AREsp 2995350 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque, no caso concreto, o juízo de primeiro grau adotou, na primeira fase da dosimetria, algumas circunstâncias como negativas para fixar a pena-base e, na terceira fase, utilizou apenas o emprego de arma de fogo (art. 157, §2º-A, I, CP) como causa de aumento, não havendo repetição da mesma valoração que caracterizaria bis in idem; tal procedimento encontra respaldo na jurisprudência desta Corte e está dentro da discricionariedade permitida ao julgador na individualização da pena.
- Parties
- Agravante: LUAN DE OLIVEIRA FARIAS; Órgão Prolator Da Decisão Recorrida: Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso; Interveniente (opina Pelo Provimento Do Agravo): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo No STJ (admissibilidade E Mérito Do Agravo)
- Outcome
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Bis in Idem, Roubo Majorado, Corrupção De Menores, Qualificadoras E Causas De Aumento, Art. 59 Do Código Penal, Art. 68 Do Código Penal
Case Brief
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Parties
LUAN DE OLIVEIRA FARIAS
Agravante
Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso
Órgão Prolator Da Decisão Recorrida
Ministério Público Federal
Interveniente (opina Pelo Provimento Do Agravo)
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo No STJ (admissibilidade E Mérito Do Agravo)
Legal Issues
- 1 Verificação de dupla valoração de circunstâncias (bis in idem) na dosimetria da pena
- 2 Possibilidade de utilização de qualificadoras em fases distintas da dosimetria (uma para qualificar o tipo e outra como circunstância judicial)
- 3 Limites do controle do STJ sobre a discricionariedade na individualização da pena
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque, no caso concreto, o juízo de primeiro grau adotou, na primeira fase da dosimetria, algumas circunstâncias como negativas para fixar a pena-base e, na terceira fase, utilizou apenas o emprego de arma de fogo (art. 157, §2º-A, I, CP) como causa de aumento, não havendo repetição da mesma valoração que caracterizaria bis in idem; tal procedimento encontra respaldo na jurisprudência desta Corte e está dentro da discricionariedade permitida ao julgador na individualização da pena.
Court Disposition
Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
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