REsp 1925684 - ACORDAO
Rejeitaram-se os embargos porque não há omissão, contradição ou obscuridade no acórdão recorrido; a Segunda Turma decidiu de forma fundamentada pela necessidade de apresentação do contrato para fins de retenção de honorários, e os embargos buscavam apenas rediscutir matéria já decidida em vez de sanar vício...
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- Parties
- Embargante: Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região; Embargante: outro
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 September 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Decisão Colegiada (segunda Turma)
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados por unanimidade
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Art. 1.022 Cpc/2015, Art. 1.026, § 2º Cpc/2015, Legitimação Extraordinária, Honorários, Retenção De Honorários, Necessidade De Apresentação De Contrato, Art. 22, § 4º, Lei N. 8.906/1994, § 7º
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Parties
Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região
Embargante
outro
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Decisão Colegiada (segunda Turma)
Legal Issues
- 1 existência de omissão, contradição ou obscuridade no acórdão segundo art. 1.022 do CPC/2015
- 2 necessidade de apresentação do contrato individual para retenção de honorários contratuais
- 3 alcance da legitimação extraordinária e aplicação dos §§ 4º e 7º do art. 22 da Lei n. 8.906/1994
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos porque não há omissão, contradição ou obscuridade no acórdão recorrido; a Segunda Turma decidiu de forma fundamentada pela necessidade de apresentação do contrato para fins de retenção de honorários, e os embargos buscavam apenas rediscutir matéria já decidida em vez de sanar vício declaratório.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados por unanimidade
Orders
- Rejeitar os embargos de declaração
- Advertir o embargante de que embargos reiterados serão sancionados com a multa do art. 1.026, § 2º do CPC/2015
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Herman Benjamin, Mauro Campbell Marques e Assusete Magalhães votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Herman Benjamin. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ART. 1.022, CPC/2015. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. AUSÊNCIA. 1. Os embargos declaratórios são cabíveis quando houver contradição nas decisões judiciais ou quando for omitido ponto sobre o qual se devia pronunciar o juiz ou tribunal, ou mesmo correção de erro material, na dicção do art. 1.022 do CPC vigente, algo inexistente no caso concreto. 2. Não há vício de fundamentação quando o aresto recorrido decide integralmente a controvérsia, de maneira sólida e fundamentada. 3. Embargos de declaração rejeitados.
RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos por Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região e outro contra acórdão assim ementado (e-STJ, fl. 342): PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC/2015. INEXISTÊNCIA. LEGITIMAÇÃO EXTRAORDINÁRIA. HONORÁRIOS. RETENÇÃO. NECESSIDADE DE APRESENTAÇÃO DE CONTRATO. 1. Não há omissão no acórdão recorrido, tendo o Tribunal de origem apreciado de forma fundamentada as matérias necessárias à solução da controvérsia, dando-lhe, contudo, solução jurídica diversa da pretendida pelo agravante. Não se pode confundir decisão contrária ao pretendido pela parte com negativa de prestação jurisdicional. 2. O Superior Tribunal de Justiça entende que " .. a legitimação extraordinária com a dispensa de assinatura de todos os substituídos alcança a liquidação e a execução de créditos. Contudo, a retenção sobre o montante da condenação do que lhe cabe por força de honorários contratuais só é permitida com a apresentação do contrato celebrado com cada um dos filiados nos termos do art. 22, § 4º, da Lei n. 8.906/1994" Precedentes: AgInt no REsp 1.671.716/PE, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe 30/9/2020; REsp 1.799.616/AL, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 28/5/2019.3. Agravo interno a que se nega provimento. O embargante entende haver omissão no acórdão quanto ao art. 22, § 7º , da Lei n. 8.906/1994. Sustenta, em suma, que, "se é verdade que, no caso dos autos, é obrigatória a celebração de contrato individualizado, entre o advogado e cada um dos substituídos nos termos do artigo 22, § 4º, para que serve o artigo 22, § 7º da Lei Federal, cujo teor submeteu os beneficiários da ação coletiva ao patamar de honorários pactuado no contrato originário sem maiores formalidades" (e-STJ, fl. 356). Requer, assim, o provimento dos embargos. A parte embargada não apresentou impugnação (e-STJ, fl. 365). É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ART. 1.022, CPC/2015. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. AUSÊNCIA. 1. Os embargos declaratórios são cabíveis quando houver contradição nas decisões judiciais ou quando for omitido ponto sobre o qual se devia pronunciar o juiz ou tribunal, ou mesmo correção de erro material, na dicção do art. 1.022 do CPC vigente, algo inexistente no caso concreto. 2. Não há vício de fundamentação quando o aresto recorrido decide integralmente a controvérsia, de maneira sólida e fundamentada. 3. Embargos de declaração rejeitados. VOTO Os embargos declaratórios são cabíveis quando houver contradição nas decisões judiciais ou quando for omitido ponto sobre o qual se devia pronunciar o juiz ou tribunal, ou mesmo correção de erro material, na dicção do art. 1.022 do CPC vigente, algo inexistente no caso concreto. Com efeito, decidiu a Segunda Turma pela manutenção da decisão monocrática que entendeu pela necessidade de apresentação do contrato para fins de retenção dos honorários. Dessa forma, não são cabíveis os presentes embargos, haja vista que a real intenção da parte insurgente não é sanar omissão, contradição ou obscuridade do acórdão recorrido, e sim rediscutir o que aqui ficou claro e coerentemente decidido, buscando efeitos infringentes em situação na qual não são cabíveis. Advirto, desde logo, ao embargante que reiterados embargos de declaração dessa natureza serão sancionados com a multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC/2015. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. É como voto.