Pet 17970 - DECISAO
O pedido foi indeferido por se tratar de reiteração de pedido já apreciado em plantão (vedação pelo art.1º, §1º da Resolução CNJ n.71/2009) e por ausência do fumus boni iuris, diante da jurisprudência do STJ que veda a intervenção do Judiciário para reexaminar o mérito de processo administrativo que aplicou sanção...
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- Parties
- Requerente: Pedro Castilho
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 July 2025
- Procedural Posture
- Petição / Decisão Em Plantão
- Outcome
- Indeferida a tutela de urgência; não conhecido o pedido.
- Legal Topics
- Efeito Suspensivo, Tutela De Urgência, Plantão Judiciário, Dosimetria Da Pena, Sanção Disciplinar, Mandado De Segurança
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Parties
Pedro Castilho
Requerente
Procedural Posture
Petição / Decisão Em Plantão
Legal Issues
- 1 concessão de efeito suspensivo a recurso ordinário para suspender execução de penalidade
- 2 possibilidade de intervenção do Poder Judiciário para rever dosimetria de pena em processo administrativo disciplinar
- 3 aplicação da vedação à reiteração de pedido em plantão prevista na Resolução CNJ n.71/2009, art.1º, §1º
Ratio Decidendi
O pedido foi indeferido por se tratar de reiteração de pedido já apreciado em plantão (vedação pelo art.1º, §1º da Resolução CNJ n.71/2009) e por ausência do fumus boni iuris, diante da jurisprudência do STJ que veda a intervenção do Judiciário para reexaminar o mérito de processo administrativo que aplicou sanção disciplinar; cumulativamente, não se verificaram os requisitos autorizadores da tutela de urgência.
Court Disposition
Indeferida a tutela de urgência; não conhecido o pedido.
Orders
- Indeferir a tutela de urgência
- Não conhecer do pedido
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de Petição por meio da qual Pedro Castilho requer "o efeito suspensivo ao recurso ordinário, para que não haja a imediata execução da penalidade aplicada, pautada no principio constitucional da dignidade da pessoa humana em conexão com o direito fundamental à saúde" (fl. 5). É o relatório. Decido. No RMS 75.337/RJ, o requerente se insurge contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que denegou a segurança, consignado que o impetrante não demonstrou qualquer ilegalidade ou vício que justifique a interferência do judiciário no mérito administrativo atinente à dosimetria da pena aplicada. Embora atinente ao plantão de primeiro e segundo graus, estabelece o art. 1º, § 1º, da Resolução CNJ n. 71/2009 que "o plantão judiciário não se destina à reiteração de pedido já apreciado no órgão judicial de origem ou em plantão anterior, nem à sua reconsideração ou reexame ou à apreciação de solicitação de prorrogação de autorização judicial para escuta telefônica" No caso, observo que o mesmo pedido foi apresentado no RMS 75.337/RJ e rejeitado pelo em. Relator, Ministro Francisco Falcão, nos seguintes termos (fls. 1569-1573 daqueles autos): No caso, em um juízo sumário, não se verificou a existência do fumus boni iuris, uma vez que a jurisprudência desta Corte Superior é firme no sentido da impossibilidade de interferência do Poder Judiciário com o intuito de rever as conclusões de processo administrativo que culminou na aplicação de sanção disciplinar. (..) Afasta-se, assim, o fumus boni iuris, elemento necessário para a concessão da pretendida tutela de urgência. Neste contexto, não evidenciada a presença cumulativa dos requisitos autorizadores da medida pleiteada, INDEFIRO a tutela de urgência. Por essas razões, não conheço d o pedido. Publique-se. Intimem-se. EMENTA