AREsp 1861371 - DECISAO
Rejeitaram-se os embargos porque não houve obscuridade, contradição, omissão ou erro material; nos termos do CPC/2015 e da jurisprudência do STJ, a comprovação da tempestividade por feriado local ou suspensão de prazos deve ser juntada no ato de interposição do recurso (art. 1.003, § 6º; Enunciado Administrativo n.3), não sendo suficiente certidão do tribunal de origem para vincular o STJ em razão do juízo bifásico de admissibilidade; assim, a comprovação posterior é vedada e o vício é insanável.
- Parties
- Embargante: ENI PORTUGAL MUNIZ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 August 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão Em Embargos De Declaração
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Tempestividade, Prazo Recursal, Aplicação Do Cpc/2015, Feriado Local, Admissibilidade De Recurso Especial
Case Brief
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Parties
ENI PORTUGAL MUNIZ
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão Em Embargos De Declaração
Legal Issues
- 1 Possibilidade de comprovação posterior da tempestividade de recurso
- 2 Obrigatoriedade de juntada de prova de feriado local/suspensão de prazos no ato de interposição
- 3 Efeito vinculante de certidão de tempestividade expedida pelo tribunal de origem
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos porque não houve obscuridade, contradição, omissão ou erro material; nos termos do CPC/2015 e da jurisprudência do STJ, a comprovação da tempestividade por feriado local ou suspensão de prazos deve ser juntada no ato de interposição do recurso (art. 1.003, § 6º; Enunciado Administrativo n.3), não sendo suficiente certidão do tribunal de origem para vincular o STJ em razão do juízo bifásico de admissibilidade; assim, a comprovação posterior é vedada e o vício é insanável.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados
Orders
- Rejeitam-se os embargos de declaração.
- Advirto a parte embargante de que a reiteração deste expediente ensejará o pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porquanto os próximos embargos que tratem do mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do CPC).
Full Case Text
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