AREsp 1907669 - DECISAO
Os embargos de declaração foram rejeitados porque a decisão embargada não padecia dos vícios previstos no art. 1.022 do CPC; o Tribunal de origem efetivamente registrou inovação recursal quanto aos vícios do imóvel e a preliminar de inovação afastada referia-se à nulidade do pacto aditivo que constava da ementa...
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- Parties
- Embargante: MÁRCIO MATURANA CARDOSO; Embargante: outra
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 September 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão Sobre Embargos De Declaração
- Outcome
- rejeita-se os embargos de declaração
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Inovação Recursal, Omissão, Obscuridade, Contradição E Erro Material, Súmulas 7/stj E 283/stf, Nulidade Do Pacto Aditivo, Entrega Das Chaves
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Parties
MÁRCIO MATURANA CARDOSO
Embargante
outra
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão Sobre Embargos De Declaração
Legal Issues
- 1 existência de erro material, omissão, obscuridade ou contradição na decisão atacada (art. 1.022 CPC)
- 2 se houve afastamento indevido da preliminar de inovação recursal pelo Tribunal de origem
- 3 se a existência de datas equivocadas para entrega das chaves foi levada ao conhecimento do Tribunal de origem
Ratio Decidendi
Os embargos de declaração foram rejeitados porque a decisão embargada não padecia dos vícios previstos no art. 1.022 do CPC; o Tribunal de origem efetivamente registrou inovação recursal quanto aos vícios do imóvel e a preliminar de inovação afastada referia-se à nulidade do pacto aditivo que constava da ementa anterior; não se comprovou que a discrepância de datas sobre a entrega das chaves tivesse sido arguida perante a Corte local; e partes do recurso especial não foram conhecidas em razão da aplicação das Súmulas 7/STJ e 283/STF.
Court Disposition
rejeita-se os embargos de declaração
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de embargos de declaração opostos por MÁRCIO MATURANA CARDOSO e outra impugnando decisão que conheceu do agravo para conhecer parcialmente seu recurso especial e, nessa parte, negar-lhe provimento. Os embargantes apontam a existência dos seguintes erros materiais na decisão embargada: (i) foi afastado em embargos de declaração o fundamento de inovação recursal pelo Tribunal de origem e (ii) diversamente do afirmado, foi levado ao conhecimento da Corte local em embargos de declaração a existência de datas equivocadas para a entrega das chaves. Apontam, ademais, a existência de obscuridade, pois não ficou claro em que capítulo o recurso especial foi conhecido e não provido. Impugnação às fls. 926/929 (e-STJ). É o relatório. DECIDO. Não prospera a inconformidade veiculada nos presentes aclaratórios. A decisão atacada não padece de nenhum dos vícios ensejadores dos embargos declaratórios enumerados no artigo 1.022 do Código de Processo Civil de 2015 (CPC): obscuridade, contradição, omissão ou erro material. Com efeito, no que respeita ao afastamento da existência de inovação recursal nos embargos de declaração, verifica-se que o Tribunal de origem fez constar que os embargantes, no que respeita aos vícios do imóvel, alteraram seus argumentos com o decorrer do processo, permeando a inovação recursal: "(..) Por esse motivo, não existe qualquer contradição ou mesmo equívoco de base fática. Ficou registrado em sessão de julgamento e no voto escrito que o recorrente apresenta razões que permeiam a inovação recursal com elementos truncados em sua petição inicial, tal ponto ficou explícito no voto confira-se: (..) Essa alegação de vício no imóvel só aparece expressamente no decorrer da instrução não sendo tratada de forma explícita na peça inicial" (fl. 786, e-STJ - grifou-se). Assim, não houve afastamento da tese de inovação quanto aos vícios do imóvel. A preliminar de inovação recursal que foi afastada e que aparecena ementa é a relativa ao pedido de nulidade do pacto aditivo assinado pelas partes e que já constava na ementa do acórdão da apelação. Ademais, não prospera a alegação de que foi levado ao conhecimento do Tribunal de origem em embargos de declaração a existência de datas equivocadas relativas à entrega das chaves. De fato, nas razões do recurso especial os embargantes afirmam: "(..) A violação ao art. 1.022 do CPC é flagrante. Observe que há evidente contradição na fundamentação. Ora diz que a parcela das chaves venceria em 31.03.2013, ora diz que a parcela das chaves venceria em 13.03.2013" (fl. 795, e-STJ). O trecho das razões dos embargos de declaração que questionariam referido ponto perante a Corte local, segundo os embargantes, seria o seguinte: "(..) Convém ressaltar que o imóvel deveria ter sido entregue em 27.02.2013, independente da quitação do bem, pois a parcela de quitação estava prevista para o momento posterior à entrega - 31.03.2013. Não era lícito exigir a quitação do imóvel para recebê-lo" (fl. 749) Não se constata, portanto, a existência dos erros materiais apontados. Quanto à obscuridade, ela se configura quando a redação da decisão não é suficientemente clara, dificultando sua compreensão, o que não é o caso dos autos. Como se constata da leitura da decisão, o recurso especial não foi conhecido nas partes em que foram aplicadas as Súmulas nº 7/STJ e 283/STF. Ante o exposto, rejeita-se os embargos de declaração. Publique-se. Intimem-se.