REsp 1934323 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque a Corte de origem fundamentou-se adequadamente, a matéria demandaria reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7 do STJ, houve ausência de prequestionamento das questões alegadas (Súmula 211) e não foi demonstrado dissídio jurisprudencial apto a autorizar o conhecimento...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 December 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Não Conhecido (decisão De Admissibilidade E Julgamento Pelo Stj)
- Outcome
- Recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- Embargos À Execução, Prescrição, Correção Monetária, Juros De Mora, Sucumbência, Honorários Advocatícios, Prequestionamento, Dissídio Jurisprudencial
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Procedural Posture
Recurso Especial / Não Conhecido (decisão De Admissibilidade E Julgamento Pelo Stj)
Legal Issues
- 1 Violação alegada do art. 535 do CPC/1973 (art. 1.022 do CPC/2015)
- 2 Vedação ao reexame fático-probatório (Súmula 7 do STJ)
- 3 Ausência de prequestionamento (Súmula 211 do STJ)
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque a Corte de origem fundamentou-se adequadamente, a matéria demandaria reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7 do STJ, houve ausência de prequestionamento das questões alegadas (Súmula 211) e não foi demonstrado dissídio jurisprudencial apto a autorizar o conhecimento pelo fundamento constitucional invocado; determinou-se ainda a majoração dos honorários advocatícios nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015.
Court Disposition
Recurso especial não conhecido
Orders
- Não conheço do recurso especial (nos termos do art. 255, §4º, inciso I, do Regimento Interno do STJ)
- Majorar honorários advocatícios em desfavor da parte recorrente no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º e a eventual concessão de gratuidade judiciária
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto contra Acórdão proferido no TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO, com o seguinte resumo de ementa: ADMINISTRATIVO PROCESSUAL CIVIL EMBARGOS À EXECUÇÃO SERVIDOR PÚBLICO REAJUSTE DE 317% PRELIMINARES REJEITADAS PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA NÃO OCORRÊNCIA BASE DE CÁLCULO RUBRICAS DAS E FUNÇÕES COMISSIONADAS LIMITAÇÃO LEI 90301995 CORREÇÃO MONETÁRIA TERMO INICIAL DOS JUROS DE MORA SUCUMBÊNCIA PARCIAL MANTIDA AGRAVO RETIDO DO EMBARGANTE DESPROVIDO AGRAVO RETIDO DA PARTE EMBARGADA NÃO CONHECIDO O recurso foi admitido na origem e vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. Não há violação do 535 do CPC/1973 (art. 1.022 do CPC/2015) quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a fundamentadamente (art. 165 do CPC/73 e do art. 489 do CPC/2015), apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. Verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Relativamente às demais alegações de violação, esta Corte somente pode conhecer da matéria objeto de julgamento no Tribunal de origem. Ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. Conforme entendimento desta Corte, não há incompatibilidade entre a inexistência de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 e a ausência de prequestionamento, com a incidência do enunciado n. 211 da Súmula do STJ, quanto às teses invocadas pela parte recorrente, que, entretanto, não são debatidas pelo tribunal local, por entender suficientes para a solução da controvérsia outros argumentos utilizados pelo colegiado. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.234.093/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 24/4/2018, DJe 3/5/2018; AgInt no AREsp 1.173.531/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 20/3/2018, DJe 26/3/2018. O dissídio jurisprudencial viabilizador do recurso especial pela alínea c do permissivo constitucional não foi demonstrado nos moldes legais, pois, além da ausência do cotejo analítico e de não ter apontado qual dispositivo legal recebeu tratamento diverso na jurisprudência pátria, não ficou evidenciada a similitude fática e jurídica entre os casos colacionados que teriam recebido interpretação divergente pela jurisprudência pátria. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 255, §4º, inciso I, do Regimento Interno do STJ, não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.