HC 879129 - DECISAO
Verificado que o lapso temporal entre a condenação anterior e o crime em apreço é superior a 12 anos, concluiu-se pela inadequação de reconhecer os maus antecedentes; além disso, tendo a quantidade de entorpecentes sido já sopesada na primeira fase da dosimetria, não há elementos idôneos que demonstrem habitualidade delitiva que justifiquem o afastamento do redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006; assim, aplicou-se o redutor na sua fração máxima (2/3) e readequaram-se a pena e o regime prisional conforme fundamentação.
- Parties
- Paciente: EDUARDO RALPH DE CARVALHO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais; Ministério Público Federal (opinião Nos Autos): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 February 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Mérito (relatório E Voto)
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido; contudo, ordem concedida de ofício em parte
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Tráfico De Drogas, Maus Antecedentes, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006), Direito Ao Esquecimento, Regime Prisional, Substituição De Pena (art. 44 Do Cp)
Case Brief
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Parties
EDUARDO RALPH DE CARVALHO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Ministério Público Federal (opinião Nos Autos)
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Mérito (relatório E Voto)
Legal Issues
- 1 Cabimento de habeas corpus substitutivo de recurso próprio
- 2 Possibilidade de valoração de condenação transitada em julgado há mais de dez anos como maus antecedentes
- 3 Aplicabilidade do redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 quando a quantidade/natureza da droga é considerada
Ratio Decidendi
Verificado que o lapso temporal entre a condenação anterior e o crime em apreço é superior a 12 anos, concluiu-se pela inadequação de reconhecer os maus antecedentes; além disso, tendo a quantidade de entorpecentes sido já sopesada na primeira fase da dosimetria, não há elementos idôneos que demonstrem habitualidade delitiva que justifiquem o afastamento do redutor do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006; assim, aplicou-se o redutor na sua fração máxima (2/3) e readequaram-se a pena e o regime prisional conforme fundamentação.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido; contudo, ordem concedida de ofício em parte
Orders
- Afastar o vetor relativo aos maus antecedentes
- Readequar a pena-base
Full Case Text
Judgment text and source record
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