AREsp 1833272 - DECISAO
Os embargos de declaração foram rejeitados porque não há omissão, contradição, obscuridade ou erro material no julgado; os pontos suscitados nos embargos constituem inovação recursal em face de preclusão consumativa por não terem sido expostos no recurso especial, sendo incabível seu conhecimento, conforme precedentes do STJ; aplicou-se ainda a advertência sobre a multa prevista no art. 1.026, §2º do CPC para embargos manifestamente protelatórios.
- Parties
- Embargante: ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 June 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão Rejeitando Embargos De Declaração
- Outcome
- Rejeitados os embargos de declaração
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Omissão, Preclusão Consumativa, Inovação Recursal, Súmula, Repercussão Geral, Equiparação De Vencimentos
Case Brief
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Parties
ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão Rejeitando Embargos De Declaração
Legal Issues
- 1 Existência ou não de omissão no acórdão quanto ao tema invocado (ARE 1.278.713/Tema 1126)
- 2 Possibilidade de arguir nova tese em embargos de declaração após não ter sido suscitada no recurso especial (inovação recursal)
- 3 Aplicação dos arts. 1.022 e 1.026 do CPC
Ratio Decidendi
Os embargos de declaração foram rejeitados porque não há omissão, contradição, obscuridade ou erro material no julgado; os pontos suscitados nos embargos constituem inovação recursal em face de preclusão consumativa por não terem sido expostos no recurso especial, sendo incabível seu conhecimento, conforme precedentes do STJ; aplicou-se ainda a advertência sobre a multa prevista no art. 1.026, §2º do CPC para embargos manifestamente protelatórios.
Court Disposition
Rejeitados os embargos de declaração
Orders
- Rejeito os embargos de declaração apresentados pelo Estado de Mato Grosso do Sul
- Advirto a parte embargante de que a reiteração deste expediente ensejará o pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porquanto os próximos embargos que tratem do mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do CPC)
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