo nulidade processual (AgRg no HC n. 674.472/SP, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe de 10/8/2021; AgRg no HC n. 530.261/SP, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJe de 7/10/2019). Sendo essa a hipótese dos autos, passo ao exame da impetração. No caso, a condenação sofrida peloopaciente é definitiva, pois, em consulta ao site do Tribunal de origem, verifica-se que foi certificado o trânsito em julgado da sentença condenatória em 31/5/2021, e o presente writ foi impetrado somente em 27/9/2021. Em consulta, verifica-se que não há, no STJ, julgamento de mérito passível de revisão criminal em relação a essa condenação. Assim, ocorrendo o trânsito em julgado de decisão condenatória nas instâncias de origem, não é dado à parte optar pela impetração de writ nesta instância superior, uma vez que a competência do STJ prevista no art. 105, I, e, da Constituição Federal restringe-se ao processamento e julgamento de revisões criminais de seus próprios julgados. A propósito, confiram-se os seguintes precedentes: HC n. 602.425/SC, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Seção, DJe de 6/4/2021; AgRg no HC n. 628.964/RS, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe de 8/2/2021; AgRg no HC n. 521.849/SC, Sexta Turma, relatora Ministra Laurita Vaz, DJe de 19/8/2020; e AgRg no HC n. 632.467/SP, relator Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJe de 18/12/2020. No mesmo sentido, a orientação do STF: AgRg no HC n. 134.691/RJ, relator Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 1º/8/2018; AgRg no HC n. 149.653/SP, relator Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 6/2/2018; AgRg no HC n. 144.323/SP, relator Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 30/8/2017; e HC n. 199.284/SP, relator Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 16/8/2021. Também não há flagrante ilegalidade que justifique a concessão da ordem de ofício. Ante o exposto, com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ, não conheço do presente habeas corpus, ficando prejudicado o pedido de liminar. Publique-se. Intimem-se. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Após o trânsito em julgado, remetam-se os autos ao arquivo.