AREsp 1780335 - DECISAO
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque, nos termos do art. 1.022 do CPC/2015 e do exame dos vícios alegados, não se verificou omissão, obscuridade, contradição ou erro material na decisão embargada.
Source-derived case information.
- Parties
- Embargante: FORCE VIGILÂNCIA LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 September 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão Rejeitados
- Outcome
- Rejeito os embargos de declaração.
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Honorários Advocatícios, Omissão, Obscuridade, Contradição, Erro Material, Art. 1.022 Cpc/2015
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Parties
FORCE VIGILÂNCIA LTDA.
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão Rejeitados
Legal Issues
- 1 Cabimento dos embargos de declaração
- 2 Majoração de honorários advocatícios sem verba sucumbencial arbitrada pelo Tribunal de origem
- 3 Existência de omissão, obscuridade, contradição ou erro material na decisão impugnada
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque, nos termos do art. 1.022 do CPC/2015 e do exame dos vícios alegados, não se verificou omissão, obscuridade, contradição ou erro material na decisão embargada.
Court Disposition
Rejeito os embargos de declaração.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO 1. Cuida-se de embargos de declaração opostos por FORCE VIGILÂNCIA LTDA.à decisão de fls. 1582-1586, que não conheceu do agravo em recurso especial. Sustenta a parte embargante não ser cabível a majoração dos honorários advocatícios, tendo em vista que não há verba sucumbencial arbitrada pelo Tribunal de origem. Requer o conhecimento e acolhimento dos embargos declaratórios para que seja sanado o vício apontado. A parte embargada foi devidamente intimada para contra-arrazoar estes aclaratórios. É, no essencial, o relatório. DECIDO 2. Segundo o art. 1.022, caput e incisos, do CPC/2015, são cabíveis os embargos de declaração quando a decisão judicial se revelar omissa, obscura ou contraditória, assim como para correção de erro material. Da doutrina processualista, extrai-se que a obscuridade consiste na falta de clareza da decisão impugnada, sendo que, diante da função precípua do pronunciamento judicial de emprestar certeza às relações litigiosas que calham às suas portas, não se admitem decisões judiciais não-unívocas. Por outro lado, verifica-se a contradição quando no acórdão se incluem proposições entre si inconciliáveis. Nos termos do magistério de Barbosa Moreira: Pode haver contradição entre proposições contidas na motivação (exemplo: a mesma prova ora é dita convincente, ora inconvincente), ou entre proposições da parte decisória, isto é, incompatibilidade entre capítulos do acórdão: v.g. anula-se, por vício insanável, quando logicamente se deveria determinar a restituição ao órgão inferior, para sentenciar de novo; ou declara-se inexistente a relação jurídica prejudicial (deduzida em reconvenção ou em ação declaratória incidental), mas condena-se o réu a cumprir a obrigação que dela necessariamente dependia; e assim por diante. Também pode ocorrer contradição entre alguma proposição enunciada nas razões de decidir e o dispositivo: por exemplo, se na motivação se reconhece como fundada alguma defesa bastante para tolher a pretensão do autor, e no entanto se julga procedente o pedido.(Comentários ao Código de Processo Civil.v. 5. Rio de Janeiro: Forense, 2008, pp. 556-557) Por sua vez, "o erro material é aquele evidente, decorrente de simples erro aritmético ou fruto de inexatidão material, e não erro relativo a critérios ou elementos de julgamento" (EDcl no AgRg no REsp 1234057/PR, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 28/06/2011, DJe 01/07/2011. De resto, nos termos do art. 1.022, II, do CPC/2015, "omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento". Acresce que, no art. 1.022, parágrafo único, do CPC/2015, o legislador destacou duas hipóteses específicas a caracterizar o vício de omissão: Art. 1.022, parágrafo único. Considera-se omissa a decisão que: I - deixe de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento; II - incorra em qualquer das condutas descritas no art. 489, § 1º. Sobre tais hipóteses de omissão do art. 1.022, parágrafo único, do CPC/2015, destaca-se o seguinte comentário de Daniel Amorim Assumpção, na obra intitulada Novo Código Civil Comentado: "O parágrafo único do dispositivo ora analisado especifica que se considera omissa a decisão que deixar de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos (recursos especial ou extraordinário repetitivos e incidente de resolução de demandas repetitivas) ou em incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento ou que incorra em qualquer das condutas descritas no art. 489, § 1.º, do Novo CPC, dispositivo responsável por inovadoras exigências quanto à fundamentação da decisão. O dispositivo na realidade não inova ou tão pouco complementa o inciso II do art. 1.022 do Novo CPC, já que as especificações presentes no dispositivo ora comentado são claras hipóteses de omissão de questões sobre as quais o juiz deve se pronunciar". Nenhum desses vícios se faz presente na decisão ora embargada. 3. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. Publique-se. Intimem-se.