AREsp 1903635 - DECISAO
O recurso foi declarado deserto em razão da ausência de comprovante válido de recolhimento das custas (documento sem sequência numérica do código de barras), sendo a parte regularmente intimada para sanar o vício e não o tendo feito; os embargos de declaração não apontaram obscuridade, contradição, omissão ou erro...
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- Parties
- Embargante: SANTA CORDELIA EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA - SPE E OUTROS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 September 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Rejeição Dos Embargos De Declaração
- Outcome
- Rejeito os embargos de declaração
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Preparo Recursal, Custas Judiciais, Deserção, Competência Para Agravo Em Recurso Especial, Multa Por Embargos Protelatórios
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Parties
SANTA CORDELIA EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA - SPE E OUTROS
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Rejeição Dos Embargos De Declaração
Legal Issues
- 1 existência de vício no comprovante de recolhimento das custas por ausência de sequência numérica do código de barras
- 2 se houve oportunidade para sanar o vício e recolher preparo em dobro
- 3 se os embargos de declaração apontaram obscuridade, contradição, omissão ou erro material que justificasse acolhimento
Ratio Decidendi
O recurso foi declarado deserto em razão da ausência de comprovante válido de recolhimento das custas (documento sem sequência numérica do código de barras), sendo a parte regularmente intimada para sanar o vício e não o tendo feito; os embargos de declaração não apontaram obscuridade, contradição, omissão ou erro material a corrigir, razão pela qual foram rejeitados e aplicada advertência sobre multa futura.
Court Disposition
Rejeito os embargos de declaração
Orders
- Rejeito os embargos de declaração
- Advirto a parte embargante de que a reiteração deste expediente ensejará o pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de embargos de declaração opostos por SANTA CORDELIA EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA -SPE E OUTROS à decisão de fls. 590/591, que não conheceu do recurso. Sustenta a parte embargante que: No referido caso o Agravo em Recurso Especial não foi admitido com fundamento a falta do devido preparado, uma vez que o documento de fls. 520 não contém a sequência numérica do código de barras. Afirma o Ministro Presidente que a parte fora intimada para sanar o referido vício, veja: .. Porém, percebamos que a decisão de fls. 579, refere-se ao encaminhamento do Agravo em Recurso Especial ao colendo Superior Tribunal de Justiça: .. Vejamos que não houve oportunidade aos Embargantes para sanar o vício ou sequer recolher em dobro o preparo recursal, havendo claramente contradição e omissão na referida decisão embargada (fls. 594/595). Requer o conhecimento e acolhimento dos embargos declaratórios para que seja sanado o vício apontado. A parte embargada foi devidamente intimada para contra-arrazoar estes aclaratórios. É, no essencial, o relatório. Decido. Nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil, os embargos de declaração destinam-se a esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão e corrigir erro material eventualmente existentes no julgado, o que não se verifica na hipótese. Cumpre esclarecer que a petição de recurso especial foi protocolada, na origem, sem comprovante de recolhimento das custas judiciais, uma vez que o documento de fl. 520 não é válido por não conter a sequência numérica do código de barras. A propósito, este Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de que os recursos interpostos para esta Corte Superior devem estar acompanhados das guias de recolhimento devidamente preenchidas, além dos respectivos comprovantes de pagamento, ambos de forma visível e legível, sob pena de deserção. Nesse sentido, os seguintes precedentes: AgInt no AREsp 1569257/RS, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 22/6/2020; e AgRg no AREsp 570.469/DF, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, DJe de 23/6/2020. No caso, mesmo após a intimação da parte para sanear o vício (fls. 583/584), não houve a devida regularização, uma vez que se quedou inerte (fls. 586/588). Portanto, correta a aplicação da Súmula n. 187 deste Tribunal, julgando deserto o recurso. Veja-se que, nos termos do art. 1.042, §§ 2º e 4º, do Código de Processo Civil, a competência do Tribunal a quo, na análise do agravo em recurso especial, restringe-se apenas à possibilidade de eventual retratação. A competência para o julgamento do referido agravo é deste Superior Tribunal de Justiça, conforme estabelecido nos §§ 3º e 4º do mencionado dispositivo, os quais prevêem que logo após o oferecimento da resposta do agravado, os autos devem ser remetidos a esta instância superior (Rcl 39.515/PE, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Seção, DJe de 29/06/2020). Superada a análise de admissibilidade dos requisitos formais do agravo em recurso especial, são analisados pelo STJ os requisitos formais referentes ao recurso especial, nos quais se enquadram a regularidade do preparo. Observa-se que a parte foi regularmente intimada, nesta Corte, para efetuar o recolhimento do preparo em dobro, conforme certidão de saneamento de óbices de fl. 583, publicada em 11/6/2021 (fl. 584), determinação que não foi cumprida. Por fim, a pretensão de rediscutir matéria devidamente abordada e decidida no decisum embargado evidencia mera insatisfação com o resultado do julgamento, não sendo a via eleita apropriada para tanto. Nesse sentido: EDcl no AgInt nos EDcl nos EAREsp 1202915/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Corte Especial, DJe de 28/8/2019. Assim, não há irregularidade sanável por meio dos presentes embargos, porquanto toda a matéria submetida à apreciação do STJ foi julgada, não havendo, na decisão embargada, os vícios que autorizariam a utilização do recurso - obscuridade, contradição, omissão ou erro material. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração e advirto a parte embargante de que a reiteração deste expediente ensejará o pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, porque os próximos embargos que tratem do mesmo assunto serão considerados manifestamente protelatórios (art. 1.026, § 2º, do CPC). Publique-se. Intimem-se.