AREsp 2442240 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e deu-se parcial provimento: manteve-se o afastamento, de ofício, da valoração negativa da vetorial da conduta social por manifesta ilegalidade; contudo, reformou-se a redução feita pelo Tribunal a quo quanto à fração aplicada pela valoração negativa da culpabilidade, por entender que a fração de 1/6 da pena mínima é parâmetro admissível nos termos da jurisprudência do STJ, restabelecendo-se a exasperação nessa fração e readequando a pena do réu para 14 anos e 6 meses de reclusão, mantidas as demais determinações do acórdão recorrido, com fundamento na Súmula n. 568 do STJ.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS; Agravado/recorrido: CICERO DA CONCEICAO DE ARAUJO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço do agravo e dou-lhe parcial provimento
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Tribunal Do Júri, Efeito Devolutivo Da Apelação, Súmula 713 STF, Súmula 568 STJ, Exasperação Da Pena, Conduta Social, Culpabilidade
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
Agravante
CICERO DA CONCEICAO DE ARAUJO
Agravado/recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 possibilidade de correção de ofício de manifesta ilegalidade na dosimetria da pena pelo tribunal a quo
- 2 alcance do efeito devolutivo da apelação interposta contra decisão do Tribunal do Júri (Súmula 713 do STF)
- 3 parâmetro adequado para a fração de exasperação da pena por circunstâncias judiciais desfavoráveis (1/6 ou 1/8)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e deu-se parcial provimento: manteve-se o afastamento, de ofício, da valoração negativa da vetorial da conduta social por manifesta ilegalidade; contudo, reformou-se a redução feita pelo Tribunal a quo quanto à fração aplicada pela valoração negativa da culpabilidade, por entender que a fração de 1/6 da pena mínima é parâmetro admissível nos termos da jurisprudência do STJ, restabelecendo-se a exasperação nessa fração e readequando a pena do réu para 14 anos e 6 meses de reclusão, mantidas as demais determinações do acórdão recorrido, com fundamento na Súmula n. 568 do STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo e dou-lhe parcial provimento
Orders
- Restabelecer a exasperação da pena-base na fração de 1/6 da pena mínima pela valoração negativa da vetorial da culpabilidade
- Readequar a pena do réu para 14 anos e 6 meses de reclusão
Full Case Text
Judgment text and source record
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