AREsp 1677111 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno e ao recurso especial porque o Tribunal de origem corretamente decidiu, com base no conjunto probatório, que não cabia suspender a execução fiscal até o julgamento da ação civil pública trabalhista (art. 313, V, a, CPC), que não há risco de conflito passível de coisa julgada capaz de impedir a execução (art. 503, §1º, III, CPC), e que o reconhecimento da ilicitude da atuação da cooperativa e a consequente responsabilidade pelo recolhimento de FGTS e contribuições foram fundamentos suficientes mantidos pelo acórdão recorrido, não rebatidos especificamente, o que afasta o conhecimento do recurso por óbices das Súmulas n. 7 (STJ) e 283/284 (STF).
- Parties
- Embargante/recorrente: Condomínio do Cadima Shopping; Embargada/recorrida: União
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno Em Recurso Especial / Julgado Pela Segunda Turma Do Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Agravo interno improvido; negado provimento ao recurso especial; mantida a decisão recorrida.
- Legal Topics
- Embargos À Execução Fiscal, Suspensão Do Processo (art. 313, V, A, Cpc), Vínculo Empregatício Como Questão Prejudicial, Responsabilidade Do Tomador De Mão De Obra Pelo FGTS, Intermediação Ilícita De Mão De Obra Por Cooperativa, Prova Pericial E Formação De Convicção (cpc, Art. 371), Súmula N. 7 Do STJ, Súmulas N. 283 E 284 Do STF
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Condomínio do Cadima Shopping
Embargante/recorrente
União
Embargada/recorrida
Procedural Posture
Agravo Interno Em Recurso Especial / Julgado Pela Segunda Turma Do Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Se cabia a suspensão do processo executivo com base no art. 313, V, a, do CPC até o julgamento de ação civil pública na Justiça do Trabalho
- 2 Se a existência de vínculo empregatício deveria ser decidida pela Justiça do Trabalho e impedir a continuidade da execução fiscal
- 3 Se o condomínio era responsável pelo recolhimento do FGTS e contribuições previdenciárias em face de suposta intermediação ilícita de mão-de-obra por cooperativa
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno e ao recurso especial porque o Tribunal de origem corretamente decidiu, com base no conjunto probatório, que não cabia suspender a execução fiscal até o julgamento da ação civil pública trabalhista (art. 313, V, a, CPC), que não há risco de conflito passível de coisa julgada capaz de impedir a execução (art. 503, §1º, III, CPC), e que o reconhecimento da ilicitude da atuação da cooperativa e a consequente responsabilidade pelo recolhimento de FGTS e contribuições foram fundamentos suficientes mantidos pelo acórdão recorrido, não rebatidos especificamente, o que afasta o conhecimento do recurso por óbices das Súmulas n. 7 (STJ) e 283/284 (STF).
Court Disposition
Agravo interno improvido; negado provimento ao recurso especial; mantida a decisão recorrida.
Orders
- Agravo interno improvido
- Manutenção da decisão recorrida
Full Case Text
Judgment text and source record
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