AREsp 1772464 - ACORDAO
Os embargos de declaração foram rejeitados por não preencherem nenhuma das hipóteses do art. 1.022 do NCPC (omissão, obscuridade, contradição ou erro material) e por se constituírem em tentativa de rediscussão do acórdão que corretamente reconheceu a inadequação da reclamação constitucional nos termos do art. 988 do NCPC, uma vez que os precedentes invocados não têm força vinculante. Em razão do caráter manifestamente protelatório dos embargos, foi imposta multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, em favor de TOKIKO YAMASHITA, nos termos do art. 1.026, § 2º, do NCPC, observada a suspensão da exigibilidade dos ônus sucumbenciais (art. 98, § 3º, do NCPC).
- Parties
- Embargante: TAKAHASHI ADVOGADOS ASSOCIADOS (TAKAHASHI); Embargada: TOKIKO YAMASHITA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 October 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração No Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Da Terceira Turma Do Superior Tribunal De Justiça (acórdão)
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Reclamação Constitucional, Requisitos De Admissibilidade Recursal, Aplicação Do NCPC, Multa Por Caráter Protelatório
Case Brief
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Parties
TAKAHASHI ADVOGADOS ASSOCIADOS (TAKAHASHI)
Embargante
TOKIKO YAMASHITA
Embargada
Procedural Posture
Embargos De Declaração No Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Da Terceira Turma Do Superior Tribunal De Justiça (acórdão)
Legal Issues
- 1 Cabimento dos embargos de declaração nos termos do art. 1.022 do NCPC
- 2 Cabimento da reclamação constitucional nos termos do art. 988 do NCPC
- 3 Aplicação do novo CPC aos recursos interpostos na vigência do NCPC (Enunciado Administrativo nº 3 do STJ)
Ratio Decidendi
Os embargos de declaração foram rejeitados por não preencherem nenhuma das hipóteses do art. 1.022 do NCPC (omissão, obscuridade, contradição ou erro material) e por se constituírem em tentativa de rediscussão do acórdão que corretamente reconheceu a inadequação da reclamação constitucional nos termos do art. 988 do NCPC, uma vez que os precedentes invocados não têm força vinculante. Em razão do caráter manifestamente protelatório dos embargos, foi imposta multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, em favor de TOKIKO YAMASHITA, nos termos do art. 1.026, § 2º, do NCPC, observada a suspensão da exigibilidade dos ônus sucumbenciais (art. 98, § 3º, do NCPC).
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